30 Outubro 2020 Notícias Desenvolvimento Sustentável

Vencedores da 3ª edição Blue Bio Value

A britânica Salty Co, a espanhola REFIX e a portuguesa Horta da Ria são as vencedoras da 3ª edição do programa Blue Bio Value.

Este programa de aceleração de startups para a bioeconomia azul da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Oceano Azul, desenvolvido com o apoio da Fábrica de Startups e da BlueBio Alliance, recebeu em 2020 o número mais elevado de candidaturas desde o seu lançamento, em 2018 – concorreram a esta edição 120 projetos, oriundos de mais de 30 países, sinal da crescente relevância da iniciativa e um maior dinamismo do setor, tanto em Portugal como a nível internacional.

As três startups vencedoras são agora  premiadas com um valor global de €45.000, que deverá ser aplicado no desenvolvimento dos seus projetos.

A britânica Salty Co é uma empresa têxtil livre do uso de água doce, substituindo-a pelo recurso mais abundante do planeta: água salgada. Os têxteis naturais são produzidos a partir de fibras de plantas tolerantes ao sal, ajudando assim a conservar um dos recursos mais escassos: água doce.

A espanhola REFIX desenvolveu uma alternativa refrescantemente inovadora de bebidas feitas a partir de água salgada do Atlântico. A bebida tem um sabor salgado agradável, e tem zero açúcares, corantes e conservantes adicionados, tornando-a assim um refresco alternativo e benéfico para diabéticos.

A portuguesa Horta da Ria, um dos projetos selecionados durante a Ideação do Blue Bio Value que decorreu na Universidade de Aveiro, produz salicórnia, uma planta comestível que cresce em zonas de sapal como a Ria de Aveiro- local de implementação desta startup- como alternativa saudável ao sal. Esta produção sustentável traz nova vida à Ria e pode ser integrada em diferentes produtos de consumo alimentar.

Tendo decorrido integralmente online devido à pandemia, a edição deste ano do Blue Bio Value contou com a participação de 14 startups (10 internacionais e quatro portuguesas), que deram a conhecer soluções e negócios ligados à descarbonização, ao restauro de ecossistemas, à dessalinização, à produção sustentável de algas para diferentes fins e à utilização de desperdícios de atividades piscatórias, entre outros.

Na cerimónia de encerramento do programa, Isabel Mota, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian referiu que “a proteção ambiental e o sucesso comercial das empresas têm de ser complementares e a área da bioeconomia azul é particularmente crucial para promovermos o crescimento sustentável.”

Na mesma ocasião, José Soares dos Santos, Chairman da Fundação Oceano Azul, apelou às startups participantes que continuem a desenvolver os seus projetos. “Vocês são quem pode mudar o mundo, a vossa energia convenceu-nos ainda mais que estamos no caminho certo, vamos continuar a investir no Blue Bio Value.”

Desde 2018, o Programa Blue Bio Value já acelerou 42 empresas de 15 nacionalidades e atribuiu prémios num total de €135.000 em serviços de apoio ao desenvolvimento de nove startups, provenientes de cinco países.

 

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