A Noite das Ideias 2022

(Re)construir em conjunto uma Europa mais justa e mais unida

Uma noite para refletir e debater, com artistas, cientistas, filósofos, urbanistas ou juristas, portuguesas e estrangeiros, como (re) construir, em conjunto, uma Europa mais justa e mais unida.

Slider de Eventos

A Noite deste ano, dedicada ao tema (Re)construir em conjunto: para uma Europa mais justa e mais unida, traz à Fundação Gulbenkian um conjunto de nomes, portugueses e franceses, reconhecidos nas mais variadas áreas de atuação, com o intuito de promover o diálogo à volta de um tema que será abordado, simultaneamente, em duas centenas de cidades à volta do planeta.

Além da conferência inaugural, com Carlos Moedas, e do concerto de abertura, a cargo da Orquestra Gulbenkian, poderá assistir a inúmeros diálogos e conversas sobre as mais variadas derivações do tema, da ciência à luta contra a discriminação, da mobilidade à manipulação de massas, das artes aos desafios da Justiça e do Estado de Direito, entre muitos outros.


TRANSMISSÃO


ORADORES

Licenciado em Filosofia e doutorado em Estudos Culturais, a sua atividade profissional assenta na programação e investigação cultural. Foi diretor artístico da Culturgest (1993-2004), diretor de programas na Fundação Calouste Gulbenkian (2004-2015) entre os quais se destaca o programa Gulbenkian Próximo Futuro, dedicado às artes e culturas do sul global. Comissário responsável por várias exposições internacionais, foi também comissário geral da "Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura em 2017". Os seus principais interesses de investigação desenvolvem-se na área da arte contemporânea, especificamente africanas e sul-americanas. Colaborou em inúmeras publicações internacionais.

Atualmente é investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, na equipa do projeto ERC "MEMORIES – Sons of the Empire and European Post-Memories" e é programador internacional. As suas publicações mais recentes são África, os quatro rios (2015), Miscelânea (2015), Peut-on Décoloniser les musées? (2019), Nouveau Monde, art contenporain à l’époque de las post-mémoire (2021). Enquanto programador, a sua última exposição como curador principal é Europa Oxalá (2021-22, Mucem / Fondation Gulbenkian / MRAC, AfricaMuseum).

Historiadora de arte, professora da Universidade Técnica de Berlim e do Collège de France.

Antiga aluna da École Normale Supérieure (Fontenay/Saint-Cloud), é, desde 2009, professora de História de Arte na Universidade Técnica de Berlim, onde é titular da cátedra “A História de Arte como história cultural”. Membro da Academia de Ciências de Berlim obteve, em 2016, o Prémio Gottfried Wilhelm Leibniz de la Deutsche Forschungsgemeinschaft.

Autora de várias obras publicou, entre outras, Patrimoine annexé. Les biens culturels saisis par la France en Allemagne autour de 1800 (Ed. Maison des Sciences de l’Homme, 2003), Nofretete. Eine deutsch-französische Affäre ou, com Felwine Sarr, Restituer le patrimoine africain (Ed. Le Seuil/Philippe Rey, 2018).

Nasceu em Beja em 1970, tendo-se licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico em 1993. O último ano do seu percurso universitário foi feito na École Nationale des Ponts et Chaussées de Paris (1993). Em 1998 ingressou na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, onde obteve um Master in Business Administration foi para os Estados Unidos da América (1998-2000).

Começou a sua carreira no grupo Suez Lyonnaise des Eaux, em França, onde viveu 5 anos. Trabalhou vários anos na City, nomeadamente no banco de investimento Goldman Sachs. 

Em 2004 regressa a Portugal para chefiar a Aguirre Newman, empresa onde foi também membro da Comissão Executiva do Grupo, em Espanha. Em 2008 criou a sua própria empresa de gestão de investimentos. 

Integrou a equipa do PSD que negociou o Orçamento do Estado de 2011 e foi um dos representantes do partido nos encontros com a delegação da União Europeia e do FMI, no âmbito do programa de ajustamento económico e financeiro. 

Eleito deputado pelo círculo de Beja em 2011, tornou-se Secretário de Estado-Adjunto do Primeiro-Ministro do XIX Governo Constitucional, com a coordenação do Programa de Ajustamento. Em 2014, foi nomeado membro da Comissão Europeia, tornando-se o Comissário responsável pela Investigação, Inovação e Ciência.

Foi, entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021, Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian. É também Vice-Presidente do Instituto Jacques Delors em Paris.

Eleito o mais jovem membro da Academia de Engenharia de Portugal, é também membro honorário da Academia de Ciência Africana. Em 2016, recebeu um Doutoramento Honoris Causa em Direito pela Universidade de Cork, na Irlanda, e em 2018 o Doutoramento Honoris Causa da ESCP Europe (École Supérieure de Commerce de Paris).

É, desde setembro de 2021, foi eleito Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Arquiteta, urbanista, professora na Université Libre de Bruxelles.

Doutorada em arquitetura e urbanismo pela Universidade Livre de Bruxelas (2020) com uma tese sobre a tensão entre imaginários de velocidade e de lentidão na evolução das infraestruturas de mobilidade, trabalha atualmente no projeto de investigação FNRS (Fonds de la Recherche Scientifique) “Género e estética da bicicleta” (2021), no Laboratório Sasha da ULB, com une bolsa europeia Universidade Gustave Eiffel (MSCA-IF SENCyclo).

O seu projeto debruça-se sobre uma compreensão alargada dos equipamentos, práticas e infraestruturas de mobilidade, nomeadamente da bicicleta, em relação ao género, a estética e a funcionalidade.

Professor de Historia – IEP Paris (autor de Propagande, la manipulation de masse dans le monde contemporain).

David Colon é professor e investigador na Sciences Po, onde leciona História da Comunicação.

É o autor de Propagande (Flammarion, «Champs Histoire», 2021) e de Maîtres de la manipulation. Un siècle de persuasion de masse (Tallandier, septembre 2021).

Recebeu o prémio Akropolis em 2019 et o prémio prix Jacques Ellul em 2020.

Nasceu em Castelo Branco a 8 de fevereiro de 1942.

Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico (1966), Master of Science pelo Imperial College da Universidade de Londres (1970), Especialista do Laboratório Nacional e Engenharia Civil e Doutorado pelo Instituto Superior Técnico em (1973).

Foi Diretor-Geral do Ensino Superior de 1976 a 1980. Entre 1980 e 1985 foi coordenador dos projetos na área da Educação no Banco Mundial.

Foi Assessor na Fundação Calouste Gulbenkian (1985-1990), Consultor do Banco Mundial (1981-1989), Diretor do Serviço de Cooperação com os Novos Estados Africanos da Fundação Calouste Gulbenkian (1990-1995), tendo assumido, entre 1992 e 1995, o cargo de Presidente do Conselho Nacional de Educação.

Ocupou o cargo de Ministro da Educação no XIII Governo Constitucional, de 28 de Outubro de 1995 a 25 de Outubro de 1999.

Foi Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian (2000-2015) e Presidente do Conselho Geral da Universidade de Aveiro (2015-2021).

É membro do Conselho de Curadores da Fundação Francisco Manuel dos Santos desde 2016.

É autor de diversos livros e publicações nos domínios da Engenharia, da cooperação, da Educação e do Desporto.

Foi agraciado com as condecorações da Ordem da Instrução Pública, da Ordem de Mérito e da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Professora catedrática no Departamento de Ciência dos Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa, Fellow da Academia Portuguesa de Engenharia desde 2009 e foi condecorada com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, o Navegador, pelo Presidente da República em 2010, devido às suas conquistas científicas em todo o mundo. Em 2015 foi nomeada pelo Presidente da República Portuguesa, Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas.

Foi também membro do Conselho Nacional Científico e Tecnológico de Portugal entre 2012 e 2015 e membro do conselho consultivo da DG CONNECT (2014-2015).

É Vice-Reitora da NOVA, diretora do Instituto de Nanomateriais, Nanofabricação e Nanomodelagem e do CENIMAT, membro do Conselho de Administração da Fundação Luso-Americana (Portugal/EUA, 2013-2020) e Coordenadora do Conselho Científico das Ciências Exatas e Engenharia da FCT-MCTES.

Foi pioneira na investigação europeia sobre eletrónica transparente, nomeadamente transístores de filme finos baseados em semicondutores de óxidos, demonstrando que os materiais óxidos podem ser usados como verdadeiros semicondutores. Em 2008, na 1ª edição das bolsas ERC, ganhou uma Advanced Grant com o projeto “Invisible”, considerado uma história de sucesso. No mesmo ano demonstrou, com os seus colegas, a possibilidade de fazer o primeiro transístor de papel, iniciando um novo campo na área de eletrónica de papel.

Com mais de 500 publicações científicas, Elvira Fortunato recebeu, nos últimos 10 anos, mais de 18 prémios e distinções internacionais pelo seu trabalho, entre as quais o Prémio Horizon Impact Award 2020 atribuído pela Comissão Europeia, a Medalha Blaise Pascal da Academia Europeia de Ciências (2016), o Prémio Europeu de Inovação da Mulher (Finlândia 2011) e IDTechEx USA 2009.

Desde novembro de 2016, integra o Grupo de Alto Nível para o Mecanismo de Aconselhamento Científico da Comissão Europeia.

Sociólogo, antropólogo, estudioso das migrações internacionais, dinâmicas demográficas e discriminações, da ideia europeia a partir da pluralidade das línguas.

Antigo aluno da École Normale Supérieure, agregado em Filosofia e doutorado em Antropologia, ocupa, desde 2018, a cátedra Migrações e sociedades do Collège de France. Foi etnólogo em Espanha e na Bolívia (1976-1980), antes de dirigir a divisão de Censos demográficos do Institut national de la statistique et des études économiques (1993-1998) e do Institut national d’études démographiques (1999-2009). En 2017, vence um concurso de Investissements d’avenir com um projeto que reuniu 620 investigadores. Preside, desde 2020, ao Conselho de Orientação do Museu Nacional da História da Imigração.

Autor, entre outras obras, de Avec l’immigration : mesurer, débattre, agir (La Découverte, 2017), Migrations et sociétés (Fayard, 2018), Lettre aux professeurs sur la liberté d’expression (La Découverte, 2021), Parlons immigration en 30 questions (3ª edição, La Documentation française, 2021).

Filósofo, historiador da filosofia, diretor de estudos da EHESS.

Filósofo e filólogo, especialista em hermenêutica e história das tradições académicas, nasceu em Berlim em 1935.

Depois de lecionar Filosofia na Sorbonne e na Universidade de Paris IV ingressou, em 1978, na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS), onde dirige um programa de ensino e investigação sobre a epistemologia das ciências humanas.

Entre 1991 e 2000, também presidiu ao Institut Protestant de Recherches Interdisciplinaires de Heidelberg (FEST). Em 1986, fundou la coleção «Passages», nas Editions du Cerf, que dirigiu até 2007.

Publicou inúmeras obras, as últimas da quais: Les avatars du vide. Démocrite et les fondements de l’atomisme (Paris, Hermann, 2010), Penser entre les langues (Paris, Albin Michel, 2012). Aguarda-se a publicação de A paraître : L’ultime atome. De Démocrite au boson de Higgs.

Matemático, antigo Presidente do ERC (2014-2019).

Matemático, fez carreira no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), lecionando, em paralelo, na l’École polytechnique (1986-2012). Diretor do Institut des Hautes Études Scientifiques (1994-2013), é um especialista de geometria diferencial, com particular interesse pelas questões geométricas na interface da física teórica.

Foi Presidente da Société Mathématique de France (1990-1992) e da Société Mathématique Européenne (1995-1998). Foi um dos fundadores, em 1997, da organização EuroScience e membro dos comités de pilotagem dos EuroScience Open Forum (ESOF) (2004-2013). Foi Presidente do Conseil européen de la Recherche (2014-2019) e seu Presidente interino (julho 2020-agosto 2021).

É atualmente o presidente do Conselho de Administração da Ludwig Maximilians Universität, em Munique.

Em 1987, foi distinguido com o Prémio Paul Langevin da l’Académie des Sciences de Paris e, em 1997, com o Prémio do Rayonnement français pour les sciences physiques et mathématiques.

É membro da Academia Europaea, da Academia real das Ciências de Espanha e da Academia de Ciências portuguesa. Foi eleito membro honorário da London Mathematical Society (2005), da Deutsche Mathematiker Vereinigung (2017) e da Sociedade Matemática polaca (2019). É Doctor Honoris Causa da Universidade Keio do Japão (2008), da Universidade Nankai de Tianjin, Chine (2011) e da Universidade de Edimburgo (2018).

Nascido em 1944; licenciado em Direito e mestrado em Ciências Político Económicas, Coimbra; Doutor em Economia Internacional (Paris I Panthéon-Sorbonne); Serviço de Justiça no Ministério da Marinha (1969-72); foi professor nas Universidades de Coimbra, Católica Portuguesa e Nova de Lisboa; é Professor Catedrático convidado da Universidade Lusíada de Lisboa e professor convidado da Universidade da Flórida (EUA); membro do Governo (1980-83): Secretário de Estado da Administração Interna, da Presidência do Conselho e da Integração Europeia; foi Deputado à Assembleia da República; Advogado Geral no Tribunal de Justiça CEs (1986-88); Presidente do Tribunal de Primeira Instância CEs (1989-95); Juíz/Presidente de Secção do Tribunal de Justiça da EU (2012-18); Advogado, sócio fundador de Cruz Vilaça e Associados; foi Presidente do Conselho de Disciplina da Comissão Europeia, da Associação Portuguesa de Direito Europeu e da Federação Internacional para o Direito Europeu; É Presidente da Associação Portuguesa de Direito da Energia. Agraciado, entre outros, com o grau de Officier de la Légion d’Honneur e a Grã-Cruz da Ordem do Infante.

José Pedro Serra licenciou-se em Filosofia, em 1980, na Faculdade de Letras de Lisboa e, no mesmo ano, terminou o 5º ano do Curso de Teologia na Universidade Católica. Em 1989, obteve o grau de Mestre em Literatura Grega na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) e, em 1999, o grau de Doutor em Cultura Clássica na mesma Universidade. É professor catedrático no Departamento de Estudos Clássicos da FLUL.

Autor de vários artigos e conferências na área da cultura, da literatura e da filosofia, participou em vários eventos na Fundação Gulbenkian, em Serralves e na Culturgest.

Em 2006, publicou Pensar o Trágico (Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian; reeditado na Ed. Abysmo, 2018), obra a que foi atribuído o prémio do Pen Club 2007, na categoria de Ensaio. Recebeu igualmente o prémio Jacinto do Prado Coelho da Associação Portuguesa dos Críticos Literários. É atualmente o Diretor da Biblioteca da FLUL.

Maarja Kruusma é vice-reitora e professora na área da investigação e responsável pelo Centro de Biorrobótica da Tallinn University of Technology (TalTech), na Estónia. Professora no Centre of Excellence of Autonomous Marine Operations and Systems da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, é membro do Conselho da Academia de Ciências da Estónia. O seu trabalho de investigação aborda sobretudo as tecnologias subaquáticas e as suas aplicações em robótica, monitorização ambiental e modelagem de processos naturais. Tem uma experiência considerável na área do desenvolvimento e comercialização de tecnologias, bem como na liderança e condução de trabalhos interdisciplinares e multidisciplinares.

Entre 2009 e 2016 foi cofundadora, diretora e P&D da start-up Fits.me e, entre 2017 e 2020, Chefe do Centro de Excelência da Estónia em Pesquisa de TI. Coordenou e participou em cerca de 15 projetos de pesquisa internacionais, na sua maioria financiados pelos programas europeus FP7 e H2020. Já participou e liderou diversas campanhas no terreno, no Mar Báltico, no Mar do Norte e no Alto Ártico.

Como diretora do programa de doutoramento, Kruusmaa concebeu o programa de estudos e modernizou os conceitos de formação, certificação e recrutamento, orientando cerca de 100 estudantes de doutoramento. Orientou 13 teses de doutoramento.

Maria Manuel Leitão Marques é licenciada em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e doutorada e agregada em economia pela Faculdade de Economia da mesma Universidade. Atualmente, é Professora Catedrática da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigadora do Centro de Estudos Sociais desde a sua fundação. Participou e coordenou vários projetos nacionais e internacionais em Direito Económico, Direito da Concorrência e Sociologia do Direito e administração pública, em Portugal e no estrangeiro, sendo autora de vários livros e artigos publicados em diferentes línguas. É Vice-Presidente da Association Internationale de Droit Économique. Foi Secretária de Estado da Modernização Administrativa e responsável pelas áreas da simplificação administrativa e do governo eletrónico entre 2005 e 2011, tendo coordenado o Programa Simplex. Atualmente, a sua investigação incide especialmente sobre a regulação pública da economia e sobre a inovação nos serviços públicos.

Investigadora e Professora Auxiliar Convidada no Instituto Superior Técnico e co-diretora do atelier The Decorators. Doutorada em arquitetura pela Bartlett School of Architecture, faz investigação em cultura contemporânea através de uma prática curatorial independente, tendo recentemente realizado a curadoria da Bienal de Design de Istambul (2020-21) e das exposições The Future Starts Here (Victoria and Albert Museum, 2018),  Eco Visionários: Arte e Arquitectura Depois do Antropoceno (MAAT, Lisboa, Matadero, Madrid e Royal Academy, Londres 2019-20) e Fiction Practice: Prototyping the Otherworldly (Porto Design Biennale, 2020). Lecionou na Central Saint Martins e Chelsea College of Arts, no Reino Unido, e trabalhou como curadora no Departamento de Arquitetura, Design e Digital no Victoria and Albert Museum (2015-19). 

Artista, curadora, fundadora, com o artista português VHILS, da UNDERDOGS

Pauline Foessel é a curadora e empresária que está por trás da Artpool. O seu extenso trabalho como diretora de instituições, galerias e estúdios de arte moldou a forma como entende a cena artística global. A Artpool foi a primeira rede social a construir uma comunidade internacional de curadores e tem como missão juntar artistas, organizações de arte e colecionadores.

Consciente dos problemas financeiros com que as instituições se debatem atualmente em todo o mundo, a Artpool alargou-se de modo a simplificar o fundraising através de uma tecnologia blockchain, conjugada com uma experiência de usuário divertida e inclusiva.

O seu trabalho como co-diretora da Galeria Underdogs e, anteriormente, do Vhils Studio, colocaram Lisboa no mapa global da arte pública contemporânea, promovendo uma geração de artistas urbanos. Foessel encara o digital com o mesmo sentimento de admiração que tem pela arte e acredita no poder da arte para promover relações globais.

Além do seu trabalho em Lisboa, Foessel, natural de Grenoble, França, ocupou cargos de gestão e desenvolvimento na Galerie Magda Danysz em Paris e Xangai e na Hong Kong Contemporary Art Foundation (HOCA).É Mestre em Gestão Empresarial pela SKEMA Business School de Lille e tem um MBA Exchange Program pela Concordia University em Montreal, Canadá.

Pedro Magalhães é Investigador Principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, trabalhando em temas como o comportamento eleitoral e opinião pública.

Politólogo e investigador associado do Fundo Paul Ricoeur, o seu trabalho foca-se atualmente na noção de Reconhecimento, a partir de Axel Honneth e Paul Ricoeur.

Muito envolvido no diálogo inter-religioso, escreveu, com o padre Christian Delorme, A República, a Igreja e o Islão: uma revolução francesa e, com o rabino Delphine Horvilleur, Mil e uma maneiras de ser judeu ou muçulmano.

É também escritor. O seu último romance intitula-se Viagem ao fim da infância (Edições du Seuil).

Raquel Vaz-Pinto é Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde leciona as disciplinas de Estudos Asiáticos e História das Relações Internacionais.

É membro da Comissão Científica do Fórum Futuro e consultora da Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.

Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016.

Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo-Pacífico; a Europa e o Mundo; e Liderança e Estratégia.

É comentadora residente da rádio TSF e do Podcast [IN]Pertinente da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Depois de concluir a sua formação em Gestão na Skema Business School, em Lille, Samir Amellal iniciou a sua carreira na Accenture Interactive como analista de dados. Continuou o seu percurso na área da pesquisa de dados, passando pela operadora japonesa NTT DoCoMo e, depois, pela Publicis, que acabou por deixar, em 2017, ingressando no grupo Havas/Vivendi, onde ocupou o lugar de Diretor-Geral da subsidiária digital Fullsix. Depois de dois anos e meio na Havas, ingressou na La Redoute como Chief Data Officer, cargo que ainda ocupa.

Desde março de 2020, é mandatário para as questões da Inteligência Artificial e membro do Comissão de Acompanhamento da Missão governamental para a transformação digital das grandes empresas francesas.


Programa

Tradução simultânea

Ouvir

 

18:00   Concerto
Orquestra Gulbenkian / Maestrina Rita Castro Blanco

1. Joly Braga Santos: Staccato brilhante 3’
2. W. A. Mozart: Abertura Flauta mágica 7’
3. Claude Debussy (arr. André Caplet): Clair de lune 5’
4. Gioachino Rossini: Abertura Guillaume Tell 12’

 

18:35   Palavras de abertura
Isabel Mota, Presidente do CA da Fundação Calouste Gulbenkian
Florence Mangin, Embaixadora de França em Portugal

 

18:50   Conferência de Abertura
Carlos Moedas, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

 

Tradução simultânea

Ouvir

 

19:30   Diálogo: Ciência e recomeço
Elvira Fortunato e Maarja Kruusmaa

Moderação Ana Noronha

 

20:20   O que acontece aos nossos dados? Por uma soberania europeia do espaço digital
Maria Manuel Leitão Marques e Samir Amellal

Apresentação Irene Pimentel
Moderação Vasco Trigo

 

Intervalo

 

21:10   A obsessão dos cientistas pela urgência de uma melhor partilha
Jean Pierre Bourguignon

 

21:40   Precisará a Europa de recursos humanos ainda mais qualificados?
Eduardo Marçal Grilo

 

22:10   Reconstruir a ligação social
François Heran

 

Tradução simultânea

Ouvir

 

19:30   Diálogo: Ciência e recomeço
Transmissão em direto do Auditório 2

 

20:20  Museus da Europa e restituições: a caminho de uma nova ética profissional
Benedicte Savoy

 

Intervalo

 

21:10   O poder das artes numa Europa de antinomias. Onde está?
António Pinto Ribeiro

 

21:40   O futuro do financiamento dos projetos artísticos
Pauline Foessel

 

22:10   A cultura europeia: crise ou ruína?
José Pedro Serra

 

Tradução simultânea

Ouvir

 

20:20   Uma Europa dos Valores: os desafios da Justiça e do Estado de Direito
José Luís da Cruz Vilaça

 

Intervalo

 

21:10  O papel das crises no desenvolvimento de uma consciência comum
Heinz Wismann (Cancelado)

 

21:40   Europa(s) e a inspiração da heterogeneidade
Raquel Vaz Pinto

 

22:10   Um mundo sem manipulação de massas
David Colon

 

Tradução simultânea

Ouvir

 

20:20   Reconhecimento(s) e novo pacto social
Rachid Benzine

 

Intervalo

 

21:10   Empatia mais que humana: reações culturais à crise climática
Mariana Pestana

 

 

21:40   Mobilidade sustentável, desprovida de género
Claire Pelgrims

 

22:10   Existe uma opinião pública europeia?
Pedro Magalhães

 


A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected] .

Utilização de Cookies

Definições de Cookies

A Fundação Calouste Gulbenkian usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação, a segurança e o desempenho do website. A Fundação pode também utilizar cookies para partilha de informação em redes sociais e para apresentar mensagens e anúncios publicitários, à medida dos seus interesses, tanto na nossa página como noutras.
Para obter mais informações ou alterar as suas preferências, prima o botão "Definições de cookies" abaixo.