Reclamos luminosos
Até aos anos 90 do século XX, viam-se letreiros e reclamos luminosos no Chiado, no Rossio, nas principais artérias da Baixa Pombalina, na Avenida da Liberdade e, por vezes, nas Avenidas Novas. Lisboa, que se queria moderna e civilizada, tinha uma paisagem visual criada pelos reclamos luminosos que eram usados como meio de comunicação e imagem de marcas e estabelecimentos.
As fotografias de letreiros e reclamos luminosos permitem acompanhar o desenvolvimento da publicidade e as alterações na vida económica e social da cidade.
Reclamos luminosos de marcas
Os registos fotográficos dos irmãos Novais também podem contribuir para o estudo de técnicas de fabrico, dos diferentes tipos de letra utilizados, e das alterações do gosto e da estética ao longo dos anos.
Letreiros luminosos de estabelecimentos
As fachadas, empenas e telhados dos edifícios deixaram de ter letreiros e reclamos luminosos porque os estabelecimentos comerciais tradicionais fecharam e porque se deu uma alteração tecnológica.
O fabrico de reclames luminosos utilizava lâmpadas, nos anos 30 e 40. A partir dos anos 40 e até aos anos 90, passam a ser usados os tubos de néon. Com a adoção da iluminação em sistema LED, com custos de manutenção inferiores, a paisagem gráfica urbana sofre alterações (Cidade gráfica. Lisboa : MUDE, 2017. Catálogo da exposição patente no Convento da Trindade, Lisboa (Portugal), de 25 de novembro de 2016 a 19 de março de 2017, páginas 137, 143).