Aimée Zito Lema. 13 Shots

Aimée Zito Lema (Amesterdão, 1982) trabalha sobre a memória individual e coletiva, em particular sobre o registo e a transmissão de acontecimentos de geração para geração.

A sua exposição no Espaço Projeto da Coleção Moderna intitula-se 13 Shots e reúne trabalhos resultantes de uma colaboração da artista com o Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa, que ocorreu na Sala Polivalente do Museu Calouste Gulbenkian. A partir de exercícios performativos realizados pela artista e pelo grupo – a transmissão intergeracional do 25 de Abril e o arquivo fotográfico do serviço ACARTE –, questiona-se o modo como a memória se transmite por via de histórias, imagens, lacunas e silêncios que se reproduzem, preenchem e reimaginam coletivamente.

Mais do que uma busca pela decifração do passado ou uma resolução do presente, o objetivo do trabalho de Aimée Zito Lema é tornar visível a complexidade dos processos de transmissão da memória, que se materializam em diversos suportes, imagens, camadas e gestos, ora de conflito, ora de convivialidade.

O projeto aqui apresentado resulta de um período de residência da artista em Lisboa, na Rua das Gaivotas 6, e constitui um dos oito capítulos da exposição criada no âmbito do 4Cs: From Conflict to Conviviality through Creativity and Culture, um projeto europeu de cooperação coordenado pela Universidade Católica e cofinanciado pelo programa Europa Criativa, da União Europeia.

Cada capítulo conta a sua própria história pela voz de cada instituição parceira: Universidade Católica Portuguesa, Tensta Konsthall, SAVVY Contemporary, Royal College of Art, Fundació Antoni Tàpies, Vilnius Academy of Arts, Museet for Samtidskunst e ENSAD.

No dia 29 de junho, às 18h, as curadoras Luísa Santos, Ana Cachola e Daniela Agostinho conversam com a artista sobre este projeto.