Nos bastidores da renovação do Museu Gulbenkian
Acompanhe o trabalho que está a preparar o Museu para o futuro
Mais de 55 anos após a sua inauguração, o Museu Gulbenkian encerrou para obras de renovação até julho de 2026. Com esta intervenção, queremos garantir as melhores condições para preservar e apresentar a extraordinária Coleção de Calouste Gulbenkian durante muitas décadas.
Estamos a modernizar os sistemas de climatização, iluminação e segurança, a melhorar a experiência de visita e a harmonizar o espaço, respeitando sempre a visão original do Museu.
Acompanhe nesta página o percurso de transformação, com imagens dos bastidores, trabalhos de conservação e restauro, testemunhos das equipas envolvidas, obras em viagem em Portugal e no estrangeiro, e outras histórias sobre a Coleção e o seu Colecionador.
Gulbenkian Gold Boxes
Uma coleção de objetos de pequenas dimensões executados em ouro prepara-se para reintegrar a exposição permanente do Museu Calouste Gulbenkian.
Revelamos como um importante projeto de investigação dá a conhecer novas informações sobre estas peças, em particular, curiosidades sobre a sua história, função e cronologia.
O Projeto
Uma das principais investigações dirigidas pela nossa equipa durante o período da renovação do Museu centra-se sobre o estudo faseado de uma coleção constituída por cerca de 50 objetos, passíveis de se integrarem naquilo que historiografia artística denomina, genericamente, como gold boxes.
Liderado pelo conservador de ourivesaria André Afonso, este projeto procura analisar questões relacionadas com a identificação dos centros de produção, ourives e outros artistas envolvidos na criação destes objetos, a sua datação e materiais constituintes, as técnicas de produção e decoração, a iconografia, entre muitos outros aspetos.
Estas peças correspondem a uma categoria de pequenos objetos de luxo executados em materiais preciosos, que marcaram o gosto das elites europeias do século XVIII. Para além do seu carácter funcional, estes objetos revelavam o gosto e o estatuto dos seus proprietários, constituindo-se também como importantes acessórios de moda e escolhas prediletas para ofertas diplomáticas e sentimentais.
Entre outros âmbitos, resultam deste projeto colaborações individuais e institucionais fundamentais para a construção de um novo conhecimento sobre esta coleção. Nos bastidores da renovação, acompanhamos a etapa do estudo analítico destas peças, no qual recebemos uma equipa de investigação do Laboratório HERCULES (Universidade de Évora), para orientar um exame à composição material dos objetos.
O estudo analítico
A análise à composição do material das gold boxes assume-se essencial para estudarmos e conhecermos melhor estas peças. Isto porque, no século XVIII, estes objetos caracterizaram-se por serem extremamente complexos do ponto de vista da sua produção. Não só circulavam por diferentes artistas, como também sabemos que o seu fabrico respeitava uma série de códigos que variavam de acordo com a geografia e os diferentes centros de produção.
Entre as normas de produção existiam legislações sobre a percentagem de ouro que deveria existir nas ligas metálicas, assim como a definição de diferentes punções de pequeníssimas dimensões que correspondiam às marcas de ourives, das corporações, da cidade, marcas fiscais, marcas de exportação ou importação.
Todos estes detalhes levaram a nossa equipa a dispensar todo o cuidado e atenção aos pormenores. Para uma examinação aprofundada foram, por isso, utilizadas técnicas de análise não invasiva e não destrutiva de espectrometria de fluorescência de raios X por dispersão de energia.
Nas imagens podemos observar a equipa de investigadores do Laboratório HERCULES a utilizar os equipamentos Tracer 5g (técnica EDXRF) e ELIO (técnica MA-XRF) que permitem obter uma análise química elementar e, por conseguinte, identificar a composição das diferentes ligas metálicas presentes nos objetos em estudo, nomeadamente a percentagem de ouro, prata e cobre. Esta informação permitirá identificar com mais precisão a origem e a datação destas peças.
O regresso à exposição permanente
Desde 2022 nas reservas, este núcleo da nossa Coleção reflete o interesse cuidado e seletivo de Gulbenkian pelo luxo das elites do século XVIII, que igualmente encontra paralelo nos exemplares de mobiliário, têxteis, prata e bronzes franceses do Século da Luzes que fascinaram o nosso Colecionador.
Entre caixas para rapé, destinadas a preservar tabaco moído para inalar, bonbonnières, usadas para guardar pequenos doces ou confeitos, e estojos para lacre e para agulhas, esta coleção de gold boxes demonstra-se bastante divertida e diversificada.
Originalmente exposta, numa vitrine-mesa na casa de Calouste Gulbenkian na Avenue d’Iéna, em Paris, esta coleção poderá ser novamente vista a partir de julho na exposição permanente do Museu Gulbenkian.
Um para-sol veneziano: uma peça única
Continuamos a trabalhar nas reservas do Museu no desenho dos novos suportes para os diferentes objetos da Coleção. Entre eles está o para-sol veneziano, uma das peças que irá beneficiar de uma nova estrutura.
Este trabalho tem envolvido o estudo detalhado dos objetos – a sua origem, função, história, dimensões, estado de conservação – bem como do seu enquadramento – tipo de vitrine, iluminação, relação com a disposição da sala, suportes, entre muitos outros aspetos.
Apresentado pela primeira vez ao público na inauguração do Museu, em 1969, este objeto que esteve exposto na galeria do Renascimento, representa uma peça única na Coleção.
Mais recentemente, o para-sol integrou a exposição Veneza em Festa, dedicada às vedute de Veneza, com obras de artistas como Canaletto e Guardi. Desde então, encontra-se nas reservas do Museu.
Até agora sustentado por uma estrutura em acrílico, e já sem o cabo original, o suporte do para-sol está a ser repensado pela equipa de conservadores e projetistas.
Sofisticação Veneziana
Durante o Renascimento, Veneza foi um dos grandes centros de produção têxtil. Segundo a conservadora Clara Serra, o fabrico desta região era o mais sofisticado, chegando mesmo a competir com a produção otomana.
Este para-sol é um exemplo dessa mestria: confecionado em veludo de seda, apresenta a técnica de dois altos, característica de tecidos utilizados pelas elites.
De execução morosa, esta luxuosa peça voltará a ser apresentada ao público com a reabertura do Museu.
Com o Renascimento italiano em mãos
Esta semana acompanhamos a equipa de conservadores na preparação de uma nova vitrine para as galerias do Museu.
O que há numa vitrine?
Renovar o Museu implica pensar a forma como o público irá reencontrar a Coleção. Muitas das decisões que moldam essa experiência não são visíveis, mas resultam de um trabalho rigoroso e contínuo.
Que obras expor? Como organizá-las? Que narrativa construir? Que suportes utilizar? Como trabalhar a iluminação? Estão garantidas as condições de conservação? E como tornar a informação acessível a quem nos visita?
Estas são algumas das questões que orientam o nosso trabalho. Neste contexto, damos a conhecer o processo de uma nova solução expositiva para as medalhas renascentistas colecionadas por Calouste Gulbenkian.
Medalhas do Renascimento Italiano
No imaginário coletivo, este período da história da arte europeia é frequentemente associado à pintura e à escultura – de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Donatello, entre muitos outros.
No entanto, como sublinha a conservadora Vera Mariz, “a medalha é uma das grandes invenções artísticas do Renascimento Italiano”.
Num momento em que os humanistas procuravam perpetuar a sua memória e afirmar a própria fama, a medalha destacou-se como um meio eficaz de comunicação. Ao contrário do retrato pintado, de circulação limitada, permitia multiplicar e difundir a imagem do retratado junto de um público mais alargado.
Antonio di Puccio Pisano, conhecido como Pisanello, foi um dos principais impulsionadores desta prática.
No livro Medalhas e Plaquetes. Coleção Calouste Gulbenkian, a antiga conservadora do Museu, Maria Rosa Figueiredo, escreve que Pisanello inspirou-se nas moedas da Antiguidade, das quais era colecionador, para criar estas medalhas.
No anverso, apresenta-se um busto de perfil que procura captar fielmente o retratado, geralmente identificado por inscrição. No reverso, um motivo associado a esta figura.
Calouste Gulbenkian adquiriu várias peças de Pisanello, mas também de Mateo de’Pasti, Sperandio e Melioli, entre outros nomes, reunindo um conjunto notável de medalhística italiana que agora ganha novo destaque no Museu.
No espírito da renovação
O trabalho desenvolvido não se limitou ao estudo das peças, estendendo-se também à análise da forma como foram apresentadas desde a abertura do Museu, em 1969.
A renovação retoma, em grande medida, os princípios museológicos do projeto original. Este distingue-se por ser um raro exemplo de um museu concebido de raiz para acolher uma coleção.
No caso das medalhas, afastadas durante muito tempo do olhar do público, esta nova apresentação assinala também o seu regresso, preservando o espírito do Museu.
Trabalho ao milímetro
A conceção desta vitrine procura responder a vários objetivos, entre os quais permitir a leitura do anverso e do reverso destas medalhas e evitar que as sombras comprometam a visibilidade das peças.
Para isso, foram realizadas medições rigorosas de cada medalha, tomando nota das suas irregularidades. A partir dessas medições, criaram-se moldes em cartão, limados até reproduzirem com precisão o contorno de cada objeto.
Estes modelos servirão de base à produção dos suportes para as 19 medalhas que poderá ver em breve na Galeria do Renascimento.
A Barca Monumental
Ao centro de uma paisagem bucólica, uma embarcação ricamente decorada, é conduzida por uma figura feminina – Vénus. É esta a cena ilustrada numa das monumentais tapeçarias na galeria do Renascimento do Museu: A Barca de Vénus.
Desmontar a armação
Proveniente da coleção de Cahen d’Anvers, a Barca de Vénus foi adquirida por Calouste Gulbenkian em 1920 na Galeria Georges Petit, em Paris. Terá pertencido às coleções de Charles Ephrussi e do Barão Worms, fazendo parte de uma armação – um conjunto de tapeçarias com o mesmo tema – intitulada Jogo de Crianças.
A Coleção Gulbenkian possui quatro grandes tapeçarias e dois fragmentos desta armação, produzida no século XVI em Itália.
Tal como as restantes obras desta armação, a Barca de Vénus distingue-se pela sua escala. Com cerca de 3,6m de altura e 4,2m de largura, continua a ser uma das peças de maiores dimensões do Museu.
Esta monumentalidade tem implicações na sua conservação. Segundo a conservadora Clara Serra, retirar as tapeçarias das paredes do Museu exigiu um trabalho coordenado de seis pessoas. A combinação de materiais – que inclui não só lã e seda, mas também ouro e prata – tornam este objeto particularmente pesado.
Após a desmontagem, as tapeçarias foram estendidas sobre superfícies protegidas e enroladas em suportes metálicos adaptados às suas dimensões. Este processo garante a sua proteção e preservação durante o período de renovação.
Este processo permitiu-nos também vislumbrar uma parte raramente vista destas obras – o seu reverso.
Tapeçarias em residência
Hoje pode parecer difícil imaginar estas tapeçarias monumentais num ambiente doméstico. No entanto, Gulbenkian integrou-as na sua residência na Avenue d’Iená, em Paris.
Tal como viria a acontecer mais tarde com o Museu, também a sua casa, concluída em 1927, foi concebida para as receber estas tapeçarias. Alguns registos da época permitem-nos ver como A Barca de Vénus, juntamente com as restantes tapeçarias da Coleção, eram expostas na residência de Gulbenkian.
Um regresso ao Antigo Egito
Nos bastidores da renovação, o trabalho dos conservadores intensifica-se. Enquanto decorrem extensas tarefas de monitorização do estado de conservação e de digitalização das obras, destacamos um dos artefactos mais emblemáticos do Museu Gulbenkian: a Caixa-Sarcófago.
A peça esteve sob o olhar atento de uma equipa multidisciplinar que está a digitalizar várias obras do acervo. Para aprofundar o conhecimento já existente sobre a Coleção, a equipa tem explorado as potencialidades da tecnologia avançada de captação de imagem e de scan tridimensional.
Este projeto procura, por um lado, ampliar a compreensão material e histórica das obras e, por outro, criar reproduções digitais que permitam alargar o acesso, o estudo e a divulgação destas peças online.
Ao partilharmos este processo, revelamos uma parte essencial do trabalho de bastidores para a reabertura do Museu.
Preparação
Cada obra da Coleção é única e exige cuidados específicos. Antes de iniciar a digitalização, a equipa analisa a natureza, tipologia e características do objeto e adapta as técnicas usadas a cada caso.
No caso da Caixa-Sarcófago, fatores como o material, o estado de conservação, a sua forma e dimensões foram decisivos na definição do método a utilizar.
Optou-se por recorrer a um scanner 3D portátil com tecnologia de luz azul, que combina imagens de alta resolução com a captação rigorosa das cores da peça. O resultado é um modelo tridimensional que reproduz fielmente o objeto original.
Apesar dos avanços tecnológicos, esta continua a ser uma tarefa que exige um acompanhamento e manuseamento cuidado, para garantir a preservação da obra.
Mais de dois mil e quinhentos anos de história
Entre a criação da Caixa-Sarcófago e a sua digitalização passaram mais de dois mil e quinhentos anos. Datada do Período Saíta (XXVI dinastia do Antigo Egito), esta peça constitui um exemplar notável da dimensão simbólica associada a este tipo de artefacto.
Embora seja designada como «caixa-sarcófago», muitos bronzes deste tipo não eram utilizados como sarcófagos propriamente ditos, mas como objetos dedicados ao culto em templos.
Fundida em bronze a partir da técnica de cera perdida, a peça apresenta no centro um grupo escultório que nos sugere o retrato de uma cena maternal: uma gata acompanhada pelas suas crias. Ao longo do tempo, esta obra esteve também identificada nos registos do Museu como «Gatos» ou «Gata com filhotes».
A digitalização abre agora novas possibilidades de estudo, permitindo compreender melhor a função deste objeto. Através de técnicas como a renderização 3D Material Capture («Matcap»), os conservadores vão poder explorar detalhes da superfície do bronze.
Desta forma, é possível procurar vestígios do processo de criação, traços do animal sepultado ou outros detalhes ocultos sob a pátina – a camada esverdeada que aparece na superfície do bronze quando exposto ao ar durante algum tempo.
Segundo o conservador Maxence Garde, dadas as características analisadas “é muito provável que esta Caixa-Sarcófago se tratasse de uma oferenda de um templo, dedicada à deusa Bastet”.
Paris, 1924
A Caixa-Sarcófago foi adquirida por Calouste Gulbenkian em 1924, através da casa Graat et Madoulé, numa venda realizada na Galeria Georges Petit. Tinha pertencido anteriormente à Coleção de Joseph e Xaverine Durighello, uma família de antiquários e comerciantes de arte muito ativa no século XIX.
Gulbenkian manteve-a na sua residência da Avenue d’Iéna pelo menos até 1936. Nesse ano, a peça viaja para Londres para integrar uma exposição no British Museum e, mais tarde, é também apresentada em Washington, no National Gallery of Art.
Em breve, esta fantástica obra regressará à renovada galeria do Antigo Egito, onde poderá ser novamente observada, agora valorizada pelas novas leituras desenvolvidas nos últimos meses.
Das reservas, a caminho do Porto
Alguns dos desenhos da Coleção do Museu Gulbenkian viajaram recentemente para integrar a exposição Desenhos de Mestres Europeus em Coleções Portuguesas III – França, inaugurada este fim de semana no Museu Nacional Soares dos Reis.
Antes de chegarem ao público, a equipa, acompanhada pela curadora Ana Campino, preparou cada obra na reserva dedicada aos livros e desenhos da Coleção. Entre mesas de trabalho, passe-partout e molduras, cada desenho foi examinado e preparado para a viagem.
As dezoito peças selecionadas integram a primeira exposição dedicada exclusivamente a desenhos franceses provenientes de coleções públicas e privadas portuguesas, dando visibilidade a este acervo pouco conhecido. Estão em exposição onze desenhos do século XVIII, com destaque para Três Estudos da Cabeça de uma Jovem (c. 1716–1717), de Antoine Watteau, obras de François Boucher e de Jean-Honoré Fragonard. Do século XIX, apresentam-se quatro desenhos e três aguarelas, de artistas como Jean-François Millet, com a sua misteriosa Paisagem ao entardecer (c. 1851-1852), Gustave Moreau ou Pierre-Auguste Renoir.
Uma operação mesmo à justa
As imponentes vitrines da galeria da China e do Japão – onde estão expostos, entre outros objetos, os grandes jarrões chineses da Coleção do Museu Gulbenkian – não são espaços de acesso simples. Como não podem ser desmontadas, a única forma de chegar aos pontos mais recuados é entrar… a corpo inteiro!
Uma operação de uma só pessoa para iniciar o processo de devolver estas peças às nossas reservas.
A coleção Iznik
A coleção de cerâmicas Iznik – produzidas entre os séculos XV e XVII na cidade otomana de Iznik, na Anatólia, e identificadas pelos seus tons característicos de azul, verde e vermelho – reúne dezenas de peças, entre louças e grandes painéis decorativos.
Durante o período de renovação, várias destas obras serão restauradas, incluindo os painéis monumentais que permaneceram expostos nas paredes do Museu ao longo de décadas. Uma equipa especializada conduziu uma análise das peças, preparando-as para as fases seguintes de limpeza e conservação.
Um trabalho a muitas mãos
Naufrágio de um Cargueiro, de Joseph William Turner, e Retrato de Helena Fourment, de Peter Paul Rubens, são não apenas duas das pinturas mais conhecidas da Coleção de Calouste Gulbenkian, mas também das mais pesadas.
Retirar estas obras da parede é um trabalho cuidadoso, que envolve uma grande equipa. Sob o olhar atento da curadora Luísa Sampaio, e com o apoio de estruturas adaptadas, as pinturas são levantadas com atenção e preparadas para seguir para as reservas de pintura, onde irão aguardar em segurança a próxima exposição.
A desmontagem da galeria do Antigo Egito
Algumas vistas da desmontagem da primeira galeria do Museu, dedicada à Arte do Antigo Egito, onde estas obras estão a ser preparadas para as reservas.
Calouste Gulbenkian adquiriu muitas destas peças com a consultoria do egiptólogo britânico Howard Carter, célebre pela descoberta do túmulo de Tutankhamon.
Durante o período de renovação, vamos poder acompanhar de perto os trabalhos de investigação, conservação e restauro de algumas destas obras.
Um fim de semana para recordar
Foram dois dias de partilha e memórias. A 16 e 17 de março, o Museu Gulbenkian recebeu milhares de visitantes que quiseram rever as suas obras favoritas antes de encerrarmos para renovação.
Houve visitas, atividades para famílias e momentos de música que encheram o edifício de visitantes curiosos.
Escreveram-se postais para o museu do futuro, que em breve iremos voltar a ler, quando o regresso ao Museu estiver já à vista.