José de Almada Negreiros: desenho em movimento

Exposição prolongada até 31 de março no Museu Nacional de Soares dos Reis

A exposição patente no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, vai prolongar-se por mais duas semanas além do previsto (18 de março), encerrando apenas a 31 de março de 2018. José de Almada Negreiros: desenho em movimento tem curadoria de Mariana Pinto dos Santos e reúne nove dezenas de trabalhos que dão conta da importância da linguagem cinematográfica na obra plástica desta figura ímpar do modernismo português.

Nesta mostra, são apresentadas várias obras que estiveram expostas em José de Almada Negreiros. Uma maneira de ser moderno realizada em 2017 na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, mas há também muitas novidades e alguns trabalhos inéditos descobertos já depois do encerramento da exposição.

Em grande parte do trabalho de Almada é bem visível a sua vontade de contar histórias com imagens, muitas das quais com apontamentos de humor, tanto em séries de desenhos, como em obras integradas em edifícios e mesmo em tapeçarias. Fascinado com a possibilidade de dar vida ao desenho e de o pôr em movimento, Almada teve a intenção por diversas vezes de experimentar a animação, mas não chegou a concretizar o seu desejo.

A conjugação entre cinema e desenho surge em obras como a lanterna mágica La Tragedia de Doña Ajada (1929) e no filme desenhado O Naufrágio da Ínsua (1934), trabalhos especificamente concebidos para apresentações públicas em écran de cinema, real ou imaginado, e que estão incluídos nesta mostra. A hibridez entre desenho e cinema está expressa também em alguns dos seus textos literários, poéticos e ensaísticos, onde se notam intersecções plásticas e cinematográficas.

A exposição abriu ao público a 30 de novembro de 2017 e encerrará a 31 de março de 2018.

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