Paulo Ferreira

1911, Lisboa, Portugal – 1999, Estoril, Portugal

Outro nome: Paolo. Artista; Consultor da Fundação Calouste Gulbenkian para aquisições (década de 1970)

33 Exposições

Paulo Ferreira foi pintor e ilustrador, pertencente à segunda geração de modernistas portugueses. Começou o seu contacto com o mundo artístico e literário desde muito cedo, mas terá sido apenas a partir de 1929 que iniciou de forma mais intensa o seu percurso na área do desenho e da ilustração, quando começa a publicar alguns dos seus trabalhos em jornais e revistas como o ABC, a Civilização e o Sempre Fixe.
Na década de 30, participou em algumas exposições de arte moderna organizadas pelo Secretariado Nacional de Informação (SNI), que lhe valeram o Prémio Souza-Cardoso em 1939 e, dez anos depois, o Prémio Tagarro. Na década de 40, além de ter estado envolvido na Exposição do Mundo Português (1940) e na decoração do Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris (1937), fundou a Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio, na qual foi o mais importante cenógrafo e figurinista, colaborando em vários espetáculos. A produção artística que foi desenvolvendo ao longo da sua carreira, grande parte dela no contexto do Estado Novo e sob as orientações do SNI, ficou marcada pelo seu ecletismo e adaptação às exigências de cada projeto, por um lado, e, por outro, às exigências do panorama artístico da época. Neste sentido, a sua obra tanto apresenta abordagens mais convencionais, como outras mais inovadoras.
A sua ação não se limitou apenas ao campo da criação artística, tendo desenvolvido simultaneamente trabalho de organização e comissariado de várias exposições, das quais se destaca uma exposição retrospetiva de Amadeo de Souza-Cardoso, em 1959, no SNI. Na Fundação Calouste Gulbenkian, coordenou, em 1972, uma exposição sobre o modernismo português, centrada nas convergências artísticas dos pintores Robert e Sonia Delaunay com Souza-Cardoso, Eduardo Viana, José Pacheco e Almada Negreiros. O êxito desta exposição levou a que o Museu Gulbenkian viesse a adquirir, com ajuda de Paulo Ferreira, várias obras de Amadeo de Souza-Cardoso à sua mulher.


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Maluda

Maluda

1979 / Centre Culturel Portugais, Paris

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