Fundação renova reconhecimento internacional na área da sustentabilidade
Este reconhecimento é atribuído a organizações do setor cultural que demonstrem um compromisso com práticas sustentáveis e a redução do impacto climático das suas atividades. É o caso da Fundação, que consolidou uma estratégia transversal de sustentabilidade, que integra critérios ambientais nas operações, programação cultural, atividades distributivas e investimentos.
Ao longo de 2025, a Fundação registou progressos significativos na melhoria da eficiência energética e na redução do consumo de recursos. Entre as principais medidas destacam-se a renovação em curso do Museu Gulbenkian, a instalação de 1850 painéis solares e a substituição dos sistemas de iluminação dos auditórios por tecnologia LED, numa abordagem estruturada e de longo prazo à descarbonização.
A economia circular tem sido igualmente prioritária, com a adoção de medidas de reutilização e prolongamento do ciclo de vida de materiais. Em 2025, o Centro de Arte Moderna instalou na exposição Xerazade, a Coleção Interminável do CAM um sistema modular, flexível e reutilizável, com o objetivo de reduzir significativamente os resíduos e custos associados à produção expositiva.
A monitorização e divulgação de indicadores ambientais, incluindo a pegada carbónica da instituição, continuam também a fazer parte da sua política de transparência e responsabilização, sendo esta informação publicada anualmente no Relatório e Contas.
A sustentabilidade tem marcado a programação cultural da Fundação. Em 2025, destacaram-se projetos como Ciguatera, de Diana Policarpo – uma instalação imersiva dedicada aos ecossistemas oceânicos -, a participação na iniciativa europeia Bauhaus of the Seas Sails e o percurso áudio Natura Mirabilis. Arte e Natureza, que estabelece diálogos entre obras da Coleção Gulbenkian e a biodiversidade do Jardim Gulbenkian.
A Fundação continua a priorizar investimentos e apoios ligados à proteção da biodiversidade, soluções baseadas na natureza e transição climática justa. O ano passado, apoiou oito organizações ambientais em Portugal, reforçou o trabalho na área da gestão da água na agricultura e manteve investimentos de impacto em projetos de reflorestação e restauro de ecossistemas.
A Gallery Climate Coalition é uma organização internacional que trabalha para tornar o mundo da arte ambientalmente responsável.