Galeria
Descrita como «vista de um jardim pitoresco» por ocasião da sua primeira venda pública, em 1784, a pintura foi durante muito tempo identificada com o Parque de Rambouillet, propriedade do duque de Penthièvre, apresentando também semelhanças com outros jardins contemporâneos, de que Chantilly se afigura o exemplo mais aproximado. Acredita-se hoje que Fragonard não procurou representar nenhum local específico, devendo-se antes a composição, uma renovação do tema da festa galante inserida num jardim irreal, à imaginação do artista.
Num cenário marcado pela teatralidade, a paisagem transfigurada impõe-se como o grande tema da obra. A presença da aristocracia galante em festa homenageia Antoine Watteau e evoca composições como Peregrinação à Ilha de Citera (Museu do Louvre, Paris) e A Primavera (coleção particular).
O contraste entre pormenores como a árvore retorcida, que deriva da arte chinesa, a obscuridade de grutas misteriosas e a escadaria ladeada de rosas banhadas de luz (as flores de Vénus), animada por pequenas figuras elegantes, reforçam a dimensão fantástica da composição, já descrita como simultaneamente «inquietante e encantadora».
Informação técnica
- Autor(es)
- Jean-Honoré Fragonard (1732 – 1806), Pintor
- Título
- A Ilha do Amor
- Origem
- França
- Data
- c. 1770
- Técnica
- Óleo sobre tela
- Materiais
- Tela; Óleo
- Dimensões
- Altura 71,00 cm; Largura 90,00 cm
- N.º de inventário
- 436
Proveniência
Incorporação
- Tipo
- Aquisição
- Local
- Nova Iorque
- Proveniência
- Marquês de Sayve
- Intermediário
- Wildenstein
- Data
- 15 mai 1928