Prémio Gulbenkian para a Humanidade com recorde de nomeações

Recebidas mais de 300 nomeações, de vários lugares do mundo, para o Prémio no valor de 1 milhão de euros.
30 mar 2026

O Prémio Gulbenkian para a Humanidade recebeu 304 nomeações, entre líderes climáticos pioneiros, organizações ou grupos vindos de seis continentes e que representam 73 nacionalidades. Este é o terceiro ano consecutivo em que o número de nomeações aumenta, representando um crescimento de 43% face a 2025, o que sublinha a relevância e reputação do Prémio no setor climático.

As áreas de intervenção dos candidatos incluem conservação, sistemas alimentares, educação, energias renováveis, economia circular, ciência, ativismo, resiliência climática, saúde e ajuda humanitária, entre outras. Todas as nomeações foram apresentadas por terceiros. Este ano, registou‑se também um aumento de nomeações provenientes de regiões anteriormente menos representadas, incluindo a América Central e do Sul.

Cristina Casalinho, administradora executiva da Fundação Calouste Gulbenkian, salienta: O elevado número de nomeações para o Prémio deste ano é um sinal encorajador de quão amplamente reconhecida se tornou esta iniciativa no setor, mas também reflete o contexto desafiante do financiamento climático. As nomeações provenientes da sociedade civil são diversas e representativas de temas e líderes que merecem atenção nesta área. Aguardamos com expectativa a escolha do Júri para o vencedor de 2026.”

O vencedor será anunciado a 23 de setembro, numa cerimónia pública organizada e transmitida em direto a partir da Fundação Gulbenkian, em Lisboa. O júri, presidido por Angela Merkel, terá em conta vários fatores como os resultados em prol das pessoas e do planeta, a liderança climática, o potencial para um impacto transformador adicional e a relevância do trabalho dos candidatos para os desafios climáticos mais urgentes da atualidade.

O prémio anual de 1 milhão de euros tem ajudado os vencedores a escalar e sustentar o seu trabalho climático, bem como a apoiar comunidades mais afetadas pelas alterações climáticas. Desde a criação do Prémio, a Fundação já atribuiu um total de 6 milhões de euros.

No mês passado, 2.000 agregados familiares no Senegal passaram a ter acesso a água potável, como resultado do Prémio. Os vencedores de 2021, o Pacto Global de Autarcas para o Clima e a Energia (GCoM), utilizaram o financiamento para projetos de infraestruturas críticas em seis cidades da África Subsaariana, incluindo Dacar, no Senegal, com o objetivo de reforçar a resiliência climática e apoiar a transição energética. Na Índia, os vencedores conjuntos de 2024, Andhra Pradesh Community Managed Natural Farming, usaram o financiamento para expandir o seu trabalho de formação de agricultores em práticas mais sustentáveis, tendo no ano passado lançado novos projetos‑piloto no Sri Lanka e na Zâmbia.

Saiba mais sobre os vencedores anteriores e subscreva a newsletter do Prémio para receber atualizações sobre a edição e a cerimónia de 2026.

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