Jardim de Verão

24 jun – 10 jul

O Jardim Gulbenkian vai ser palco de mais de 30 concertos e DJ Sets gratuitos e de um ciclo de cinema ao ar livre.

Após um ano de pausa forçada pela pandemia, o Jardim de Verão está de regresso, com uma programação marcadamente transdisciplinar e eclética, onde se vão explorar vários caminhos de expressão artística contemporânea que passam pela dança, performance, música, poesia e cinema.

Ao longo de três fins-de-semana, três palcos instalados no Jardim Gulbenkian vão acolher mais de 30 concertos e DJ Sets com entrada livre, num ciclo com a curadoria de Lisboa Criola, por Dino D’Santiago, e uma mostra de cinemaCinemas e Independência ao ar livre. Um programa que acompanha a exposição Europa Oxalá e vem propor o aprofundamento da reflexão sobre heranças, memórias e identidade que as obras dos 21 artistas, nascidos e criados em contexto pós-colonial, suscitam na exposição.

Nos fins-de-semana do Jardim de Verão, a exposição Europa Oxalá tem entrada gratuita! Aproveite o horário alargado durante o festival, sextas e sábados até às 21:00.

 

Concertos e DJ sets

Nossos Corpos também são Pátria!

No âmbito da exposição Europa Oxalá, o Jardim Gulbenkian recebe este verão uma mostra da Cultura Afro-Europeia onde a música terá um papel fundamental nesta narrativa que combate a ausência de Corpos Negros nos lugares de fala.

Sons que trazem as memórias rítmicas de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, da República Centro-Africana e da Gâmbia, casam com a eletrónica global, saem dos Bairros Sociais e cercam a capital portuguesa. Sonoridades que viajam do Tradicional ao Vanguardismo e transformam Lisboa numa das capitais mais crioulas da Europa.

Desta vez, a entrada será pela porta da frente e, como canto na canção Mundu Nôbu, “En ben di longi, ma en ka strangeru nao!” (“Eu vim de longe, mas não sou estrangeiro!”)

Por Dino D’Santiago – Lisboa Criola

Ciclo de Cinema

Cinemas e Independência

Qual é a herança, o alcance e o significado das independências africanas – por vezes adquiridas após lutas particularmente violentas e difíceis – para os descendentes de africanos, filhos de impérios desfeitos que vivem na Europa ou em África e mantêm relações com os dois continentes?

Mesmo quando surgem indiretamente, as convulsões das guerras pela independência africana alimentam as obras de artistas nascidos várias décadas depois. Os sonhos de emancipação (da unidade africana e dos “condenados da terra” do Terceiro Mundo insurgente, levados por Frantz Fanon) e a epopeia das lutas anticoloniais foram, por vezes, manchados pela amargura, geraram desilusões e deceções; se bem que o sopro de independência ou de revoluções incompletas, inacabadas, seja periodicamente reativado num mundo globalizado cada vez mais contestado por grandes movimentos populares.

Os artistas apresentados neste ciclo não procuram celebrar a melancolia de um país simultaneamente próximo e distante, um pouco idealizado; apoderam-se de uma memória familiar plural e contrastante. Deslocam as fronteiras entre o aqui e o ali, multiplicam e trabalham as noções de independência, de filiação e de filiações, de exílios e de movimentos. Numa época de recuos e muros de todo o tipo, das barreiras físicas e mentais que erguemos, na Europa e noutros lugares, estas obras questionam e deslocam certezas e vêm relembrar que a independência - que doravante permite a dupla pertença - é também uma forma de olhar o mundo, de o habitar e de o encarnar de modo diverso.

Agradecimentos: a todos os cineastas e artistas, a Katia Kamelia, Augusta Conchiglia, Billy Woodberry.

 

Eventos Passados

  • 03 jul 2022 / 18:30

NBC

A programação está sujeita a alterações de última hora.


Coprodução

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