Futuros Líquidos: Arte, Design, Natureza
Slider de Eventos
Data
- 15:00 / Cancelado 15:00 / Esgotado sábado, 15:00
Local
Estúdio Centro de Arte Moderna GulbenkianNuma era em que a crise climática se tornou uma realidade quotidiana que redefine a forma como vivemos, construímos e criamos, o design evolui para além da estética e da funcionalidade, tornando-se numa ferramenta poderosa para a resiliência ambiental.
Futuros Líquidos: Arte, Design, Natureza reúne vozes da arquitetura, do design e da investigação de biomateriais para explorar o modo como podemos trabalhar num diálogo íntimo com a natureza, especialmente em relação aos nossos oceanos e ao litoral.
Esta conversa desenvolve-se em torno do potencial de transformação dos materiais e resíduos provindos de sistemas aquáticos, como o alginato, conchas e outros subprodutos marinhos e industriais habitualmente descartados como blocos de construção sustentáveis para o futuro.
Tendo lugar no contexto singular de Lisboa – uma cidade moldada pela sua relação com o mar – vamos também refletir sobre como os recursos costeiros e as tradições culturais, como a produção de azulejos e a presença do rio Tejo, podem informar novas linguagens de design enraizadas no lugar, na memória e na ecologia.
Partindo do projeto Bauhaus of the Seas Sails, a sessão convida o público a reconsiderar o valor dos materiais e a imaginar futuros regenerativos para as nossas cidades e ambientes, afirmando o design como uma disciplina que pode impulsionar a criação de um mundo mais conectado, sustentável e atento aos oceanos.
O evento decorre em inglês, com tradução simultânea para português e interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
Oradores
-

Jeremy Morris
Jeremy Morris (Genebra, 1996) é um arquiteto suíço, inglês e sul-africano, que se especializa na construção com terra. Também é fotógrafo e cineasta freelancer. Licenciado com distinção e reconhecido com o prémio da Federação dos Arquitetos Suíços (FAS), a sua tese constituiu-se como um desafio ao status quo das práticas construtivas contemporâneas, ao defender a terra como material de construção alternativo sustentável ao betão, e um exemplo do empenho de Jeremy para com uma arquitetura inovadora e ambientalmente responsável. Vive em Lisboa, onde trabalha no atelier de arquitetura Bureau.ac, enquanto desenvolve a sua primeira longa-metragem.
-

Luca Carlisle
Luca Carlisle (Genebra, 1997) é um arquiteto português, inglês e suíço apaixonado pela ideia de mudar as mundovisões através do design do ambiente construído. Com experiência em permacultura e construção natural, que acabou por conduzi-lo aos estudos de arquitetura, Lucas integra o design ecológico em todo o seu trabalho, utilizando a sua história pessoal para o consolidar. Aborda a crise ecológica recorrendo à teoria integral, à cibernética e a mundovisões relacionais, como o animismo. Pratica surf desde os cinco anos de idade nas praias da Linha de Cascais, sendo esta faixa costeira, entre o Tejo e o Atlântico, o seu campo de jogos e a força que move o seu ativismo ecológico.
-

Rafael Calado
Rafael Calado é um arquiteto, com prática pública e privada, desde 1993. Coordenou o FabLab Lisboa e co-fundou o Repair Café Lisboa. Fez formação para Líderes na European Creative Hubs Network e é Embaixador na Maker Faire Rome. Calado realizou residências de design sustentável com Atölye (Turquia), Rhode Island School of Design (EUA) e Corticeira Amorim. É mentor do FabLab Porto de Mós, Colectivo Maker e Real Factory Creative Hub e coordena o BioLab Lisboa, o primeiro Citizen Lab português (CML, FCUL) com parceiros como IST e Gulbenkian. Venceu dois Orçamentos Participativos em Lisboa e atua em programas nacionais e europeus na área criativa e sustentável, integrando a coordenação do Let’s Go Circular (EU) e como parceiro no Bauhaus of the Seas Sails (EU).
Programa
15:00 / Boas-vindas
15:15 / Conversa
15:50 / Perguntas e respostas
16:00 / Encerramento
Ficha técnica
Programação
Inês Valle
Live Arts
Imagem principal
Estuário do Sado © Fahrenheit 180°
Projeto
Apoio
Parceiros
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.