A Ilha do Amor

França, c. 1770

Galeria

Descrita como «vista de um jardim pitoresco» por ocasião da sua primeira venda pública, em 1784, a pintura foi durante muito tempo identificada com o Parque de Rambouillet, propriedade do duque de Penthièvre, apresentando também semelhanças com outros jardins contemporâneos, de que Chantilly se afigura o exemplo mais aproximado. Acredita-se hoje que Fragonard não procurou representar nenhum local específico, devendo-se antes a composição, uma renovação do tema da festa galante inserida num jardim irreal, à imaginação do artista.

Num cenário marcado pela teatralidade, a paisagem transfigurada impõe-se como o grande tema da obra. A presença da aristocracia galante em festa homenageia Antoine Watteau e evoca composições como Peregrinação à Ilha de Citera (Museu do Louvre, Paris) e A Primavera (coleção particular).

O contraste entre pormenores como a árvore retorcida, que deriva da arte chinesa, a obscuridade de grutas misteriosas e a escadaria ladeada de rosas banhadas de luz (as flores de Vénus), animada por pequenas figuras elegantes, reforçam a dimensão fantástica da composição, já descrita como simultaneamente «inquietante e encantadora».


Informação técnica

Autor(es)
Jean-Honoré Fragonard (1732 – 1806), Pintor
Título
A Ilha do Amor
Origem
França
Data
c. 1770
Técnica
Óleo sobre tela
Materiais
Tela; Óleo
Dimensões
Altura 71,00 cm; Largura 90,00 cm
N.º de inventário
436

Proveniência

Jean-Benjamin Delaborde, 13 jun 1874Duclos-Dufrenoys, 18 ago 1795Villeminot, 25 mai 1807Guérin, 30 abr 1810Marquês de Sayve, Paris

Incorporação

Tipo
Aquisição
Local
Nova Iorque
Proveniência
Marquês de Sayve
Intermediário
Wildenstein
Data
15 mai 1928

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