Diálogos
A Coleção Calouste Gulbenkian no Museu Nacional de Machado de Castro
Intitulada Diálogos. A Coleção Calouste Gulbenkian no Museu Nacional de Machado de Castro, esta mostra reúne 178 obras – 93 provenientes do Museu Calouste Gulbenkian e 85 do acervo do Museu Nacional Machado de Castro – estabelecendo um diálogo inovador entre as duas coleções.
Contrariando o tradicional discurso cronológico, são confrontadas criações de diferentes culturas, geografias e períodos históricos, da Antiguidade à Idade Moderna, convidando à descoberta de afinidades técnicas, estéticas e conceptuais.
Entre as obras maiores do Museu Calouste Gulbenkian convocadas para este singular diálogo, destacam-se um medalhão romano de Abuquir, com a representação de Alexandre, o Grande, e um conjunto de moedas de prata e ouro do império.
A arte europeia encontra-se representada através de obras relevantes como a escultura A Virgem e o Menino atribuída a Jean de Liège (c. 1364) e as pinturas Busto de São José e Santa Catarina, de Rogier van der Weyden, (1435).
Também presente estará um excecional conjunto de doze marfins medievais, dípticos e trípticos de devoção pessoal, de origem maioritariamente francesa e uma dezena de livros manuscritos, que compreendem exemplares dos séc. XII ao séc. XV, incluindo o célebre Livro de Horas de Ayala, realizado na Flandres por volta de 1495-1505.
Destacam-se ainda uma seleção da melhor produção medalhística do Renascimento, oriunda de Mântua, Rimini, Ferrara e Florença; um conjunto de objetos de cerâmica do Irão e do centro de produção de Iznik; têxteis de origem iraniana e genovesa, que incluem panejamentos de veludo e seda, casacas e casulas; e ainda um conjunto de lacas japonesas do séc. XIX.
Resultando de uma parceria inédita, esta exposição decorre numa altura em que o edifício do Museu Calouste Gulbenkian se encontra encerrado para obras de renovação até julho de 2026. Esta mostra será pretexto, também, para uma renovação no Museu Nacional Machado de Castro.
A exposição decorre entre 31 de outubro de 2025 e 22 de fevereiro de 2026 no primeiro piso do antigo Paço Episcopal do Museu Nacional Machado de Castro.