23 outubro 2018

Primeiras Academias Gulbenkian Conhecimento avançam no País

Assinados os protocolos, as instituições selecionadas já podem começar a promover competências sociais e emocionais nas crianças e jovens até 25 anos.

As Academias Gulbenkian do ConhecimentoCrédito Márcia Lessa

Foi dado o pontapé de saída para o pleno funcionamento das Academias Gulbenkian Conhecimento. Dia 19 de outubro, cada uma das Academias selecionadas assinaram um protocolo de colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e já estão aptas a funcionar como Academia Gulbenkian Conhecimento, podendo levar por diante o seu projeto de promoção de competências sociais e emocionais em mais de 13 mil crianças e jovens até aos 25 anos.

Além da assinatura dos protocolos, o primeiro encontro da Rede Nacional de Academias ficou marcado pela presença de Andreas Schleicher, diretor do Departamento de Educação e Competências da OCDE e presidente do Conselho Consultivo das Academias Gulbenkian do Conhecimento, que partilhou com os presentes a importância das competências sociais e emocionais. “Não basta ter conhecimento”, acredita, porque “o Google sabe tudo”.

No seu entender, são competências como a adaptabilidade, a autorregulação, a comunicação, o pensamento criativo, a resiliência e/ou a resolução de problemas que, no futuro, hão de fazer a diferença no sucesso dos adultos do futuro.

Com a assinatura dos protocolos, as Academias Gulbenkian Conhecimento estão, formalmente, espalhadas por todo o país (há Academias nos 18 distritos do continente e em cada uma das duas regiões autónomas). No decorrer dos três próximos anos, as Academias tentarão incutir, em milhares de crianças e jovens, competências que não vêm nos manuais escolares mas são tão importantes quanto o conhecimento.

Com este projeto, que há de continuar a crescer (o próximo concurso abre já no início de 2019), a Fundação espera promover 100 Academias Gulbenkian Conhecimento e, através delas, desenvolver este tipo de competências em cerca de 50 mil crianças e jovens.