José Blanco (1934-2025)
Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, integrou os quadros da Fundação em 1961, como adjunto para os assuntos petrolíferos, tendo trabalhado até 1963 em Londres, como representante da Fundação na Iraq Petroleum Company. Nesse ano, regressa a Lisboa e é nomeado diretor-adjunto do Serviço da Presidência. Em 1968, foi escolhido para secretário do Conselho de Administração, assumindo também as funções de diretor do Serviço Internacional.
Como administrador do Serviço de Música, promoveu o desenvolvimento artístico e profissional da Orquestra, do Ballet e do Coro Gulbenkian e o contacto do público português com os grandes intérpretes, incentivou a criação musical, o apoio e a formação de compositores e jovens músicos e o tratamento de património musical histórico.
No âmbito da ação do Serviço Internacional, promoveu a língua, a história, a arte e a literatura portuguesas no estrangeiro, nomeadamente em universidades, bem como o restauro, recuperação e estudo do património edificado de origem portuguesa em todo o mundo, incluindo fortalezas, igrejas, bibliotecas, palácios, museus, arquivos, pinturas murais e livros antigos.
Especialista em estudos pessoanos, assinou cerca de quatro dezenas de artigos e/ou livros de ensaio ou de anotação crítica em publicações sobre o autor. No mesmo âmbito, foi comissário-geral de exposições e conferencista em congressos internacionais. Outros temas da cultura e literatura portuguesas mereceram também a sua reflexão escrita.
Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Honorary Fellow do King’s College London, recebeu numerosas condecorações estrangeiras e foi, membro honorário, sócio honorário, colaborador, membro correspondente ou orador oficial de várias instituições, associações, sociedades e academias.