Jardim de Verão

De 23 de junho a 20 de julho, concertos ao ar livre, filmes, leituras encenadas, conversas e atividades para famílias, entre outras iniciativas, preenchem o programa desta 2.ª edição.

Concertos, filmes, leituras encenadas, conversas e atividades para famílias, entre outras iniciativas, preenchem o programa da 2ª edição do Jardim de Verão, na Fundação Calouste Gulbenkian. No âmbito do Centenário da Grande Guerra, também estão programados vários eventos para refletir sobre os impactos socioculturais do conflito em Portugal.

Jane Birkin (a cantar Serge Gainsbourg), Roberta Sá, Mayra Andrade e Bonga são alguns dos artistas que marcam o programa do Jardim de Verão deste ano. Depois do sucesso da 1ª edição, que em 2016 assinalou o 60º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian, uma grande diversidade de iniciativas volta a animar o jardim e outros espaços da Fundação, ao longo de quase um mês, com a programação a intensificar-se aos fins-de-semana. Concertos, filmes, conferências, exposições e visitas orientadas, leituras encenadas, conversas, workshops e outras atividades para famílias, preenchem o programa que reflete a intervenção multifacetada da Fundação Gulbenkian, não apenas no campo das artes, mas também na ciência e nos projetos comunitários que apoia e promove.

 

Vozes lusófonas e sons do médio-oriente

No arranque do Jardim de Verão, recebemos um dos maiores talentos da nova música brasileira: Roberta Sá (24 junho). Muitas vezes comparada a Marisa Monte, diz-se influenciada por figuras como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elis Regina e Chico Buarque. Regressa a Portugal, para mais uma das suas atuações cativantes no Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian. No repertório traz temas do último álbum, Delírio, para o qual gravou, também, com António Zambujo. O concerto de Roberta Sá inaugura assim no Jardim de Verão um ciclo de grandes nomes da música lusófona como a cabo-verdiana Mayra Andrade (25 junho) e a sua pop tropical, o lendário Bonga (30 de junho) e o seu amor pelo semba, símbolo da identidade angolana que deu origem à kizomba, e ainda a guineense Eneida Marta (15 julho), que cruza o gumbé com o jazz, para animar as noites no Jardim Gulbenkian.

No dia em que os franceses comemoram a Tomada da Bastilha, a 14 julho, estreia-se em Portugal, no Jardim Gulbenkian, o espetáculo Birkin: Gainsbourg Sinfónico. Neste concerto, Jane Birkin revisita em versão sinfónica os clássicos do ex-companheiro Serge Gainsbourg, falecido em 1991. Do repertório fazem parte duas dezenas de temas, como La Javanaise, Jane B, Babe Alone in Babylone, La Chanson de Prévert, Requiem pour un con, Initiales BB, My Lady Heroine ou Lost Song, que a artista britânica vai interpretar na companhia do pianista japonês Nobuyuki Nakajima e da Orquestra Gulbenkian, dirigida por Jan Wierzba.

Até 20 de julho, haverá mais música no Jardim de Verão, onde também se farão ouvir sonoridades do Médio-Oriente, com o projeto Cairo Jazz Station (29 junho), que junta jovens do Egito, da Turquia, de Portugal e de Itália, mas também The Secret Trio (7 julho), que traz ao Jardim Gulbenkian os modos microtonais do Médio Oriente, as batidas de dança dos Balcãs, e improvisações e influências do jazz, do rock e da música clássica.

 

A Gulbenkian e o cinema português

O Jardim de Verão inclui uma mostra de filmes de cineastas portugueses, que contaram com o apoio da Fundação Gulbenkian, sobretudo na última década. Em junho e julho, serão projetados filmes de Filipa César, Filipa Reis, Gabriel Abrantes (em colaboração com Ben Rivers), João Miller Guerra, João Nisa, João Pedro Rodrigues, João Salaviza, João Viana, Leonor Noivo, Leonor Teles, Marco Martins, Miguel Gomes, Patrick Mendes, Pedro Peralta, Pedro Pinho, Sérgio da Costa (em colaboração com Maya Cosa), Susana Nobre e Tomás Baltazar.

Comissariado por Miguel Valverde, o ciclo “A Gulbenkian e o Cinema Português” abre com o filme Twenty-one-Twelve, um projeto criado por Marco Martins em coautoria com o artista plástico Michelangelo Pistoletto, que reflete sobre a crise e o papel transformador que a arte pode assumir na sociedade.

Conversas no jardim (Speaker’s Corner), leituras encenadas, workshops e outras atividades para famílias entram também no Jardim de Verão, que terminará a 20 de julho, Dia Calouste Gulbenkian. Neste dia, para além da entrega dos Prémios Gulbenkian, a Orquestra Gulbenkian, no Anfiteatro ao ar livre, e Gisela João, no Grande Auditório, protagonizam os dois concertos de encerramento do Jardim de Verão, ambos de entrada gratuita.

 

A Grande Guerra

Este verão, a Fundação Gulbenkian associa-se aos eventos que assinalam o centenário da guerra de 1914-1918, trazendo à reflexão uma perspetiva cultural e social do impacto que o conflito teve em Portugal. A participação de Portugal na Grande Guerra não foi apenas um ato político e militar. O país sofreu efeitos económicos, sociais e culturais que se refletiram no quotidiano dos portugueses e na sua relação com o exterior. São esses efeitos que se pretendem mostrar e debater, com a exposição ‘Tudo se desmorona’: Impactos Culturais da Grande Guerra em Portugal, a partir de 30 junho, com o colóquio ‘Ninguém sabe que coisa quer’: a Grande Guerra e a Crise dos Cânones Culturais Portugueses (28 a 30 de junho), com o ciclo de cinema Imagens da Grande Guerra e com a leitura encenada do texto Pra um país tão pequeno, entre outras iniciativas, de entrada livre.

 

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