Cidade Universitária de Coimbra
Este conjunto arquitetónico, que começou a ser pensado em 1954, situa-se na periferia da Cidade Universitária de Coimbra, num local central e de fácil acesso. As instalações compreendem três corpos de edifícios independentes, que agrupam serviços afins, e um jardim interior.
Corpo I
Edifício com cinco andares e cerca de 3.000 metros quadrados de área útil. Alberga a direção, as secções, os serviços médicos, a biblioteca e o museu.
No primeiro piso, com entrada privativa, estão os serviços médicos. As secções, arquivos e salas de reuniões ocupam o segundo andar, com ligação direta à biblioteca, ao museu e à sala de exposições. No terceiro piso encontram-se a direção, os conselhos e as respetivas salas de reunião. O quarto e último piso estão reservados aos serviços das secções culturais e desportivas da Associação.
Corpo II
Este edifício comporta o teatro e as salas de ensaio. O Teatro de Gil Vicente tem uma plateia de 772 lugares e um balcão com 328 lugares. A fachada exterior é decorada com sete painéis de azulejo, da autoria de João Abel Manta, que representam a evolução do traje académico desde o século XVIII.
Corpo III
Edifício das zonas de estar. Formado por duas alas, com uma área útil de mais de 3.000 metros quadrados, distribuída por dois pisos e cave.
No mesmo plano, ao nível da entrada principal, estão a sala de jogos, o bar, o restaurante e o vestiário. Nos pisos inferiores estão as salas de convívio, de lavores, aeromodelismo, balneários e ginásio.
O ginásio funciona como salão de festas e conferências. Voltado para o jardim interior, tem uma entrada privativa pela Praça da República.
Jardim
O jardim interior tem projeto do arquiteto Manuel Cerveira e um painel cerâmico policromado da autoria de João Abel Manta.
Zona desportiva
O programa desportivo é separado das atividades culturais e sociais dos estudantes porque o espaço da Cidade Universitária é manifestamente insuficiente. Assim, as instalações desportivas são projetadas num terreno com 135 mil metros quadrados, localizado na margem esquerda do Mondego.
Entre 1955 e 1961, os arquitetos Alberto Pessoa e João Abel Manta, com a colaboração dos arquitetos paisagistas António Vieira Barreto e Manuel Cerveira, projetam as instalações desportivas.
Após a construção, os estudantes passam a poder usufruir de campo de jogos principal, seis pistas de corrida, zonas de lançamentos e saltos, campo de treino, quatro campos de basquetebol, andebol e voleibol, três ringues de ténis, pavilhão desportivo, piscina, ginásio e restaurante.