Práticas Artísticas em Contexto Prisional
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Data
- 10:00 / Cancelado 10:00 / Esgotado segunda, 10:00
Local
Auditório 3 Fundação Calouste GulbenkianNeste encontro, artistas, participantes de projetos e representantes de estabelecimentos prisionais cruzam experiências e perspetivas sobre o impacto e as possibilidades futuras destas práticas.
Este dia incluirá conversas sobre os desafios, potências e aprendizagens resultantes da implementação destes projetos, e a apresentação do livro corpoemcadeia: dança, prisão e gestalt de Catarina Câmara, a partir do projeto realizado no Estabelecimento Prisional do Linhó.
No dia seguinte, decorrerão três oficinas dirigidas a artistas que desenvolvem ou pretendem desenvolver projetos em contexto prisional. Estas sessões têm como objetivo a partilha de metodologias e processos, estimulando a troca entre pares.
Ao longo da última década, a Fundação Calouste Gulbenkian tem apoiado projetos artísticos desenvolvidos em meio prisional, reconhecendo a sua importância nos processos de capacitação e reinserção social de pessoas privadas de liberdade. Este encontro, organizado em parceria com a Acesso Cultura, visa contribuir para a implementação sustentada destas práticas, com vista a um sistema prisional mais humanizado e qualificado.
O evento decorre em português com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Será transmitido em direto e estará disponível nesta página.
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Fotografia © Susana Paiva
Publicações
Oradores
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Acesso Cultura
A Acesso Cultura foi fundada em 2013. É uma associação cultural sem fins lucrativos, que reúne profissionais da cultura e organizações culturais, com a missão de promover o acesso – físico, social, intelectual – à participação cultural. A sua visão é poder contribuir para a construção de uma sociedade curiosa e inclusiva, na qual qualquer pessoa possa sonhar, ter oportunidades para participar e ser o melhor que puder.
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Avelina Macedo
Nascida em Caracas, trabalhou quase 24 anos no Teatro Experimental do Funchal. Também trabalhou com o Teatro Feiticeiro do Norte e o Teatro Municipal Baltazar Dias. É autora de textos teatrais e exerce funções como direção de cena, contrarregra, operação de luz, som e vídeo, produtora, atriz e escritora. É presidente da Associação Cenas&Limitadas e cofundadora da Mac-Parker produções. Iniciou a sua experiência com o teatro num projeto no Estabelecimento Prisional do Funchal, denominado “Experimentar Sentir”.
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Catarina Câmara
Bailarina, coreógrafa, ativista social e investigadora colaboradora do Instituto de Direito Penal e Ciências Criminais (FDUL). Licenciou-se em Direito (FDUL), em Dança (ESD-IPL) e é counselor em Psicoterapia Gestalt pelo Instituto Gestalt de Florença. O seu trabalho explora o diálogo entre as práticas artísticas, a reinserção social e o direito penal, cruzando a Dança, a Gestalt e a Justiça Restaurativa. É coordenadora artística e social de corpoemcadeia, projeto desenvolvido desde 2019 no EP Linhó e apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
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Catarina Claro
Mediadora cultural e artística, desenvolvendo a sua atividade profissional no âmbito da educação pela arte. Os seus projetos cobrem e cruzam uma vasta área disciplinar, interessando-se particularmente por explorar relações entre criatividade e pensamento crítico, artes visuais, teatro e literatura. Em 2016 fundou a Casa Invisível – Associação Cultural – e rumou à ilha da Madeira. Em 2022 concebeu e implementou no EP Funchal o projeto Trégua, do qual é diretora executiva. Trégua é apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação ‘la Caixa’ no âmbito da iniciativa PARTIS & Art for Change.
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Cristina Casalinho
Licenciada em Economia e tem mestrado em Gestão e Administração de Empresas. Assumiu o cargo de administradora executiva no Conselho de Administração da Fundação em fevereiro de 2024, tendo exercido funções não executivas entre julho de 2022 e janeiro de 2024. Anteriormente, foi presidente do Conselho de Administração da Agência de Gestão da Tesouraria e Dívida Pública (IGCP, E.P.E), e membro do Conselho de Administração desta mesma Agência. Ocupou ainda os cargos de economista-chefe no Banco BPI, e de diretora de Sustentabilidade da mesma instituição.
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Filipa Francisco
Coreógrafa, performer e atual diretora artística da associação Mundo em Reboliço. Dos seus trabalhos destaca “Bicho” (2009), com Idoia Zabaleta, Íman (2009), com as Wonderfull’s Kova M, “Força” (2015), com a Companhia Maior, ou “saal” (2018), no âmbito da rede Artéria. Desenvolveu o Projecto Rexistir com reclusos do Estabelecimento Prisional de Castelo Branco (CENTA, 2000—2006) e foi artista convidada do projeto de Reinserção pela Arte promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian (2007).
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Francisca Van Dunem
Francisca Van Dunem é jurista. Licenciada em Direito, ingressou no Ministério Público em 1979, onde desenvolveu uma carreira de destaque. Integrou o Gabinete do Procurador-Geral da República (1999-2001), foi diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (2001-2007), Procuradora-Geral Distrital de Lisboa (2007-2015), Ministra da Justiça (2015-2019) e Ministra da Administração Interna (2019-2022).
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Joana Pedra
Licenciada em Serviço Social. Prestou serviço militar na Força Área Portuguesa durante 7 anos. Em 2016, ingressou na Carreira de Técnica Superior, através da Casa Pia de Lisboa, onde desempenhou funções em casas de acolhimento como educadora e assistente social durante 5 anos. Em 2021 integrou os quadros da DGRSP enquanto Técnica Superior de Reeducação, onde desempenha funções nos Serviços de Acompanhamento e Execução das Penas, Tratamento Prisional e Preparação da Liberdade. É no âmbito da gestão de atividades que tem realizado desde essa data o acompanhamento ao projeto Corpoemcadeia.
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Luís Vaz Couto
Licenciado em Serviço Social, Luís Vaz Couto iniciou a sua carreira em 1983 como Técnico Superior de Serviço Social. Desde 2012, é diretor do Estabelecimento Prisional da Guarda. Foi subdiretor-geral da Direção-Geral de Reinserção Social e da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, vice-presidente do Instituto de Reinserção Social, entre outros. Desde 2019, é presidente da Associação de Diretores e Adjuntos de Estabelecimentos Prisionais, para além de professor universitário, formador e palestrante.
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Maria João Mota
Pós-graduada em Direitos Humanos e Democracia e em Teatro como Instrumento de Intervenção em Contextos Socioeducativos. É cofundadora da PELE e do Núcleo de Teatro do Oprimido do Porto, onde desempenha funções de direção artística e coordenação de projetos nacionais e internacionais desde 2007. Desenvolve trabalho continuado de ação e reflexão no campo das Práticas Artísticas Comunitárias. Desde 2009, a PELE realiza trabalho nos estabelecimentos prisionais do Grande Porto, destacando-se o projeto ECOAR, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
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Mónica Guerreiro
Formou-se em Ciências da Comunicação, com especialização em Artes e pós-graduação em Culturas e Discursos Emergentes (FCSH-UNL). Jornalista e crítica, publicou regularmente na imprensa especializada entre 1996 e 2010. É autora da biografia “Olga Roriz”, da monografia “O Essencial sobre a Companhia Nacional de Bailado” e do “Manual para um Recrutamento Inclusivo”. Desempenhou funções na Direção-Geral das Artes, na Direção Municipal de Cultura do Município do Porto e na Direcção do Coliseu do Porto Ageas. É atualmente diretora artística do Ponto C – Cultura e Criatividade, em Penafiel.
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Orlando Carvalho
Orlando Carvalho é o diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais. Antes de assumir o novo cargo, em 2024, foi Diretor do Estabelecimento Prisional de Coimbra e Assessor de Reeducação na Direção-Geral dos Serviços Prisionais. Ao longo da sua carreira, desempenhou funções de direção em diversos estabelecimentos prisionais, como Vale de Judeus e Aveiro, tendo iniciado o seu percurso na área prisional como técnico superior de Reeducação em 1990. Anteriormente, exerceu funções como técnico de Serviço Social em instituições como a Santa Casa da Misericórdia de Aveiro e a Segurança Social do Funchal.
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Óscar Silva
Criador, encenador e ator. Licenciou-se em Teatro (ESTC), frequentou a pós-graduação de Performance (ECA-USP) e fez o Mestrado em Performance and Practice (UAL). Entre 2010 e 2014 trabalhou em São Paulo onde foi assistente de direção da SP Escola de Teatro e responsável por diversos projetos pedagógicos e artísticos. Fez a École des Maîtres 2017. É o diretor artístico da Terceira Pessoa, onde codirige desde 2022 o projeto RadioATIVIDADE no Estabelecimento Prisional da Guarda, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação ‘la Caixa’ no âmbito da iniciativa PARTIS & Art for Change.
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Paulo Lameiro
Musicólogo e pedagogo. Depois de uma breve carreira como Barítono, dedicou-se ao ensino e assumiu a direção de escolas de música como o Conservatório Nacional de Lisboa e a Escola de Artes SAMP em Pousos. Desenvolve projetos de educação e artísticos para a primeira infância e projetos artísticos comunitários. Até 2024, foi diretor artístico da Ópera na Prisão, projeto desenvolvido no EP Leiria – Jovens e apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito das iniciativas PARTIS e PARTIS & Art for Change. Dirigiu projetos musicais em prisões catalãs e luxemburguesas. É diretor artístico da Musicalmente.
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Pedro Gil
Atua, escreve, encena, investiga e produz. Codirige a companhia de teatro Razões Pessoais onde soma mais de uma dezena de encenações. Como ator trabalhou com companhias como os Artistas Unidos, mala voadora ou O Bando e com criadores como Miguel Castro Caldas, Francisco Salgado, Jean-Paul Buchieri, Mónica Calle, Tiago Rodrigues, Rui Horta ou Tonan Quito. Iniciou a sua prática em contexto prisional em 2002 no EP de Lisboa. Em 2023, integrou o projeto corpoemcadeia, no EP Linhó. Em 2024, iniciou o projeto teatro República do Vento no EP Montijo.
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Ricardo Loureiro
Sociólogo. É técnico superior da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e investigador no Observatório Europeu das Prisões. Desde 2007, desenvolve a sua atividade profissional em ONGs, administração pública e academia, na área dos direitos humanos, igualdade de género e não discriminação, prisões, violências e intervenção social e comunitária. Foi o responsável social do projeto Lado P, no Estabelecimento Prisional de Caxias, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Desenvolve atividade associativa sobre questões prisionais desde 2009, sendo atualmente dirigente associativo na associação CONFIAR.
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Susana Paiva
Criadora, curadora, editora, educadora, performer e produtora de projectos e eventos na área das Artes Visuais. Coordenadora, desde 2012, do projecto Escola Informal de Fotografia do Espetáculo, um projecto educativo de longa duração para criadores na área da fotografia. Coordenadora, entre 2019-2023, da equipa de fotografia do projecto “CORPOEMCADEIA”, da Companhia Olga Roriz, uma iniciativa PARTIS/FCGulbenkian. Atualmente frequenta o 33º CGPAE da Forum Dança.
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Vanessa Ribeiro Rodrigues
Realizadora de cinema documental, professora universitária, jornalista, investigadora no CICANT e educadora em literacia dos media. Doutorada em Estudos em Comunicação para o Desenvolvimento, tem-se debruçado na criação de narrativas sobre questões sociais, ecofeminismo (“As Guardiãs de Sementes”, 2025) e memória (“Baptismo de Terra”, 2017). “O Feitiço de Areia”, a sua próxima longa-metragem, questiona o que fazer com tantos silêncios da memória colonial em Moçambique. Assinou trabalhos no The Guardian, Público, Expresso, ou TSF. É autora do livro “Ala Feminina” sobre mulheres em regime de privação de liberdade no Brasil e em Portugal.
Programa
10:00 / Abertura
IMPACTOS, DESAFIOS E POTÊNCIAS
10:20 / Conversa
— Intervalo 15 min. —11:30 / Painel
14:30 / Projetos artísticos: aprendizagens e desejos
16:30 / corpoemcadeia: práticas além do bem e do mal
18:00 / Encerramento
Parceria
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.