LeguCon: Agricultura sustentável de mãos dadas com a reabilitação social em Ílhavo

O projeto LeguCon quer aumentar a produção de leguminosas. A partilha de sementes de grão de bico com o CASCI, em Ílhavo, dará brevemente “os seus frutos”.
Projeto LeguCon © DR

O projeto LeguCon, desenvolvido por investigadores da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, assenta no desenvolvimento dum consórcio único, e até aqui inexistente em Portugal, promotor do aumento de produção de leguminosas no país, desenvolvendo uma vertente participativa e interativa entre ciência e cidadania, em simultâneo. Os investigadores do projeto defendem que a produção nacional deve ser priorizada e que os agricultores precisam de estímulos para conseguirem arrancar com novas culturas e adotar novas metodologias que até agora não desenvolvem nas suas áreas de produção.

Para além disto, acreditam que através da introdução de leguminosas é promovida uma agricultura sustentável. O cultivo das leguminosas envolve um gasto menor de água, de combustíveis fósseis e de produtos agroquímicos. As leguminosas têm ainda um impacto significativo na redução da pegada de carbono pela sua capacidade de fixar azoto, reduzindo o uso de fertilizantes de azoto sintéticos.

 

 

No centro de reabilitação do CASCI (Centro de Ação Social do Concelho de Ílhavo) que inclui 42 pessoas com deficiência e incapacidade e onde se produzem diversos produtos da área da agropecuária, carpintaria, doçaria, olaria e serviços para comercialização, a LeguCon impulsionou a unidade produtiva através da introdução de um novo produto – o grão de bico.

Esta colaboração entre a Escola Superior de Biotecnologia e o CASCI tem como objetivo acrescido a divulgação da empregabilidade de pessoas com deficiência na comunidade, contribuindo para “a eliminação progressiva dos estereótipos associados a esta população”.

 

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Atualização em 06 agosto 2021

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