Novos nacionalismos e a negação da história
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado sexta, 18:00
Local
Auditório 3 Fundação Calouste GulbenkianPreço
- Entrada livre
Nos últimos anos, temos assistido a uma crescente polarização e radicalização do debate político e público sobre a história, o que inviabiliza a criação de um entendimento comum sobre o passado, relativizando a violência verbal e física e legitimando o uso da força contra posições diferentes daquela que se pretende normativa.
Estes extremismos são frequentemente acompanhados por visões nacionalistas que defendem narrativas históricas celebratórias que apagam ou negam determinados episódios do passado. É o caso das negações do Holocausto, das relativizações da história do tráfico transatlântico de escravizados ou da celebração da “missão civilizadora” dos impérios coloniais europeus.
Embora estas visões distorcidas do passado não sejam novidade no espaço público, a sua disseminação tem vindo a acelerar com o impacto das redes sociais. Como resultado, são cada vez mais mobilizadas para legitimar determinados discursos políticos, propostas legislativas e, em casos extremos, iniciativas violentas que colocam em causa as instituições democráticas e a própria democracia.
A Fundação Calouste Gulbenkian e o Slave Wrecks Project convidam Orlando Serrano (Museu Smithsonian de História Norte-Americana) e Marta Lança (Buala) para uma conversa que cruza as realidades norte-americana e portuguesa, e na qual se vai refletir sobre a emergência de novos nacionalismos que põem em causa direitos que há muito se julgavam cimentados nas sociedades democráticas ocidentais.
Oradores
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Marta Lança
Escritora, editora, tradutora e programadora cultural. Fundadora e diretora editorial do BUALA, plataforma dedicada às culturas contemporâneas do Sul global e às práticas afrodiaspóricas, cruza no seu trabalho pensamento crítico, memória colonial e artes. Colabora regularmente com revistas, jornais e projetos académicos. O seu trabalho posiciona-se na intersecção entre cultura, política e práticas decoloniais. Traduziu autores centrais como Achille Mbembe e Felwine Sarr para português. Tem formação em Estudos Portugueses na FCSH, Universidade Nova de Lisboa.
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Orlando Serrano
Responsável pela área de Aprendizagem do Ensino Pré-escolar ao 12.º ano no Museu Nacional de História Americana (NMAH) da Smithsonian Institution. Apoia e desenvolve experiências educativas informais e de liderança para alunos, workshops de desenvolvimento profissional para educadores e conteúdos curriculares. É membro fundador do Centro de História Restaurativa do NMAH. Integra também o Conselho de Administração da Mesa Redonda de Educação Museológica, onde desempenha as funções de copresidente da equipa editorial responsável pela gestão do Journal of Museum Education. Doutorado em Estudos Americanos e Etnicidade pela Universidade do Sul da Califórnia.
Ficha técnica
Imagem
Arjan Martins, Só vou ao Leblon a negócios (pormenor), 2016 ©Arjan Martins
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