16 Junho 2020 Museu Calouste Gulbenkian

Novo ciclo no Museu Calouste Gulbenkian

© Ricardo Oliveira Alves
Museu Calouste Gulbenkian © Ricardo Oliveira Alves

A Fundação inicia no próximo mês de agosto as obras de extensão do Parque Gulbenkian para o seu lado Sul e a renovação do edifício da Coleção Moderna, num projeto da autoria do Arquiteto Kengo Kuma, que deverão terminar no primeiro trimestre de 2022. Com esta obra, a Fundação reforça a abertura da sua programação às tendências da arte e cultura contemporâneas, respeitando a integridade do edifício e abrindo o novo espaço  à cidade.

Nesta perspetiva, a par da exposição em permanência da valiosa Coleção de Arte Moderna Portuguesa, o projeto tem 4 objetivos fundamentais: (i) promover exposições  temporárias para o grande público; (ii) disponibilizar espaços privilegiados para a mostra e formação de jovens talentos; (iii) consolidar a política de compras de obras de arte; (iv) e, finalmente, acentuar o papel do museu como local de cruzamento de saberes e de debate sobre os grandes desafios da contemporaneidade, aproveitando as virtualidades das tecnologias digitais no universo museológico.

A atual diretora do Museu, Penelope Curtis, terminará o seu mandato de cinco anos à frente do Museu a 1 de agosto. A Fundação iniciou um processo de recrutamento internacional para a direção do Museu, com o duplo objetivo de valorizar a Coleção do Fundador e promover uma abordagem contemporânea e experimental, com atenção às novas formas de expressão artística e capacidade de criar oportunidades para os artistas mais jovens.

Penelope Curtis vai manter a colaboração com o Museu Gulbenkian até finais de janeiro do próximo ano, enquanto curadora da exposição Esculturas Infinitas que, depois do Beaux-Arts de Paris, abrirá ao público a 17 de setembro, na Galeria Principal da Fundação, em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

No decurso da sua direção, Penelope Curtis implementou a orientação do Conselho de Administração de unir as duas Coleções do Museu, deixando uma marca na promoção de diálogos entre a Coleção do Fundador e a Coleção Moderna e trazendo novas leituras sobre as coleções. Foi responsável pela primeira apresentação museológica da Coleção Moderna, enquadrada no contexto político e cultural português, a partir de documentos da Biblioteca de Arte e Arquivos da Fundação.

A curadora britânica criou ainda uma Comissão Consultiva para acompanhar as aquisições de obras para a Coleção Moderna  e implementou um programa de acolhimento a investigadores convidados para o estudo de temas ou peças das coleções do Museu.

Entre as exposições temporárias mais marcantes durante o período em que dirigiu o Museu destacam-se a exposição que assinalou os 50 anos do Museu Gulbenkian Art on Display e também The Rise of Islamic Art,  ambas  resultado de uma intensa investigação dos Arquivos da Fundação.

Na primavera de 2021, Penelope Curtis será Professora Convidada no Centre for  Advanced Study in the Visual Arts da National Gallery of Art, em Washington.