Clima de mudança: perceções sobre os desafios ambientais em Portugal
Filipa Dias/Ipsos APEME
Que importância dão os portugueses ao combate às alterações climáticas? O que os motiva a agirem pela proteção do ambiente? E que papel desempenham as organizações ambientais nesta mobilização?
Encomendado pela Fundação Calouste Gulbenkian à Ipsos APEME, este estudo procurou não só compreender as atitudes dos cidadãos perante os temas ambientais, mas também perceber como são percecionadas as organizações da sociedade civil na área do ambiente e as principais abordagens que estas seguem para envolver os cidadãos na sua missão.
Poderá ler também as sete principais ideias-chave deste estudo.
“Para compreender o posicionamento de cidadãos e instituições da sociedade civil ativas em movimentos de mitigação e adaptação, a Fundação Calouste Gulbenkian promoveu um estudo das perceções da sociedade civil relativamente ao tema das alterações climáticas, cujas conclusões agora se apresentam. Este trabalho contempla ainda algumas recomendações, destacando-se o facto da necessária mudança de perceções indutora de alterações comportamentais impor esforços conjugados de cidadãos, empresas, autoridades, com destaque para os municípios, organizações ambientais e comunicação social, desempenhando papéis distintos, mas complementares. Paralelamente, importa estabelecer adequados esquemas de incentivos, uma vez que as alterações climáticas não se encontram no topo das preocupações da população portuguesa e as opções mais sustentáveis são percebidas como mais caras.
As questões ambientais têm vindo a ganhar expressão na estratégia de intervenção da Fundação Calouste Gulbenkian, alinhada com a tendência crescente da filantropia a nível global. Apostar no financiamento de iniciativas que promovem a adoção de abordagens inovadoras aos desafios ambientais e à sustentabilidade tornou-se um dos pilares estratégicos para a Fundação, a par da promoção da equidade: conscientes de que a transição tem de ser justa, buscando soluções ambiental, social e economicamente eficientes, ou seja, sustentáveis.
(…)
Sendo as perceções públicas mais do que um mero reflexo de opinião, investir na produção de conhecimento para tentar compreendê-las, com base em evidência científica, é encará-las como um ativo estratégico. Ignorar as perceções que os cidadãos em Portugal têm sobre as questões ambientais pode comprometer o cumprimento das metas de ação climática assumidas por Portugal e a resposta aos desafios que temos pela frente.”
Cristina Casalinho, Administradora da Fundação Calouste Gulbenkian
Ficha técnica
- Idioma:
- Português
- Coordenação editorial:
- Fundação Calouste Gulbenkian
- Editado:
- 2025
- Páginas:
- 60
- ISBN:
- 978-989-8380-48-7