Diálogos

A Coleção Calouste Gulbenkian no Museu Nacional de Machado de Castro

Várias obras emblemáticas da coleção do Museu Calouste Gulbenkian podem ser visitadas no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, até fevereiro de 2026.
27 out 2025

Intitulada Diálogos. A Coleção Calouste Gulbenkian no Museu Nacional de Machado de Castro, esta mostra reúne 178 obras – 93 provenientes do Museu Calouste Gulbenkian e 85 do acervo do Museu Nacional Machado de Castro – estabelecendo um diálogo inovador entre as duas coleções.

Contrariando o tradicional discurso cronológico, são confrontadas criações de diferentes culturas, geografias e períodos históricos, da Antiguidade à Idade Moderna, convidando à descoberta de afinidades técnicas, estéticas e conceptuais.

Entre as obras maiores do Museu Calouste Gulbenkian convocadas para este singular diálogo, destacam-se um medalhão romano de Abuquir, com a representação de Alexandre, o Grande, e um conjunto de moedas de prata e ouro do império.

A arte europeia encontra-se representada através de obras relevantes como a escultura A Virgem e o Menino atribuída a Jean de Liège (c. 1364) e as pinturas Busto de São José e Santa Catarina, de Rogier van der Weyden, (1435).

Também presente estará um excecional conjunto de doze marfins medievais, dípticos e trípticos de devoção pessoal, de origem maioritariamente francesa e uma dezena de livros manuscritos, que compreendem exemplares dos séc. XII ao séc. XV, incluindo o célebre Livro de Horas de Ayala, realizado na Flandres por volta de 1495-1505.

Destacam-se ainda uma seleção da melhor produção medalhística do Renascimento, oriunda de Mântua, Rimini, Ferrara e Florença; um conjunto de objetos de cerâmica do Irão e do centro de produção de Iznik; têxteis de origem iraniana e genovesa, que incluem panejamentos de veludo e seda, casacas e casulas; e ainda um conjunto de lacas japonesas do séc. XIX.

Resultando de uma parceria inédita, esta exposição decorre numa altura em que o edifício do Museu Calouste Gulbenkian se encontra encerrado para obras de renovação até julho de 2026. Esta mostra será pretexto, também, para uma renovação no Museu Nacional Machado de Castro.

A exposição decorre entre 31 de outubro de 2025 e 22 de fevereiro de 2026  no primeiro piso do antigo Paço Episcopal do Museu Nacional Machado de Castro.

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