Roteiro Serológico Nacional

 

Grupo multidisciplinar de cientistas propõe uma estratégia concertada para a realização de um estudo serológico assente em duas vertentes: uma linha nacional (com crescente escala, intensidade e granularidade) e outra local ou sectorial, implementada em três fases e com o possível envolvimento de autarquias e estruturas regionais/locais de saúde. A proposta defende uma articulação robusta entre entidades públicas e outros parceiros, garantindo que os resultados obtidos irão colocar Portugal numa posição exemplar na resposta à pandemia.

 

Dado o grande número de assintomáticos nesta doença, testar para a presença de anticorpos contra o SARS-CoV-2 é crucial para conhecer o real impacto da doença e diversas entidades têm-se desdobrado na realização de estudos parciais sobre frações da população. Esta realidade motivou o encontro dos especialistas para definir um roteiro rigoroso e aberto a todas as Instituições públicas ou privadas que estejam interessadas na realização.

 

Com a definição dos parâmetros necessários para condução de um estudo nacional, o grupo de peritos preconiza a colaboração com outros estudos parcelares de igual rigor, a serem promovidos por municípios ou organizações da sociedade civil, promovendo assim a articulação harmoniosa entre diversos estudos rigorosos, que será de grande utilidade para complementar a linha de trabalho nacional.

 

O estudo nacional proposto, e a sua implementação, “é um instrumento decisivo para que Portugal se destaque como um exemplo de rigor na adoção de medidas de vigilância epidemiológica focadas na proteção da população, servindo de exemplo para outros países. É excecional e muito motivador termos cientistas deste calibre em Portugal e é uma grande oportunidade utilizarmos o seu conhecimento e disponibilidade”, afirma Carlos Penha-Gonçalves, concluindo que a “estratégia de base científica está concluída e pronta para ser implementada por entidades públicas e/ou privadas”.

 

Consultar Roteiro Serológico Nacional

 

Dinamizado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), com a colaboração do Instituto Nacional de Estatística (INE), o roteiro foi desenhado em conjunto com os seguintes especialistas:

 

  • André Peralta Santos, Escola Nacional de Saúde Pública, UNL
  • António Vaz Carneiro, Instituto de Saúde Baseada na Evidência, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
  • António Silva Graça, Fundação Calouste Gulbenkian
  • Carlos Penha-Gonçalves, Instituto Gulbenkian de Ciência
  • Gabriela Gomes, UP e University of Strathclyde (UK)
  • Guilherme Gonçalves, Multidisciplinary Unit for Biomedical Research (UMIB), Institute of Biomedical Sciences Abel Salazar (ICBAS), University of Porto
  • Joana Gonçalves de Sá, NOVA SBE, Universidade Nova de Lisboa (UNL)
  • Jorge Carneiro, Instituto Gulbenkian de Ciência
  • Jorge Soares, Fundação Calouste Gulbenkian
  • Miguel Portela, Universidade do Minho
  • Paulo Jorge Nicola, Instituto de Saúde Baseada na Evidência, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa
  • Pedro Aguiar, Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa (UNL)
  • Pedro C. Magalhães, Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa –
  • Pedro Campos, Instituto Nacional de Estatística
  • Pedro Pita Barros, NOVA SBE, UNL
  • Ricardo Águas, University of Oxford (UK)
  • Rui Portugal, Faculdade de Medicina de Universidade de Lisboa
  • Soraia Pereira, Centro de Estatística e Aplicações (CEAUL), Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL)
  • Telmo Nunes, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Lisboa
  • Tiago A. Marques, Centro de Estatística e Aplicações da Universidade de Lisboa (CEAUL), Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), University of St Andrews (UK)

 

Consultar Comunicado de Imprensa

 

Pode consultar as últimas notícias que sairam na imprensa sobre esta iniciativa aqui