Jorge Sampaio (1939 – 2021)

O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian manifesta o seu profundo pesar pela morte do Presidente Jorge Sampaio e apresenta sentidas condolências à sua família.
Jorge Sampaio. Dia Calouste Gulbenkian 2018

O Presidente Jorge Sampaio colaborou de forma estreita com a Fundação Calouste Gulbenkian ao longo dos últimos 15 anos, tendo exercido, nomeadamente, o cargo de presidente do Júri dos vários prémios internacionais da Fundação: do Prémio Internacional Calouste Gulbenkian, criado em 2006, até ao mais recente Prémio Gulbenkian para a Humanidade.

A presidente da Fundação recorda “a sua permanente disponibilidade, a sabedoria e a dedicação demonstradas na relação com a Fundação, mas também a sua presença amiga, inteligente, sensível e generosa em todas as ocasiões”. Para Isabel Mota, o desaparecimento de Jorge Sampaio representa “uma perda inestimável para a Fundação, que tinha nele uma voz sempre presente e atenta aos grandes problemas da sociedade, seja em Portugal ou na cena internacional.”

Ao longo dos últimos anos, a Fundação apoiou as várias missões do Presidente Sampaio, enquanto Enviado Especial das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose, Alto-comissário da ONU para a Aliança das Civilizações (UNAOC) e, mais recentemente, a Plataforma Global para os Estudantes Sírios.

Licenciado em Direito, o Presidente Jorge Sampaio foi, além de político, um eminente jurisconsulto e defensor dos Direitos Humanos. Será sempre recordado como um humanista, um construtor de pontes, um homem que agiu ativamente em prol dos mais vulneráveis, em áreas tão diversas quanto o VIH-Sida, as drogas e toxicodependências, os Direitos Humanos ou desafios internacionais como os de Timor-Leste ou da Síria.