Cidade Universitária de Coimbra

Instalações da Associação Académica da Universidade de Coimbra, projetadas pelo arquiteto Alberto Pessoa, com a colaboração plástica de João Abel Manta.
19 fev 2021 3 min
Fotografias com história

Este conjunto arquitetónico, que começou a ser pensado em 1954, situa-se na periferia da Cidade Universitária de Coimbra, num local central e de fácil acesso. As instalações compreendem três corpos de edifícios independentes, que agrupam serviços afins, e um jardim interior.

Maquete das instalações da Associação Académica da Universidade de Coimbra

Corpo I

Edifício com cinco andares e cerca de 3.000 metros quadrados de área útil. Alberga a direção, as secções, os serviços médicos, a biblioteca e o museu.

Fachada interior do Corpo I

No primeiro piso, com entrada privativa, estão os serviços médicos. As secções, arquivos e salas de reuniões ocupam o segundo andar, com ligação direta à biblioteca, ao museu e à sala de exposições. No terceiro piso encontram-se a direção, os conselhos e as respetivas salas de reunião. O quarto e último piso estão reservados aos serviços das secções culturais e desportivas da Associação.

Corpo II

Este edifício comporta o teatro e as salas de ensaio. O Teatro de Gil Vicente tem uma plateia de 772 lugares e um balcão com 328 lugares. A fachada exterior é decorada com sete painéis de azulejo, da autoria de João Abel Manta, que representam a evolução do traje académico desde o século XVIII.

Corpo III

Edifício das zonas de estar. Formado por duas alas, com uma área útil de mais de 3.000 metros quadrados, distribuída por dois pisos e cave.

No mesmo plano, ao nível da entrada principal, estão a sala de jogos, o bar, o restaurante e o vestiário. Nos pisos inferiores estão as salas de convívio, de lavores, aeromodelismo, balneários e ginásio.

O ginásio funciona como salão de festas e conferências. Voltado para o jardim interior, tem uma entrada privativa pela Praça da República.

Vista do ginásio

Jardim

O jardim interior tem projeto do arquiteto Manuel Cerveira e um painel cerâmico policromado da autoria de João Abel Manta.

Painel cerâmico representando as atividades culturais da Associação Académica
Pormenor do painel cerâmico representando as atividades culturais da Associação Académica

Zona desportiva

O programa desportivo é separado das atividades culturais e sociais dos estudantes porque o espaço da Cidade Universitária é manifestamente insuficiente. Assim, as instalações desportivas são projetadas num terreno com 135 mil metros quadrados, localizado na margem esquerda do Mondego.

Planta geral da zona desportiva

Entre 1955 e 1961, os arquitetos Alberto Pessoa e João Abel Manta, com a colaboração dos arquitetos paisagistas António Vieira Barreto e Manuel Cerveira, projetam as instalações desportivas.

Após a construção, os estudantes passam a poder usufruir de campo de jogos principal, seis pistas de corrida, zonas de lançamentos e saltos, campo de treino, quatro campos de basquetebol, andebol e voleibol, três ringues de ténis, pavilhão desportivo, piscina, ginásio e restaurante.

Campo de jogos principal
Campo de jogos principal e ringues de ténis
Série

Fotografias com história

As fotografias dos Estúdios Mário e Horácio Novais oferecem memórias de tempos passados, em Portugal e no estrangeiro, do quotidiano e de grandes momentos históricos, paisagens, arquitetura, personalidades e muito mais.
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