Bolsas de investigação jornalística

A Fundação Gulbenkian vai atribuir, pela primeira vez, bolsas destinadas a apoiar os jornalistas profissionais que queiram investigar um tema relacionado com Portugal e com os portugueses. O prazo de candidaturas termina a 31 de agosto e o concurso está já a decorrer para todos os que se quiserem candidatar em: gulbenkian.pt/Bolsas e Apoios.

Destinadas a jornalistas com carteira profissional portuguesa válida, de órgãos de comunicação social nacionais e regionais, as novas Bolsas de Investigação Jornalística poderão ser entregues a trabalhos de investigação em qualquer área (política, economia, questões sociais, culturais ou históricas, etc.), desde que diretamente relacionadas com Portugal e com os portugueses.

Uma vez que, nas palavras de Pedro Norton, administrador da Fundação, “é pelo grande jornalismo que passa a democracia”, esta iniciativa surge como forma de promover a investigação jornalística e contribuir para uma sociedade mais informada e, por isso, mais democrática. Numa altura em que a informação parece ser tão acessível quanto duvidosa, “Democracia e Jornalismo” foi o tema debatido por Francisco Pinto Balsemão e Paulo Portas durante a cerimónia de apresentação das Bolsas, no dia 17 de maio, em que se refletiu sobre os novos desafios do jornalismo nas sociedades democráticas ou o papel das redes sociais na (des)informação. Também os jornalistas Cristina Ferreira (Público), Miguel Carvalho (Visão) e Pedro Coelho (SIC) contribuíram para este debate, trazendo para cima da mesa as dificuldades e ameaças ao jornalismo de investigação de qualidade.

As candidaturas às Bolsas de 2018 abrem a 4 de junho e encerram a 31 de agosto. O montante global a atribuir, este ano, será de 150 mil euros, a distribuir por um máximo de 10 Bolsas. A seleção dos candidatos será feita por um júri – António Granado, Cândida Pinto, João Garcia, José Pedro Castanheira e Maria Flor Pedroso –, com base na adequação do CV de cada candidato, a relevância jornalística e exequibilidade do projeto e a possibilidade de divulgação num órgão de comunicação social (seja em suporte escrito, audiovisual ou digital).

Desde a sua criação, a Fundação Gulbenkian tem vindo a apoiar projetos em várias áreas de investigação, tendo atribuído, desde 1956, mais de 80 mil bolsas. Dada a sua vocação primordial, e dado que “pela sua independência, as fundações podem desempenhar um papel instrumental para assegurar uma informação plural, independente e rigorosa”, Isabel Mota considera que “o fortalecimento de uma comunicação social livre e independente, bem como de uma democracia participativa e informada”, são “seguramente domínios prioritários” para a Fundação Calouste Gulbenkian.

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