Destaques do primeiro ano da Aliança para Artes Participativas

Com a publicação do primeiro Relatório Anual da Aliança para Artes Participativas, a Fundação celebra o impacto da filantropia colaborativa
01 abr 2026

A Aliança para as Artes Participativas (Alliance for Socially Engaged Arts) reúne fundações filantrópicas europeias, mobilizando recursos para promover, em conjunto, o impacto social das artes. Lançada em 2025 como uma parceria entre a Fundação Calouste Gulbenkian e outras 10 fundações europeias, a Aliança conta atualmente com 13 fundações participantes e tem já em curso vários projetos relevantes de financiamento, capacitação e investigação. 

O primeiro relatório anual da Aliança destaca o impacto do alinhamento do financiamento filantrópico e do trabalho internacional de advocacy em torno de questões pan-europeias. O trabalho da Aliança também foi reconhecido pelo Museum for the United Nations como uma das 10 principais iniciativas “Cultura pelo Impacto” de 2025. 

O primeiro grande projeto da Aliança – um programa de Fellowship para líderes de organizações de artes participativas – atribuiu €975.000 em subsídios e suscitou um forte interesse do setor, com 836 candidaturas elegíveis provenientes de 39 países. Foram selecionados 15 líderes visionários para aprofundar o seu trabalho sobre questões sociais como o acolhimento de migrantes, o combate à exclusão, a regeneração urbana e a participação comunitária. A Aliança está a apoiar estes fellows a ampliar o seu impacto através de apoio para desenvolvimento de lideranças, comunicação e capacitação organizacional, bem como através da partilha de conhecimento entre países e setores.  No próximo mês será publicada uma série de “«Histórias de Impacto”» que ilustram o trabalho dos fellows

Sobre a sua experiência, Samra Said, fellow da Aliança e co-diretora da Arts & Homelessness International, afirma: “O programa deu-me tempo dedicado para pensar, refletir, aprender e criar ligações com um grupo que compreende verdadeiramente os desafios do nosso setor, num contexto de workshops facilitados e aprendizagem em ação… Num momento de escassez de financiamento, este apoio estrutural para reforçar a nossa capacidade e cuidar das nossas equipas foi inestimável.” 

O trabalho conjunto de advocacy da Aliança visa reforçar a visibilidade do setor e incentivar maior investimento público. Entre as principais ações contam-se a colaboração numa campanha focada no desenvolvimento da estratégia de financiamento e políticas culturais de 2028-2034 da Comissão Europeia, bem como um projeto de investigação à escala europeia para mapear o ecossistema de artes participativas. Os resultados serão divulgados ainda este ano e transformados em ferramentas para ajudar o setor a crescer, ganhar maior visibilidade e influenciar políticas públicas . 

Refletindo sobre o papel da Aliança, Luís Jerónimo, Responsável do Conselho da Aliança e Diretor de Sustentabilidade e Equidade da Fundação, afirmou no prefácio do relatório: “Em tempos como os que vivemos, as artes demonstram o seu enorme potencial cívico. Criam espaços de conexão, diálogo, conciliação e imaginação coletiva. Ajudam as comunidades a navegar a complexidade e a abrir caminhos para a mudança. Recordam-nos a nossa humanidade comum. Estes princípios estão no centro das artes participativas e nortearam a criação da Aliança.” 

Leia o prefácio completo e mais informações sobre a Aliança no relatório anual de 2025. 

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