Nos bastidores da renovação do Museu Gulbenkian

Acompanhe o trabalho que está a preparar o Museu para o futuro

Mais de 55 anos após a sua inauguração, o Museu Gulbenkian encerrou para obras de renovação até julho de 2026. Com esta intervenção, queremos garantir as melhores condições para preservar e apresentar a extraordinária Coleção de Calouste Gulbenkian durante muitas décadas.

Estamos a modernizar os sistemas de climatização, iluminação e segurança, a melhorar a experiência de visita e a harmonizar o espaço, respeitando sempre a visão original do Museu.

Acompanhe nesta página o percurso de transformação, com imagens dos bastidores, trabalhos de conservação e restauro, testemunhos das equipas envolvidas, obras em viagem em Portugal e no estrangeiro, e outras histórias sobre a Coleção e o seu Colecionador.

05 mai 2022

Os têxteis setecentistas da coleção Gulbenkian

A par do mobiliário, os têxteis têm também um papel primordial nos ambientes setecentistas.

O conjunto de tecidos apresentado na Galeria do Século XVIII é proveniente da chamada Manufatura de Lyon. No século XVIII a produção de sedas nesta cidade atinge o seu auge no seguimento de um impulso que na realidade já vinha do século anterior, por iniciativa de Colbert, ministro de Luís XIV.

Esta vitalidade que se fez sentir, aliada a uma melhor organização industrial, avanços na técnica e influência de tecelões italianos que se haviam estabelecido no país, foram alguns dos fatores que permitiram que esta produção atingisse um grau de qualidade e de originalidade sem precedentes.

Exemplo disso é o fragmento de seda atribuído a Philippe de Lassale, de gosto marcadamente Luís XV, que pertenceu aos aposentos privados de Stanislas Leckzinsky, sogro do monarca francês, no Palácio de Lunéville. Outra peça relevante é o tecido encomendado para os aposentos de Maria Antonieta em Versailles, que demonstra o que de mais requintado se produziu em Lyon nesta época.

A decoração floral, muito do agrado da rainha, é uma característica dominante, mas a partir de 1760 o gosto pelo arabesco, de influência clássica, começa também a ser muito utilizado. Jacques Gondoin, arquiteto do rei, é o autor desta composição de enrolamentos de acanto em arabesco pautada por medalhões aplicados. A sua execução deve-se a Jean Charton, mestre pertencente a uma importante família de tecelões de Lyon.

 

Segundo cartões de François Boucher, Tapeçaria «Jupiter en Raisin» (pormenor) da armação «Les Amours des dieux». Beauvais, 1755. Lã e seda. Museu Calouste Gulbenkian

 

Também neste período as tapeçarias desempenharam um papel importante na decoração dos espaços interiores. Com a tomada de consciência da ideia de conforto, estas peças são um contributo relevante para tornar os ambientes mais acolhedores.

Os temas mitológicos foram muito utilizados e serviam de mote para cenas galantes e narrativas amorosas. Estas representações, de pendor bucólico e amoroso, tinham uma forte componente decorativa produzindo um efeito cénico muito ao gosto da época.  François Boucher foi um dos pintores que mais explorou esta temática e é autor dos cartões das tapeçarias Jupiter en raisin e La Pipée aux Oiseaux expostas na galeria.

 

Segundo Jean Pillement, Tapeçaria «O Pescador Infeliz». França, Aubusson, século XVIII. Lã e seda. Museu Calouste Gulbenkian

 

O gosto pelo exótico foi também muito cultivado na época e serviu de inspiração a muitos artistas. Com o desenvolvimento do comércio com o Oriente, chegaram à Europa muitas peças oriundas da China e do Japão que levaram ao surgimento de diversos motivos decorativos de inspiração oriental, de grande leveza, movimento e assimetria que se conjugaram de forma harmoniosa com o gosto Rococó. Jean Pillement, pintor e gravador francês, desenvolveu de forma admirável esta temática, como se pode observar na série de tapeçarias de Aubusson, da armação Chinoiserie, em exibição na galeria.

 

Clara Serra
Conservadora do Museu Calouste Gulbenkian

11 mar 2022

Pintura e Escultura na galeria de arte francesa do século XVIII

A pintura francesa ocupa um lugar de destaque no espaço que agora se renova na Galeria de Artes Decorativas Francesas do século XVIII. A obra «Retrato de Thomas Germain e a sua Mulher», de Nicolas de Largillièrre conhecerá uma nova apresentação, sendo desde logo visível a partir do núcleo de ourivesaria francesa, que será objeto de uma alteração significativa nesta renovação. Esta pintura constitui um excelente exemplo de «retrato de artista em ateliê», género caro à pintura francesa de Setecentos. Atenção especial merecerá de novo «Retrato de Louis Duval de L’Épinoy», de Maurice-Quentin de La Tour, considerado no Salon de Paris de 1745 «o triunfo da pintura a pastel». Também o retrato de aparato se faz representar através de «Retrato do Marechal Duque de Richelieu», de Jean-Marc Nattier, obra que ocupou na casa do Colecionador, em Paris, o centro da grande galeria de pintura.

 

Maurice-Quentin de La Tour, «Retrato de Duval de l’Epinoy». França, 1745. Pastel. Museu Calouste Gulbenkian
Nicolas de Largillierre, «Retrato de Monsieur e Madame Thomas Germain». França, 1736. Óleo sobre tela. Museu Calouste Gulbenkian

A paisagem francesa inclui igualmente neste período obras de qualidade ímpar, de que é exemplo absoluto «A Ilha do Amor», de Jean-Honoré Fragonard, composição fantasista realizada cerca de 1770 em homenagem a Antoine Watteau. Fruto da imaginação do artista, a obra, inicialmente descrita como «vista de um jardim pitoresco», constitui uma renovação notável do tema da festa galante inserida num jardim irreal.

Hubert Robert, desenhador dos jardins do rei Luís XVI a partir de 1777, que mereceu na década de 1920 particular atenção por parte do Colecionador, faz-se representar neste sector através de um par de pinturas que documentam a renovação dos jardins de Versalhes: «Le Tapis Vert» e «Le Bosquet des Bains d’Apollon», ambas adquiridas por Calouste Gulbenkian ao Museu Hermitage, em São Petersburgo, em 1929.

 

Hubert Robert, «Le Tapis Vert». França, c. 1775-1777. Óleo sobre tela. Museu Calouste Gulbenkian

A galeria apresenta ainda uma obra de um género particularmente em voga em França no século XVIII, «Festa Galante», uma tela da autoria de Nicolas Lancret, que no passado pertenceu à coleção de Frederico, o Grande, rei da Prússia. Merece finalmente referência uma pintura de François Boucher, «Cupido e as Três Graças», composição inspirada na mitologia clássica que ocupou um lugar central no Salon Boucher, na residência do Colecionador em Paris, e que merece agora justificada releitura.

 

François Boucher, «Cupido e as Três Graças». França, 1738. Óleo sobre tela. Museu Calouste Gulbenkian

Na escultura, alguns grandes nomes do século XVIII francês como Clodion, Pigalle, Lemoyne e Caffieri povoarão a galeria com obras de pequena dimensão ou bustos em terracota.

 

Atribuído a Claude Michel, chamado Clodion, «Ninfa e Sátiro». Paris, 1764. Terracota. Museu Calouste Gulbenkian
Jean Baptiste II Lemoyne, «Busto de Robbé de Beauveset». Paris, 1756. Terracota. Museu Calouste Gulbenkian

 A apresentação termina na transição para a galeria do século XIX, no espaço especialmente consagrado à representação em mármore de tamanho natural de «Diana» de Jean-Antoine Houdon, obra-prima do neoclássico francês executada em 1780, e proveniente da Coleção de Catarina II da Rússia.

 

Jean-Antoine Houdon, «Diana» (pormenor). França, 1780. Mármore. Museu Calouste Gulbenkian

Luísa Sampaio
Conservadora do Museu Calouste Gulbenkian

16 fev 2022

Renovações no Museu: núcleo de arte francesa do século XVIII e ourivesaria

As salas do Museu dedicadas à arte francesa do século XVIII reúnem um notável conjunto de mobiliário, peças de ourivesaria, pinturas, esculturas, livros, tapeçarias, porcelanas e relógios que testemunha a excelência da produção artística francesa ao longo de todo este século.

A renovação do núcleo de ourivesaria, que será objeto de alterações significativas, irá permitir revalorizar as coleções apresentadas, através de novas formas de expor e de destacar as obras, promovendo novas relações entre estas e o público e novas formas de olhar para estes objetos.

O espaço onde se expõe a pintura, a escultura, as artes decorativas e os livros produzidos na França do século XVIII irá igualmente beneficiar de obras de requalificação, que contam com o apoio da Max Mara.

Para a reabertura destas salas, estamos a preparar mais e renovados conteúdos que permitirão enriquecer a experiência da visita.


Mecenas da renovação

24 jan 2022

Manet em Paris

A investigação em torno do importante legado Rouart e a publicação em 2021 da correspondência da pintora impressionista Berthe Morisot estão na origem do projeto de exposição Julie Manet, la mémoire impressioniste, apresentado pelo Museu Marmottan-Monet, em Paris.

O foco da exposição é a figura de Julie Manet, filha de Morisot e de Eugène Manet, que viria a casar com o artista e colecionador Ernest Rouart. A exposição, que teve início em 19 de outubro de 2021 e que decorre até 20 de março de 2022, conta com a presença da obra O Rapaz das Cerejas, de Édouard Manet, obra adquirida por Calouste Gulbenkian em 1910 e originalmente proveniente da família do pintor. 

17 dez 2021

Novas obras em exposição na Galeria do Renascimento do Museu

Nas vitrinas da Galeria do Renascimento do Museu apresenta-se uma renovada mostra de objetos dos séculos XVI e XVII. Um conjunto de seis exemplares da coleção de livros reunida por Calouste Gulbenkian espelha a mestria da produção livreira a decorrer na época.

À medida que a imprensa se consolidava na Europa, também as oficinas de encadernação se tornavam progressivamente mais sofisticadas. A larga influência oriental que se vai refletir na produção da República de Veneza será fundamental no desenvolvimento da arte do livro deste período. Provenientes de Itália, mas também de França e da Alemanha, estes livros formam uma seleção diversa, que se expande desde o livro de Horas à poesia de Petrarca.

 

«Instructions données par Marino Grimani à Zuanne Lipomanno, nommé capitaine (gouverneur) de Candie». Veneza, 1597. Manuscrito sobre velino; encadernação veneziana ornamentada ao estilo oriental. Museu Calouste Gulbenkian
Francesco Petrarca, «[Opera] Librorum Francisci Petrarche Impressorum Annotatio». Venetiis [Veneza]: Andree Torresani de Asula per Simonem de Luere, 1501. Impresso sobre papel; Encadernação em marroquim, c. 1550. Museu Calouste Gulbenkian

 

A República de Veneza, a par de Florença e Génova, será também um dos centros onde a produção italiana de tecidos preciosos atingirá um desenvolvimento sem precedentes à época. Devido à complexidade envolvida na sua execução, estes tecidos acabavam por se tornar exclusivos de uma elite social e religiosa. É neste contexto que são realizadas as duas casulas que agora se expõem no Museu. Este acessório litúrgico era utilizado unicamente por sacerdotes para celebração da missa e começou, por isso, a tornar-se um objeto de luxo destinado a um nicho dentro da hierarquia clerical. O veludo, símbolo de riqueza e poder, foi um dos tecidos privilegiados na sua produção.

 

Casula. Itália, Génova, final do século XVI. Veludo de seda e fio de prata. Museu Calouste Gulbenkian
Casula. Itália, Génova, final do século XVI. Veludo de seda e fio de prata. Museu Calouste Gulbenkian

 

Em exposição encontramos também um baixo-relevo com a representação do anjo Gabriel no momento da Anunciação. O dinamismo da figura anuncia já o movimento que se irá consolidar mais tarde, e em plenitude, no Barroco.

 

«Gabriel, o Anjo da Anunciação» (pormenor). Itália (?), século XVI-XVII. Madeira de ulmeiro. Museu Calouste Gulbenkian
02 nov 2021

Prémio APOM para o Museu Calouste Gulbenkian

Na cerimónia anual dos Prémios APOM, que se realizou esta sexta-feira dia 29 de outubro no Museu de Marinha em Lisboa, A Idade do Ouro do Mobiliário Francês. Da Oficina ao Palácio foi distinguida na categoria de «Exposição Temporária». Patente entre 6 de março e 28 de setembro de 2020 no Museu Calouste Gulbenkian, esta mostra teve a conservadora do Museu Clara Serra como comissária científica, Mariano Piçarra como responsável pelo projeto museográfico e foi realizada em parceria com a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva.

Partindo de alguns exemplares emblemáticos da coleção do Museu Calouste Gulbenkian, como a secretária-cilindro de Jean-Henri Riesener, a exposição procurava dar destaque ao mobiliário francês do século XVIII, que atingiu, nessa época, um nível de excelência sem precedentes. Generosos empréstimos de outras instituições, nacionais e internacionais, como o Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa e o Musée des Arts Décoratifs em Paris, permitiram consolidar o discurso expositivo da mostra, que pretendia explorar, de forma didática e acessível, as diferentes fases de produção destas peças: desde a matéria-prima, a madeira, ao móvel delicado e exuberante destinado a palácios reais. Ao revelar este exigente e laborioso processo de criação, a exposição também desvendava os segredos por trás da execução destas obras: os artesãos e as oficinas que estiveram na sua origem, os materiais de eleição, as técnicas e as ferramentas que permitiram a sua conceção.

A exposição beneficiou de uma visita 360º, que ainda hoje pode ser vista e que permitiu o acesso virtual do público durante o período de confinamento de 2020 resultante da pandemia causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Uma publicação bilingue, disponível para venda nas lojas da Fundação Calouste Gulbenkian, acompanhou igualmente a mostra, incluindo textos de Clara Serra e Helen Jacobsen, conservadora de artes decorativas francesas do século XVIII da Wallace Collection, Londres.

27 abr 2021

Reabertura da Sala René Lalique

O núcleo de obras de René Lalique da Coleção Calouste Gulbenkian integra quase duas centenas de objetos, entre os quais se destacam oitenta e duas joias adquiridas diretamente ao artista pelo colecionador.

A sala exclusivamente dedicada à produção joalheira e vidreira de Lalique conheceu até esta data três instalações: a primeira, por ocasião da inauguração do Museu Calouste Gulbenkian, em 1969; a segunda, na década de noventa; e a terceira, já no ano 2000, no âmbito de um projeto alargado de remodelação do Museu.

 

 

Impõe-se agora, passados vinte anos, uma nova intervenção no espaço, capaz de permitir uma releitura integral da produção do mestre, valorizando o seu ideário, as suas múltiplas fontes de inspiração e a reconhecida originalidade das suas criações, que lhe valeram ser conhecido como «o inventor da joia moderna».

Núcleos especialmente idealizados para valorizarem os grandes temas do artista – a natureza exuberante recriada através de materiais inesperados, a representação da figura feminina e as suas múltiplas metamorfoses – sublinharão essa diversidade.

 

 

A arte do vidro, que Lalique abraçou exclusivamente a partir de 1912, conhece também uma profunda releitura neste projeto e ilustra uma preocupação desde sempre presente na produção do artista, tanto no período Arte Nova como no período Art Déco: a procura da transparência.

 

Female birds can sing
René Lalique, Peitoral «Libélula», França, c. 1897-1898. Ouro, esmalte, crisoprásio, calcedónia, pedras de lua e diamantes. Museu Calouste Gulbenkian
René Lalique, Diadema «Galo».
René Lalique, Diadema «Galo». França, c. 1897-1898. Ouro, esmalte, chifre e ametista. Museu Calouste Gulbenkian

 

René Lalique, Diadema «Orquídeas».
René Lalique, Diadema «Orquídeas». França, c. 1903-1904. Chifre, marfim, ouro e citrino. Museu Calouste Gulbenkian
René Lalique, Vaso «Cluny»
René Lalique, Vaso «Cluny». França, 1925. Vidro e bronze. Museu Calouste Gulbenkian

 

Mecenas da Renovação

31 mar 2021

Celebrando a Vida

Como um bálsamo, ao termo de uma penosa caminhada ­— assim se afigura este novo despertar do Museu Calouste Gulbenkian, após quase três meses de duro encerramento ao público, imposto pelas restrições sanitárias com que todos, Fundação e País, buscámos controlar a Pandemia que, sobre todos, dramaticamente se abateu.

Agora, porém (cientes da necessidade de manter ativas todas as cautelas), encetamos um caminho que, todos esperamos, possa devolver, nos limites possíveis, a vida abruptamente interrompida. Que tal ocorra em coincidência com o ciclo vital da primavera — onde o paulatino despertar das energias se mescla ainda da recordação do longo inverno de que emerge —, parece um signo a um tempo simbólico e auspicioso.

E que a reabertura do Museu, com a renovada oferta da sua refinada coleção, chegue ainda a tempo de colher, em rápida fruição, um dos grandes projetos que ultimamente realizou: a importante exposição René Lalique e a Idade do Vidro, que se tornou possível disponibilizar numa última semana, não podendo ser mais oportuna – com o brinde suplementar da efeméride natalícia do genial artista, de que a Coleção Calouste Gulbenkian reconhecidamente representa um dos mais extensos e qualificados acervos.

Entre Art Nouveau e Art Déco, a sua obra ilustra, toda ela, um eloquente hino à vida, onde a energia criativa se apoia, porém, no rigor do conhecimento técnico e científico, que lhe permitiria rasgar, em segurança, novos caminhos criativos, numa insólita fusão de matérias e materiais que haveria de marcar o futuro da própria criação artística. Volvido um século, fornece-nos, assim, uma lição eloquente sobre a importância da prudência em cada passo dado: virtude que (sem contradição) deverá iluminar e proteger a justa celebração da vida.

 

 

António Filipe Pimentel
Diretor do Museu Calouste Gulbenkian

25 mar 2021

Reabertura da exposição «René Lalique e a Idade do Vidro»

A exposição René Lalique e a Idade do Vidro ganha uma semana extra (6-12 abril), com o horário ampliado na sexta (10h- 21h) para permitir um maior número de visitantes. Recorde-se que esta exposição, encerrada prematuramente devido à pandemia, tinha o fecho previsto para dia 1 de fevereiro.

Com esta reabertura, o público tem uma nova oportunidade para poder admirar ao vivo cerca de cem peças do artista, em que se destacam algumas das suas mais belas criações, entre joias, peças decorativas e objetos de uso quotidiano.

Além das peças do Museu Gulbenkian em vidro, ou com componentes em vidro, esta exposição conta com um conjunto excecional de obras do Museu Lalique (Wingen-sur-Moder) e de outras oriundas de algumas das mais importantes coleções particulares do mundo. Com curadoria de Luísa Sampaio, a exposição percorre todos os grandes momentos da carreira do artista, desde a fase de produção artesanal como joalheiro no período Arte Nova até à altura em que assumiu o papel de «industrial-criador» e passou a dedicar-se exclusivamente ao vidro. O limite de presenças em simultâneo na sala é de 25 pessoas.

A Coleção do Museu Calouste Gulbenkian pode ser visitada a partir do dia 7 de abril.

O Centro de Arte Moderna permanece encerrado para as obras de remodelação que vão dar corpo ao projeto do arquiteto japonês Kengo Kuma e também do arquiteto libanês Vladimir Djurovic, responsável pela intervenção paisagística na nova área de Jardim que ampliará os espaços verdes da Fundação Gulbenkian.

11 dez 2020

Museu Calouste Gulbenkian distinguido pela APOM

Anualmente, a Associação Portuguesa de Museologia (APOM) premeia as instituições e os projetos museológicos que mais se evidenciaram em diversas áreas, como a comunicação, a investigação, a conceção de exposições temporárias, a educação, entre outros. Este ano, a 25.ª edição da atribuição dos prémios, que decorreu online no dia 10 de dezembro, juntou, à distância, os representantes das principais instituições culturais portuguesas.

A exposição temporária O Gosto pela Arte Islâmica. 1869-1939, que decorreu entre 12 de julho e 7 de outubro de 2019, foi distinguida com o prémio «Exposição Temporária». Com curadoria de Jessica Hallett, esta mostra reuniu obras do núcleo de arte islâmica da Coleção Gulbenkian e de outras importantes instituições internacionais, debruçando-se sobre o fascínio do colecionador e dos seus contemporâneos pelo «orientalismo».

Numa altura em que o conceito de «arte islâmica» começava a ganhar forma e influenciava os movimentos artísticos na Europa, a exposição procurou aprofundar o conhecimento acerca das relações entre colecionismo e Realpolitik, identificando as notáveis sinergias entre as aquisições de Gulbenkian entre 1900 e 1930 e os desenvolvimentos paralelos no campo da «Arte Islâmica».

 

Vista da exposição. Foto: Pedro Pina
Vista da exposição. Foto: Pedro Pina
Vista da exposição. Foto: Pedro Pina
Vista da exposição. Foto: Pedro Pina

A exposição foi acompanhada de um catálogo, disponível para venda nas lojas da Fundação Calouste Gulbenkian. Profusamente ilustrada, esta publicação contou com a colaboração de vários especialistas internacionais.

14 out 2020

Renovação da Sala Lalique

A sala dedicada à obra de René Lalique, que conclui o percurso da Coleção do Fundador, encontra-se em renovação, com apoio do BFF Banking Group. A reabertura trará algumas novidades, como o regresso do monumental centro de mesa Figura feminina, em prata e vidro.

Entre 30 de outubro e 1 de fevereiro uma seleção de obras do artista, com um enfoque no importante conjunto de vidros adquirido por Gulbenkian, será apresentada na exposição René Lalique e a Idade do Vidro. Arte e Indútria. A exposição de entrada livre terá lugar na Galeria do Piso Inferior da Coleção do Fundador.

 

Mecenas da Renovação

13 mai 2020

O Museu reabre ao público

De modo a cumprir as regras de distanciamento definidas pelas autoridades de saúde, o Museu Gulbenkian definiu limitações no número de visitantes da Coleção do Fundador e da exposição temporária A Idade de Ouro do Mobiliário Francês. A lotação máxima nas galerias da exposição permanente do Museu é de 160 pessoas, mas em salas mais pequenas, como a Sala de Arte Egípcia ou a Sala René Lalique, só serão permitidos quatro visitantes em simultâneo. No caso da exposição temporária A Idade de Ouro do Mobiliário Francês, que foi prolongada até 28 de setembro, o número de visitantes não poderá exceder os 25.

Nesta fase, as visitas de grupos organizados ainda não são autorizadas e o acesso ao edifício será feito exclusivamente pela porta principal do Museu-Coleção do Fundador.  No seguimento das orientações traçadas para a frequência de espaços públicos fechados, é obrigatório o uso de máscara. A cafetaria do Museu só reabrirá as suas portas no início de junho.

Na sequência do fecho do Museu a 13 de março, procedeu-se a um reagendamento de algumas exposições previstas. A exposição Esculturas Infinitas que devia ter aberto no mês passado, na Galeria Principal do Edifício Sede, inaugura a 18 de setembro e mantém-se até 25 de janeiro de 2021. Já a Exposição René Lalique no espaço Conversas abrirá no dia previsto, 30 de outubro, prolongando-se até 2 de fevereiro de 2021. A título excecional, no contexto da pandemia, as exposições temporárias são gratuitas até ao final deste ano.

No âmbito destas restrições e do encerramento da Coleção Moderna, o Museu irá continuar a propor novas formas interativas de descobrir e explorar as suas coleções. Através da página O Museu em casa pode ver ou rever, a partir de sua casa, os vários conteúdos que o Museu oferece e que lhe permitem saber mais sobre os nossos acervos. Há visitas virtuais, vídeos, histórias e novas obras na plataforma Google Art & Culture, entre outros. Não deixe também de nos acompanhar nas redes sociais e descubra curiosidades sobre as suas obras preferidas, pela voz dos nossos curadores.

19 nov 2019

«Esculturas Infinitas»

A exposição Esculturas Infinitas é uma coprodução do Museu Calouste Gulbenkian e das Beaux-Arts de Paris, onde será apresentada em primeiro lugar entre 4 de dezembro de 2019 e 16 de fevereiro de 2020. Em Lisboa, a exposição ocorre entre 24 de abril e 7 de setembro de 2020.

Se em Paris o ponto de partida são os gessos das Beaux-Arts de Paris e do Louvre, no Museu Gulbenkian expõe-se uma seleção proveniente da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, pretendendo-se, por um lado, celebrar as coleções históricas de réplicas em gesso de esculturas conservadas em escolas de arte e, por outro, questionar a relevância da técnica do molde/moldagem nas práticas artísticas contemporâneas.

A exposição apresenta, lado a lado, estes acervos históricos e um conjunto de obras de 18 artistas contemporâneos, nacionais e internacionais: David Bestué, Christine Borland, Steven Claydon, Michael Dean, Aleksandra Domanović, Marie José Burki, Asta Gröting, Simon Fujiwara, Oliver Laric, Juamana Manna, Jean-Luc Moulène, Charlotte Moth, Rogério Taveira, Francisco Tropa, Xavier Veilhan, Marion Verboom, Daphne Wright e Heimo Zobernig. Desenvolve-se assim, em diálogo e confronto, um olhar atual sobre a função pedagógica e a contribuição destas coleções de gessos europeias para a cultura visual e para os conceitos de reprodução, variação, serialidade, escala e matéria, entre outros.

Esta exposição constitui uma oportunidade para dar a conhecer ao público coleções históricas que têm vindo a despertar um interesse crescente por parte dos museus, dos investigadores e universidades e dos artistas contemporâneos.

Coleções de gessos das Beaux-Arts de Paris, 2018. Fotografia: Carlos Azevedo
Coleções de gessos da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, 2018. Fotografia: Carlos Azevedo

Comissária: Penelope Curtis
Equipa curatorial: Armelle Pradalier, Penelope Curtis, Rita Fabiana, Thierry Leviez
Exposição organizada e coproduzida pela Fundação Calouste Gulbenkian e as Beaux-Arts de Paris, com a colaboração da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

18 nov 2019

Concurso de ideias

A Future Architecture Platform convida profissionais emergentes e multidisciplinares de todo o mundo para concorrerem com projetos transformadores, relacionados com o nosso estilo de vida. Envie os seus projetos concluídos, bem como as suas proposições teóricas ou concetuais, no âmbito da inovação espacial, social ou cultural e participe na discussão sobre o futuro da arquitetura.

Os projetos deverão abordar: alterações sistémicas (protótipos e sistemas); casos site-specific (projetos personalizados para determinados contextos e tarefas, que não possam ser replicados); novas alianças (projetos multidisciplinares, que explorem novos processos e metodologia de design); novas narrativas escritas (bolsa para escritores que explorem os mundos, as paisagens e as realidades confrontadas por práticas emergentes que estão a moldar os futuros ambientes urbanos).

 

Candidaturas

18 nov a 6 jan

Saiba mais

 

24 set 2019

Virtual Display

Estes dois trabalhos resultam da participação no projeto Virtual Display, com o objetivo de apresentar uma nova forma de expor e de olhar as exposições, criando leituras alternativas com recurso às novas tecnologias e aos novos media. Virtual Display pretende celebrar o espaço do Museu e a(s) sua(s) forma(s) de expor, permitindo uma melhor compreensão do seu contexto histórico, assim como da sua importância atual, através do mote: usar o futuro para celebrar o passado.

Este projeto foi desenvolvido por dois arquitetos emergentes que, motivados pelo tema da exposição Art on Display. Formas de expor 1949-69, aceitaram o desafio de criar leituras inovadoras, complementares, intergeracionais e alternativas. Dispondo de vários recursos visuais, como materiais de arquivo, fotografias dos espaços expositivos e reconstruções digitais, e em colaboração com os curadores da exposição e a equipa do Museu, estes novos talentos, selecionados entre diversos candidatos, foram convidados a apresentar uma visão única do Museu, baseada na tecnologia e em diferentes media.

 

 

Esta é uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian enquanto membro da Future Architecture Platform, projeto cofinanciado pela União Europeia no Programa Europa Criativa.

Sessão de trabalho no Museu Gulbenkian. © hugomoura
Sessão de trabalho no Museu Gulbenkian. © hugomoura
Sessão de trabalho no Museu Gulbenkian. © hugomoura
Sessão de trabalho no Museu Gulbenkian. © hugomoura
Sessão de trabalho no Museu Gulbenkian. © hugomoura
Sessão de trabalho no Museu Gulbenkian. © hugomoura

 

Beauty of the snake, reflection in the mirror and soap bubbles

 

Este vídeo conta a história de um vigilante intemporal, que procura proteger a coleção de Calouste Gulbenkian. O seu formato pode lembrar um audioguia de museu ou uma aula de história para crianças, embora não seja nenhum dos dois. Tanto o conteúdo como o aspeto formal oscilam entre uma narrativa real e o seu contraponto ficcional e hiperbolizado. Algumas fotografias históricas e obras da coleção foram selecionadas para interpretar uma história ficcional, onde estes objetos se transformam em algo que só é visível num mundo imaginado. O vídeo, apresentado sob o ponto de vista do vigilante, exagera certas características das obras, descrevendo os conflitos relacionados com o ato de proteger a coleção. Propõe uma leitura complementar de um museu e de uma coleção reais, oferecendo uma mistura entre virtual e real, que poderá levar à necessidade de colocar questões, de se perder ou de aprofundar a coleção ou a história que lhe está subjacente.

Vojtěch Rada (Praga, República Checa)

Vojtěch Rada cria ambientes que refletem a sua extensa formação artística: estudou no Departamento de Arquitetura (Academia de Artes, Arquitetura e Design e Academia de Belas-Artes, ambas em Praga), no Departamento de Escultura (também na Academia de Artes, Arquitetura e Design) e no Departamento de Design de Jogos Digitais (Universidade de Artes de Zurique), combinando todas estas disciplinas na sua prática artística.

 

Reminiscence of the anniversary throughout a digital age

 

Nos dias de hoje, vivemos num mundo digital – independentemente da idade, conseguimos sentir a influência da tecnologia em todo o lado. Isto não se verificava na época em que o Museu Calouste Gulbenkian foi inaugurado, em 1969. De certa forma, este museu comunica connosco, porque nos conta uma história, a paixão de uma pessoa que teve impacto em todos nós.

Esta proposta recorre a animações 3D do museu e espaços envolventes, fotografias históricas da abertura do museu e filmagens do museu atual. Estes ingredientes foram combinados de forma a que cada um conseguisse representar uma fase do museu. A era digital está presente no vídeo; as imagens em Polaroid simbolizam o passado, enquanto o vídeo digital contido nelas representa o presente.

Benart Shala (Pristina, Kosovo)

Benart Shala leva a arquitetura a extremos que não são visíveis a olho nu, sintetizando arquitetura com psicologia e com a lógica que dela deriva. Os anos de pesquisa de Benart foram dedicados a definir o que é indefinido na arquitetura, a viver ou reviver os sentimentos que a arquitetura nos transmite, a explorar a essência da própria arquitetura. Acima de tudo, Benart defende que existe sempre mais do que uma perspetiva sobre o verdadeiro conhecimento.

 

#virtualdisplay #gulbenkian #futurearchitecture

01 ago 2019

As escolhas da curadora: O Gosto pela Arte Islâmica

Panejamento inteiro para um mahmal de Damasco

O quinto pilar do Islão é o Hajj ou a peregrinação a Meca, um dever religioso que os muçulmanos devem cumprir pelo menos uma vez na vida.

Durante o Hajj, a autoridade do sultão sobre as cidades sagradas de Meca e Medina era simbolizada pelo mahmal, ou palanquim cerimonial, transportado por um camelo que partia do Cairo e de Damasco até à Arábia.

O cortejo do mahmal era um evento importante que atraía entusiásticas multidões; a prática manter-se-ia até inícios do século XX.

Encomendado por volta de 1656, este é um dos mais antigos exemplares ainda existentes.

 

Panorâmica de Constantinopla

Este álbum fotográfico, pertença dos irmãos arménios Abdullah, é invulgar pela sua vista panorâmica de Istambul: tem dois metros de largura e é composto por nove impressões em papel albuminado.

A cena retrata a paisagem urbana e a atividade portuária no Bósforo e no Corno de Ouro na década de 1880, que Calouste Gulbenkian conheceria bem.

A população da cidade excedia os 700 mil habitantes, cerca de metade dos quais eram não muçulmanos, sobretudo de origem grega e arménia ortodoxa e judaica.

Panorâmica de Constantinopla, Turquia, Istambul (pera), 1880-1890. Atenas, Benaki Museum Photographic Archives – Contemporary Greek History © Coleção de Constantinos Tripos

Vaso com tampa

Em 1906-1907 um grupo de refugiados circassianos estabelecidos em Raca, na Síria, fez o chamado «Grande Achado»: grandes vasilhas com peças intactas de cerâmica pintada com reflexo metálico, que foram associadas ao lendário califa Harun al-Rashid (r. 786-809), um dos protagonistas de As Mil e Uma Noites.

A descoberta causou um frenesim no mercado de arte internacional e Calouste Gulbenkian foi provavelmente um dos primeiros colecionadores a adquirir alguns desses objetos, incluindo este vaso.

Vaso com tampa. Síria, Raca, período aiúbida, final do século XII © Museu Calouste Gulbenkian

Farhad a conduzir Shirin e o seu cavalo

Esta pintura da história de amor trágica de Khusraw e Shirin mostra o terceiro herói do poema, Farhad, um homem gigantesco de força sobre-humana, cujo amor altruísta pela princesa arménia Shirin contrasta com o comportamento egoísta do príncipe Khusraw.

De modo a destruir o amor de Farhad, Khusraw ordena-lhe que escave um túnel através do monte Behistun. Antes de se lançar à árdua tarefa, Farhad, que é pedreiro, talha retratos de Shirin e Khusraw na superfície do rochedo.

Shirin viaja para contemplar os relevos, mas tomba de exaustão e Farhad transporta-a às costas, juntamente com o seu cavalo, de regresso ao castelo.

A história termina com Farhad a saltar de um penhasco; Khusraw é assassinado pelo próprio filho e Shirin suicida-se.

Farhad a conduzir Shirin e o seu cavalo, Khamsa [cinco poemas] por Nizami. Copiado por Muhammed Ibn Mulla Mir Al-Hosseini. Pérsia, Shiraz, período safávida, c. 1591 © Museu Calouste Gulbenkian

O Gosto pela Arte Islâmica

No ano em que se comemoram 150 anos do nascimento de Calouste Gulbenkian, esta exposição tenta compreender o crescente fascínio do colecionador e dos seus contemporâneos pelo orientalismo a partir de obras-primas do núcleo de arte islâmica da Coleção do Fundador e de outras importantes coleções internacionais.

Até 7 de outubro na Galeria Principal do Edifício Sede.

Ver exposição
28 mai 2019

Museu Calouste Gulbenkian recebe prémio da APOM

À semelhança de anos anteriores, a Associação Portuguesa de Museologia (APOM) distinguiu várias instituições e projetos museológicos que no ano de 2018 se destacaram em diferentes áreas de ação, das exposições temporárias, à comunicação, do restauro à educação, da investigação à incorporação, entre outras. A cerimónia decorreu na passada sexta-feira, dia 24 de maio, no Teatro Miguel Franco, em Leiria, contando com a presença e a participação dos representantes dos vários projetos, de norte a sul do país.

Na edição deste ano dos prémios APOM, o Museu Calouste Gulbenkian recebeu o «Prémio Exposição Temporária» pela exposição As Flores do Imperador. Do Bolbo ao Tapete, que teve curadoria de Clara Serra e Teresa Nobre de Carvalho e que decorreu entre fevereiro e maio de 2018. Esta mostra partiu da análise dos motivos decorativos florais de dois tapetes da coleção de Calouste Gulbenkian, cujas características refletem os diálogos estabelecidos entre Oriente e Ocidente ao longo do século XVII e a circulação, à escala global, de pessoas, livros, imagens e espécimes botânicos.

A exposição foi acompanhada de uma publicação que contou com o contributo das duas curadoras e que ainda se encontra disponível para venda nas lojas da Fundação.

20 dez 2018

2019 no Museu

Exposições permanentes

 

Na Coleção do Fundador, novas vitrinas com diferentes tipologias de obras, como livros, têxteis e medalhas, algumas habitualmente em reserva, apresentam a troca de conhecimentos e técnicas entre Istambul e Veneza por volta de 1500.

Na Coleção Moderna, mostramos algumas das pinturas de artistas portugueses e ingleses que a Fundação Calouste Gulbenkian enviou para Bagdade na década de 1960.

 

Exposições temporárias

 

A grande exposição de verão, O Gosto pela Arte Islâmica, explora a crescente importância da arte do Médio Oriente na altura da queda do Império Otomano e do início da exploração do petróleo. Esta mostra coincide com o 150.º aniversário de Calouste Gulbenkian. Em novembro seguir-se-á uma exposição comemorativa do 50.º aniversário do edifício do Museu e da sua famosa museografia, enquadrando a reconstrução de projetos de Albini, Bo Bardi, Scarpa, os Smithsons e Van Eyck.

Ao longo do ano, apresentaremos três projetos – de Yto BarradaFilipa César e Irineu Destourelles – que evocam Marrocos, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Três exposições-conversas juntam a escultura de Francisco Tropa e a arqueologia romana, as pinturas de Sarah Affonso e a arte popular do Minho, Robin Fior e a tradição radical do design gráfico.

Neste novo ano, os nossos convidados de verão serão artistas portugueses, alguns dos quais joalheiros, que são reunidos sob a temática da joalharia contemporânea em Portugal para apresentar um novo percurso dentro da exposição permanente da Coleção Moderna, com curadoria de Cristina Filipe.

A programação complementar de 2019 começa em fevereiro com uma conferência dedicada às alterações dos padrões do colecionismo no início do século XX.

 

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