Esmeraldo de Situ Orbis

Duarte Pacheco Pereira – Duarte Pacheco Pereira

Nascido em 1460, em Lisboa, Duarte Pacheco Pereira realizou, no reinado de D. João II, diversas viagens de navegação nas costas da Guiné. […] Em 1488, Bartolomeu Dias, ao regressar do Cabo da Boa Esperança, encontrou-o gravemente enfermo na Ilha do Príncipe e trouxe-o para Portugal.

A sua competência em matéria de geografia e cosmografia, aliada à experiência das navegações, valeram-lhe o convite para fazer parte da delegação portuguesa encarregue de negociar e estabelecer com os castelhanos os termos do Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494.

Em 1503, integrou uma expedição à Índia comandada por Afonso de Albuquerque e, aquando do regresso deste último, permaneceu em solo indiano. Foi aí que revelou um notável talento militar, ao organizar a defesa de Cochim contra os ataques do samorim de Calecut, e ao conduzir os seus homens à vitória em batalhas que foram decisivas para o estabelecimento do Império Português. De regresso a Lisboa, em 1505, o rei D. Manuel acolheu-o com grande pompa.

Por essa altura, Duarte Pacheco Pereira iniciou a redação do Esmeraldo de situ orbis, mas interrompeu a tarefa em começos de 1508. No final deste ano, D. Manuel encarregou-o de dar perseguição ao corsário francês Mondragon. […] Em 1511 capitaneou uma frota armada para ir socorrer a cidade de Tanger, então sitiada pelo exército do rei de Fez.

No ano seguinte casou com D. Antónia de Albuquerque. Em 1519 foi nomeado capitão e governador de São Jorge da Mina, onde residiu até 1522. […] Viria a morrer nos primeiros meses de 1533. Pouco tempo depois, o rei concedeu ao seu filho uma pensão anual.

Acerca da obra Esmeraldo de situ orbis, três factos parecem estar definitivamente estabelecidos: o manuscrito original e autógrafo de Duarte Pacheco Pereira perdeu-se; existem tão-só duas cópias tardias, uma da Biblioteca Pública de Évora, e outra da Biblioteca Nacional de Portugal; a mais antiga, a de Évora, data da primeira metade do século XVIII. A mais recente, a de Lisboa, teve origem na segunda metade desse mesmo século.

 

(Da introdução de Joaquim Barradas de Carvalho)

Ficha técnica

Outras Responsabilidades:

Edição crítica e comentada de Joaquim Barradas de Carvalho.

Idioma:
Português
Editado:
Lisboa, 1991
Entidade
Fundação Calouste Gulbenkian
Páginas:
870
Título Original:
Esmeraldo de Situ Orbis
ISBN:
972-31-0553-5
Atualização em 05 abril 2022

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