Conservação da natureza e proteção da biodiversidade

Apoio a organizações ambientais portuguesas focadas na conservação e restauro da biodiversidade.

Tendo em vista o reforço da preservação e recuperação da biodiversidade e dos ecossistemas em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian apoia Organizações Não-Governamentais de Ambiente ou equiparadas, através de financiamento de base.

Esta forma de apoio, por oposição ao financiamento de projetos, pretende fortalecer a capacidade de atuação destas organizações, aumentar o impacto das suas ações de conservação da natureza e permitir que desenvolvam a sua atividade de forma continuada, sustentável e mais flexível.

Conheça as oito organizações ambientais que estarão a ser apoiadas entre 2025 e 2026:

TAGIS – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal

O Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal foi estabelecido em 2004, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, com o objetivo de contribuir para a conservação das espécies e habitats desta parcela da biodiversidade do país.

A associação aposta num grupo singular da biodiversidade no panorama nacional, desenvolvendo estudos de inventariação, monitorização e de impacto ambiental, bem como atividades que contribuem para o aumento do conhecimento científico sobre as borboletas e os seus habitats em Portugal.

O Tagis reúne especialistas não só na diversidade de borboletas, mas também de outros grupos de insetos, como libélulas, gafanhotos, moscas ou abelhas.

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Associação Vita Nativa – Conservação do Ambiente

A Associação Vita Nativa – Conservação do Ambiente foi fundada em 2018, no Algarve, para fazer face à perda de biodiversidade, à degradação dos ecossistemas e à escassa sensibilização da sociedade para os desafios ambientais na região. Atua na preservação do património natural a nível nacional, com presença consolidada na Ria Formosa, no Algarve, na Área Metropolitana de Lisboa e, mais recentemente, na foz do rio Ave, em Vila do Conde.

As suas atividades abrangem ações de monitorização e estudo de espécies e habitats, remoção de espécies invasoras, criação e restauro de habitats, promoção de soluções baseadas na natureza e construção de uma cidadania ambiental ativa.

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ALMARGEM – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve

A Almargem foi fundada em 1988, a partir de antigos núcleos de ambiente da Escola Secundária e da Casa da Cultura de Loulé, quando iniciativas coletivas de defesa ambiental eram praticamente inexistentes no Algarve. Numa região dominada por um modelo de crescimento económico e urbanístico, a Almargem procurou representar os interesses da preservação da natureza e do ambiente, dedicando-se à defesa e promoção do património natural, histórico e cultural do Algarve, através do estudo, divulgação e valorização desses valores, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região.

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Associação Rewilding Iberia PT

A Rewilding Portugal foi estabelecida em 2019, na Guarda, para promover a conservação da natureza através de medidas de rewilding (renaturalização). Ambiciona, a longo prazo, que Portugal se torne mais selvagem, com ecossistemas coerentes e vida selvagem abundante, onde processos naturais e cadeias tróficas completas desempenham papéis fundamentais na regeneração da paisagem.

A organização trabalha atualmente nas áreas do Ribacôa e Beira Alta, no norte de Portugal, uma região onde as elevadas taxas de abandono rural criaram oportunidades para trazer a natureza de volta. Promove a recuperação de habitats e de espécies emblemáticas, investindo no restauro de corredores ecológicos que facilitam a movimentação de animais e a regeneração dos ecossistemas.

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Liga para a Protecção da Natureza

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) é a organização ambiental mais antiga da Península Ibérica. Foi fundada em 1948 e afirmou-se como uma voz independente na defesa da natureza numa época em que as questões ambientais não estavam na agenda política. Esteve envolvida na criação da primeira área protegida do país, o Parque Nacional da Peneda-Gerês (1971) e na criação de várias outras áreas protegidas ao longo da sua história, fazendo ainda trabalho de sensibilização da sociedade para a importância da preservação ambiental.

De âmbito nacional, a LPN desenvolve atividades em todo o território, dedicando-se ao combate à degradação contínua dos habitats naturais e à perda de biodiversidade em Portugal, através de projetos nas áreas da conservação de espécies ameaçadas, água, floresta, agricultura e oceano, alertando para as ameaças existentes e contribuindo para a formulação de estratégias de conservação e gestão adequadas.

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Faia Brava – Associação de Conservação da Natureza

A Faia Brava, sediada em Figueira de Castelo Rodrigo, foi fundada em 2000 num contexto de fortes pressões sobre o ambiente na região de Ribacoa (envenenamento de predadores, fogo posto, construção da barragem do Côa), com o objetivo de criar mais espaços para a natureza, através da compra de propriedades localizadas nos vales dos rios Águeda, Côa e Douro.

A sua atividade está orientada para a conservação da biodiversidade e para o restauro de habitats. Foi responsável pela criação da primeira Área Protegida Privada em Portugal, em 2010, da qual é hoje proprietária e gestora.

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MONTIS - Associação para a Gestão e Conservação da Natureza

A MONTIS foi fundada em 2014, em Vouzela, com o objetivo de gerir territórios com relevância para a conservação dos valores naturais. Visa contribuir para a conservação da natureza e o desenvolvimento rural, através da compra de terrenos para a proteção da natureza e divulgação ambiental.

Focou-se inicialmente nas serras envolventes do Vouga e Paiva (Freita, Arada, Caramulo), atuando sobre populações de lobo ameaçadas, rios de montanha, abandono agrícola associado a recuperação da vegetação e paisagem de grande qualidade (contribuiu para a criação do Parque Natural Local Vouga-Caramulo).

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MILVOZ - Associação de Protecção e Conservação da Natureza

Nascida em 2019, em Coimbra, a Milvoz é uma associação que procura dar voz ativa à cidadania em prol da preservação dos ecossistemas nativos. A sua principal missão consiste na criação de uma rede de Bio-Reservas, com o objetivo de colmatar a ausência de mecanismos de proteção efetiva para áreas de pequena dimensão com elevado valor de conservação.

A Milvoz tem investido na regeneração de habitats degradados, com ênfase na recuperação de áreas florestais e galerias ripícolas, bem como na conservação de espécies ameaçadas. As Bio-Reservas funcionam como refúgios de biodiversidade e laboratórios vivos para a academia, onde são promovidas ações de monitorização contínua da fauna e flora, estudos de ecologia aplicada e recuperação ecológica.

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Atualização em 30 julho 2025

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