Patrimónios Contestados
A Memória como Direito Humano e instrumento de reparação histórica
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado sexta, 18:00
Local
Auditório 3 Fundação Calouste GulbenkianPreço
- Entrada livre
Estátuas, monumentos, museus e outros elementos do património público assinalam acontecimentos históricos, construindo narrativas específicas do passado que se pretende preservar. Mas estes espaços são também reflexo de relações de poder, hierarquias sociais e formas dominantes de interpretar a história. Por isso, o património público é acima de tudo um espaço de debate, onde memórias instituídas podem ser questionadas, reinterpretadas e transformadas, dando lugar a novas formas de entender o passado e de o memorializar.
Nos últimos anos, temos assistido a um crescimento de movimentos ativistas, cívicos e políticos que contestam estas narrativas e pressionam as autoridades governamentais a reconhecer o seu passado esclavagista e a fazer uso do espaço público para homenagear as vítimas.
Para discutir estas questões numa perspetiva comparativa entre as realidades brasileira e portuguesa, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Slave Wrecks Project convidam a Professora Lucimar Felisberto dos Santos (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e o Professor Víctor de Barros (Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa) para esta conferência aberta ao público.
Oradores
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Lucimar Felisberto dos Santos
Com experiência em investigação sobre História, Historiografia e Relações Raciais no Brasil Colonial, Imperial e Republicano, estuda, em particular, a História do Brasil Imperial, com ênfase na Escravidão e na Pós-Abolição no Rio de Janeiro urbano, nos séculos XIX e XX. É comunicadora social da plataforma AFRODIÁLOGOS; militante do Movimento Negro Unificado; membro da Rede de Historiadorxs Negrxs; assessora de cultura da ACEMADES; investigadora do Laboratório de História das Experiências Religiosas do Instituto de História da UFRJ; investigadora do grupo de pesquisa Estudos de História da Educação Local (UERJ); e professora das redes públicas municipais de educação de Duque de Caxias e Magé.
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Víctor de Barros
Historiador, doutorado em Estudos Contemporâneos pela Universidade de Coimbra com uma tese sobre comemorações, usos públicos da história e memória do império nas colónias durante o Estado Novo português (1933-1974), distinguida com o Prémio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto. Autor do livro Campos de Concentração em Cabo Verde, distinguido com uma Menção Honrosa no Prémio de História Contemporânea Vitor de Sá, em 2008. É investigador contratado no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.
Ficha técnica
Imagem
Arjan Martins, Só vou ao Leblon a negócios (pormenor), 2016 ©Arjan Martins
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