Liberdade e direito de voto: o melhor do 25 de Abril

Estudo de opinião realizado pelo CESOP revela que mulheres e nascidos depois de 1974 são os que valorizam mais a revolução dos cravos.

A um mês do 48º aniversário daquele que para Sophia de Mello Breyner foi um “dia inicial inteiro e limpo/Onde emergimos da noite e do silêncio/E livres habitamos a substância do tempo”, o Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica realizou, para a Fundação Mário Soares – Maria Barroso e para a Fundação Calouste Gulbenkian, um estudo de opinião que procurou medir a importância atribuída à Revolução de 25 de Abril de 1974; identificar os seus principais contributos e as opiniões relacionadas com a comemoração da data.

Três quartos dos inquiridos consideram a Revolução de 25 de abril de 1974 “muito importante” para a sociedade portuguesa, sendo as mulheres e os inquiridos com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos (nascidos já em democracia) os mais convictos da sua relevância.

As percentagens decrescem quando é pedido para caracterizar “a importância da Revolução de 25 de abril de 1974 para si individualmente”, com apenas 61% a considerarem o acontecimento “muito importante”.

De entre uma lista de 14 temas, o direito de voto, a liberdade de expressão e a liberdade são vistos como os maiores contributos do 25 de abril (tanto a nível individual, como para a sociedade portuguesa). Tidos como contributos menos importantes (numa lista que contempla temas como os direitos das mulheres, a UE ou as condições sociais e laborais) surgem a Justiça, a descolonização e as Forças Armadas.

Muito importante para 63% dos inquiridos, o feriado deve continuar a ser comemorado porque é importante, antes de mais, “valorizar os princípios da Liberdade e da Democracia” e “celebrar e preservar os valores e as conquistas da Revolução de Abril”, mas também porque é relevante “passar os testemunhos às gerações futuras”.

As comemorações dos 50 anos do 25 de abril de 1974 começaram simbolicamente a 23 de março de 2022, dia em que se começam a contabilizar mais dias vividos em democracia do que em ditadura. As comemorações, que só terminam em abril de 2024, são vistas como muito importantes para seis em cada dez inquiridos.

Atualização em 24 março 2022

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