31 Outubro 2019 Museu Calouste Gulbenkian

Art on Display. Formas de expor 1949-69

Assinalando os 50 anos do Museu Gulbenkian, esta exposição revisita o seu desenho original a par das mais radicais soluções expositivas dos anos 50 e 60 de nomes como Franco Albini e Franca Helg, Carlo Scarpa, Lina Bo Bardi, Aldo van Eyck e Alison e Peter Smithson.

Franco Albini e Franca Helg, Palazzo Bianco, Génova, 1949-1951.
Franco Albini e Franca Helg, Palazzo Bianco, Génova, 1949-1951.Fotografia de A. Villani & Figli. Fondazione Franco Albini, 29/24 © Fondazione Franco Albini. D.R.

Quando abriu as suas portas, em 1969, o Museu Calouste Gulbenkian era já considerado um museu clássico. Planeado uma década antes, adotou um projeto de design que teve em Franco Albini (1905-1977) um dos principais mentores, refletindo as boas práticas dos anos 50.

O projeto original do Museu Calouste Gulbenkian é confrontado, nesta exposição, com as mais emblemáticas soluções expositivas adotadas em Itália, Reino Unido, Países Baixos e Brasil, nas duas décadas anteriores. A dupla de curadores, Penelope Curtis e Dirk van den Heuvel, identificou sete  “estudos de caso”, que correspondem a exposições permanentes de museus ou a exposições temporárias que ficaram na história da “arte de expor”. São eles: a Primeira e Segunda Exposição Internacional de Arte Experimental (Cobra), Stedelijk Museum, Amesterdão (1949), de Aldo van Eyck; os Palazzi Bianco e Rosso, Génova (1951–62), da dupla Albini-Helg; o Palais des Beaux-Arts, Liège (1951), de Aldo van Eyck; o Museu Correr, Veneza (1957–60), de Carlo Scarpa; a exposição Pintura e Escultura de uma Década 54-64, Tate Gallery, Londres (1964), de Alison e Peter Smithson; Sonsbeek ’66, Quinta Exposição Internacional de Escultura, Arnhem (1966), de Aldo van Eyck; e o Museu de Arte de São Paulo (1968), de Lina Bo Bardi.

Com base nos projetos originais, foram reconstruídas réplicas, em tamanho real, de aspetos destes “estudos de caso”, de modo a evocar o vocabulário expositivo de cada um deles. Estarão expostas cerca de oito dezenas de peças do Museu Gulbenkian, habitualmente nas reservas, que encontram equivalência nas obras que foram apresentadas originalmente em cada um destes projetos.

Esta exposição dará também a ver as diversas propostas pensadas para o Museu Gulbenkian, de modo a que o visitante possa estabelecer comparações entre os desenhos originais e as soluções concretizadas. Serão também mostrados maquetes e documentos dos Arquivos da Fundação Gulbenkian de outras propostas para o Museu que foram a concurso, com as respetivas soluções de design.

Fora do contexto original do Museu Gulbenkian, a exposição será apresentada no Het Nieuwe Instituut, em Roterdão, em abril de 2020,  aproximando-se, neste sentido, do objetivo desta exposição: permitir ao espectador refletir sobre a forma como a linguagem expositiva se posiciona entre a obra de arte e o observador e sobre o efeito que esta provoca na sua experiência estética. 

 

Art on Display. Formas de expor 1949-69
Projeto associado da Trienal de Arquitetura de Lisboa

Curadoria: Penelope Curtis e Dirk van den Heuvel

Edifício Sede – Galeria Principal
08 nov 2019-02 mar 2020 / 10:00-18:00
Encerra à terça-feira

Saiba mais Atualização em 31 Outubro 2019