FCG Secção: Atividades Educativas

10×10

Este projeto piloto teve início no ano letivo de 2012/13 e encontra-se agora na sua 5ª edição. 

Um projeto que fomenta a colaboração entre artistas e professores de diversas disciplinas do ensino secundário, com o objetivo de desenvolver estratégias de aprendizagem eficazes na captação de atenção, motivação e envolvimento dos alunos em sala de aula. No dia 28 de janeiro de 2017, das 10:00 às 18:00, no auditório 2 da sede da Fundação, os artistas, professores e alunos partilharam estas experiências, num formato de aulas públicas abertas a toda a comunidade escolar e não só. Neste mesmo dia, foi lançado o livro sobre as últimas edições do projeto.
Estas aulas também serão apresentadas, no dia 11 de fevereiro de 2017, em Loulé, no Hotel Tivoli Marinotel e no dia 25 de fevereiro, no Porto, no Mosteiro São Bento da Vitória (TNSJ), das 10:00 às 18:00. 

 

Enquadramento

É pertinente e necessário refletir e partilhar dificuldades e práticas de sucesso que envolvam os alunos na grande aventura que é Aprender.

O que fazer para tornar a matéria curricular motivadora para o aluno, relacionando-a com o universo das suas experiências e interrogações? Será que podemos desenvolver novas abordagens ao ensino/aprendizagem? Como passar do ensino sequencial e transmissivo para a aventura de ensinar aprendendo e aprender participando? O 10×10 procura soluções para estas perguntas envolvendo professores, artistas e alunos numa colaboração dinâmica e estreita.

 

Modelo 

Três momentos fundamentais caracterizam o desenvolvimento do projeto. O primeiro assume a forma de uma residência artística de seis dias, onde os artistas e os professores desenvolvem interações e cumplicidades na reflexão, na partilha de saberes e de experiências em ambiente informal. O segundo realiza-se nas escolas durante o primeiro período do ano letivo. Consiste na conceção de um projeto pedagógico singular, por um conjunto de professores/artistas, que testa e aplica em sala de aula e no contexto da disciplina, algumas das micropedagogias que o projeto tem vindo a desenvolver, lançadas e exploradas nas residências. Os alunos são chamados a participar ativamente durante o processo e a contribuir com as suas experiências, dúvidas e sugestões. Finalmente, para concretizar o terceiro momento, artistas, professores e respetivos alunos, idealizam uma forma de partilhar a sua experiência com a comunidade educativa – professores, artistas, educadores, investigadores, encarregados de educação – através de uma “aula pública”.

 

Impactos 

Criação de um conjunto de estratégias e atividades a que os participantes deram o nome de “micropedagogias” – rituais, exercícios, tarefas, técnicas e ferramentas – e que se revelaram eficazes para a criação de um sentido de grupo, para fomentar a relação professor/aluno e para despertar a motivação, o interesse e a curiosidade pelas matérias curriculares tornando a sua aprendizagem significativa.

Na perspetiva dos alunos:
– Aumento da motivação e do interesse pela aprendizagem
– Estratégias inovadoras e úteis para a compreensão da matéria
– Maior coesão e colaboração entre os diferentes elementos da turma
– Estímulo ao trabalho de grupo e à pesquisa individual

Na perspetiva dos artistas:

– Maior rigor e exigência no trabalho criativo
– Melhor entendimento do contexto escolar e do papel do professor
– Importância da relação entre as práticas artísticas e as de ensino/aprendizagem

Na perspetiva dos professores:
– Vontade de arriscar e experimentar a mudança
– Vantagem do olhar externo do artista no contexto da Escola e da sala de aula
– Relevância da escuta e partilha das diferentes perspetivas e saberes
– Cumplicidade do artista no apoio à experimentação de novas abordagens para a aprendizagem
– Potencialidades da articulação entre as práticas artísticas e as matérias curriculares
– Importância da diversificação e organização dos espaços de aula na criação da motivação dos alunos
– Mudança efetiva no comportamento dos alunos, no seu interesse e envolvimento na aprendizagem
– Diálogo construtivo entre artista e professor
– Consciencialização da função criativa e das estratégias artísticas e de como funciona


Nesta 5ª edição de 2016/17

Perfil dos participantes
– 6 artistas no ativo, de várias idades e expressões artísticas: artes visuais, dança, música, teatro, cinema e contador de histórias
– 8 professores do ensino secundário também de várias idades e disciplinas: português, inglês, biologia, educação física e história
– 4 escolas
– 3 mediadores

Os 8 professores
– Ana Bela Conceição, área de Português
– Dárida Fraga de Castro, área de Educação física
– Helena Moita de Deus, área de Biologia
– Maria Cristina Fernandes, área de Inglês
– Maria do Céu Claro, área de Biologia
– Nuno Resende, área de Educação física
– Paula Cristina da Silva Santos, área de História
– Susana Rosa Marques de Jesus, área de Inglês

Os 6 artistas
– Aldara Bizarro, área da Dança
– António Pedro, área da Música e Cinema
– Carla Dias, área do Teatro
– Miguel Cheta, área das Artes visuais
– Miguel Horta, área das Artes visuais e contador de histórias
– Rosário Costa, área do Teatro

Os mediadores
– Dina Mendonça, filósofa
– Judith Silva Pereira, avaliadora e consultora acreditada pelo Conselho Científico da Formação Contínua, no Centro de Formação António Sérgio
– Susana Gomes da Silva, educadora e curadora educativa, coordenadora do setor educativo do Museu Calouste Gulbenkian (Coleções do Fundador e Moderna)

As escolas
– Agrupamento de escolas Dr.ª Laura Ayres, Loulé
– Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro, Oeiras
– Escola Seomara Costa Primo, Amadora
– Escola Secundária do Cerco, Porto

As parcerias

– Artemrede
– Câmara Municipal de Abrantes
– Câmara Municipal de Loulé (Departamento de Desenvolvimento Humano e Coesão)
– Câmara Municipal de Oeiras
– Centro de Formação de Escolas António Sérgio
– OFICINA – Guimarães
– TNSJ Porto

 

Documento das Micropedagogias (PDF 2MB)

 

Relatório de avaliação da Residência (PDF 1MB)