Segundo Tratado do Governo

Ensaio Sobre a Verdadeira Origem, Alcance e Finalidade do Governo Civil – John Locke

Reeditado centenas de vezes e traduzido em inúmeras línguas, começando pelo francês e incluindo o russo, o hebraico, o árabe, o japonês, e o hindi, para além de praticamente todas as línguas europeias, o Segundo tratado do governo depressa se tornaria no “A B C da política”, levando a que fosse universalmente reconhecido como “pertencendo à mesma classe que a Política de Aristóteles”. A sua influência é enorme, na Inglaterra, nos Estados Unidos, em França…, tanto em termos intelectuais como em termos positivos concretos. Em termos intelectuais, John Locke, “o apóstolo da liberdade”, como lhe chama Simone Goyard-Fabre, haveria de ter um impacto profundo sobre homens como Thomas Jefferson, Voltaire, Montesquieu, Jean-Jacques Rousseau… Em termos positivos, está bem presente tanto na Revolução Norte-americana como na Revolução Francesa. E não será seguramente por acaso que o primeiro tradutor português do Segundo tratado se apressou a oferecer o texto de Locke que acabara de verter para a nossa língua “aos constitucionais portugueses, como princípios fundamentais para a consolidação da Carta Constitucional, datada de 29 de Abril de 1826”. Não obstante trazer a marca do espaço e do tempo em que foi redigido, o Segundo Tratado do Governo ultrapassou de imediato as fronteiras da Inglaterra, adquirindo uma projeção europeia, ocidental e planetária. Paralelamente, resiste ao tempo, transportando uma atualidade e uma urgência que perduram.

 

(Da introdução de Carlos Pacheco do Amaral)

Ficha técnica

Coordenação editorial:
Fundação Calouste Gulbenkian. Serviço de Educação e Bolsas
Editado:
Lisboa, 2007
Páginas:
255 p.
ISBN:
978-972-31-1197-2