Don Carlos

Met Opera Live in HD

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Assista no Grande Auditório à transmissão em direto de mais uma extraordinária produção do Met Opera de Nova Iorque. Naquela que será a estreia absoluta da versão francesa da monumental ópera de Giuseppe Verdi, o maestro Yannick Nézet-Séguin dirige um elenco de luxo, que conta a soprano Sonya Yoncheva e o tenor Matthew Polenzani no papel principal.


VÍDEOS

 


Programa

New York Metropolitan Opera Orchestra
Patrick Furrer
Maestro
David McVicar Encenação
Charles Edwards Cenografia
Brigitte Reiffenstuel Figurinos
Adam Silverman Desenho de Luzes
Leah Hausman Ação Cénica

Sonya Yoncheva Soprano
Jamie Barton Meio-Soprano
Matthew Polenzani Tenor
Etienne Dupuis Barítono
Eric Owens Baixo-Barítono
John Relyea Baixo-Barítono

Por ordem de entrada em cena:

Matthew Polenzani Don Carlos
Meigui Zhang Thibault
Sonya Yoncheva Élisabeth de Valois
Joo Won Kang Conde de Lerme
Matthew Rose Um monge
Etienne Dupuis Rodrigue, Marquês de Posa
Jamie Barton Princesa de Eboli
Eric Owens Filipe II, Rei de Espanha
Eric Ferring Um arauto real

Representantes Flamengos:
Vladyslav Buialskyi
Samson Setu
Msimelelo Mbali
Christopher Job
Jeongcheol Cha
Paul Corona

Amanda Woodbury Uma Voz Celeste
John Relyea Grande Inquisidor
Anne Dyas Condessa de Aremberg

 

Giuseppe Verdi (1813 – 1901)
Don Carlos
Ópera em cinco atos

Libreto de François Joseph Méry e Camille Du Locle, baseado na peça Don Karlos, Infant von Spanien de Friedrich von Schiller.

Ato I
França e Espanha, c. 1560
Contra a vontade do rei espanhol Filipe II, o seu filho Don Carlos viaja incógnito para Fontainebleau, onde decorrem negociações com vista a um tratado de paz entre França e Espanha. Carlos apaixona-se à primeira vista por Élisabeth, filha do rei francês e sua pretendida, quando a vê com o seu pajem, perdidos na floresta. Carlos oferece-lhe proteção sem revelar a sua identidade. Apreensiva com a proximidade do seu casamento com um desconhecido, Élisabeth questiona Carlos sobre o seu futuro marido. Carlos entrega-lhe um pequeno retrato do infantes de Espanha e ela percebe que ele é o príncipe. É claro para ambos que os seus sentimentos são recíprocos. A sua felicidade termina quando chega a notícia de que os termos do acordo do tratado foram alterados e que Élisabeth se deve casar com o rei Filipe II, pai de Carlos. Ela aceita relutantemente o acordo e enquanto todos em redor festejam o fim da guerra, Élisabeth e Carlos estão devastados.

Ato II
No mosteiro de São Jerónimo de Yuste, em Espanha, Carlos busca a paz rezando junto ao túmulo do seu avô, o imperador Carlos V. Um monge, que parece ser o fantasma do imperador, confronta-o. O seu amigo Rodrigue, o marquês de Posa, vem lembrar a Carlos o seu compromisso com a causa do povo flamengo, oprimido pelo domínio espanhol. Quando Filipe e Élisabeth chegam, Carlos confessa a Posa o seu amor pela rainha e os dois comprometem-se com a causa da liberdade e juram amizade eterna.

Num jardim fora do mosteiro, a princesa Eboli diverte as outras damas da corte com uma música. Entra Élisabeth, seguida de Posa que lhe entrega uma carta secreta de Carlos pedindo um encontro. Carlos pede à rainha que obtenha a permissão de Filipe para que ele vá para a Flandres, e de súbito declara-lhe o seu constante amor. Elisabeth rejeita-o e Carlos sai apressadamente. O rei entra e encontra a rainha sozinha e por isso bane a condessa de Aremberg que a deveria ter acompanhado.  Deixado sozinho com o rei, Posa desafia Filipe a acabar com a opressão ao povo flamengo. Filipe recusa, mas fica impressionado com a coragem de Posa. Ele avisa-o que tome cuidado com a Inquisição e diz a Posa que suspeita da sua esposa e de Carlos, pedindo a Posa para os vigiar. Posa aceita a tarefa, sabendo ser valioso ter a confiança do rei.

Ato III
Nos jardins da rainha em Madrid, Élisabeth, cansada das festividades, troca de roupa com Eboli para que possa ocupar o seu lugar. Eboli, suspeitando que Carlos a ama, escreve-lhe uma mensagem não assinada a marcar um encontro secreto. Carlos chega e, enganado pelo seu traje e pensando que Eboli é Élisabeth, declara-lhe novamente o seu amor. Quando ele descobre a verdadeira identidade, recua e rejeita os seus avanços, mas Eboli jura denunciá-lo. Posa chega a tempo de ouvir Eboli e ameaça matá-la, mas Carlos impede-o. Eboli sai em fúria. Posa explica que Carlos está agora em perigo iminente e pede-lhe que lhe entregue os documentos incriminatórios que tem para que não sejam encontrados pelos homens de Filipe.

Numa queima pública de hereges em frente à Basílica de Nossa Senhora de Atocha, em Madrid, Carlos lidera um grupo de representantes flamengos. O rei rejeita os seus pedidos de liberdade. Quando também rejeita o pedido do próprio Carlos para governar a Flandres, o príncipe aponta a espada ao pai. Posa desarma-o e Carlos é preso. Em agradecimento, Filipe atribui a Posa o título de duque. À medida que um grupo de hereges é levado à fogueira, uma voz celestial anuncia a entrada das suas almas no céu.

Ato IV
Nos seus aposentos, à noite, o rei reflete sobre a sua longa vida e sobre o seu casamento com uma mulher que não o ama. Consulta o velho e cego Grande Inquisidor que defende a sentença de morte para Carlos: assim como Deus sacrificou o seu filho para salvar a humanidade, também Filipe deve sufocar o amor pelo seu filho a bem da fé. O Inquisidor também exige que Posa lhe seja entregue. Ao sair, Filipe pergunta-se se o trono deve ceder ao altar. Élisabeth entra, tendo descoberto que a sua caixa de joias foi roubada. Eboli, que sabe que Élisabeth guarda nela um retrato de Carlos, dá ao rei a caixa como prova. Filipe mostra a caixa a Élisabeth, tira o retrato e acusa-a de adultério. Elisabeth desmaia e o rei pede ajuda. Eboli e Posa acorrem e Posa espanta-se que um rei que governa metade do mundo não governe as suas próprias emoções, enquanto que Eboli sente remorsos pelo resultado do seu comportamento ciumento. Sozinha com Élisabeth, Eboli confessa que não só a acusou falsamente como também ela própria foi amante do rei. Élisabeth ordena o seu exílio da corte. Eboli lamenta a sua beleza fatal e jura passar o seu último dia em Espanha tentando salvar Carlos.

Posa visita Carlos na prisão para lhe dizer que usou os documentos secretos para assumir a culpa pela rebelião flamenga e que morrerá no lugar de Carlos. Agentes da Inquisição chegam sem serem e matam Posa. Ao morrer, Posa exorta Carlos a assumir a causa da liberdade da Flandres e diz-lhe que Élisabeth irá encontrá-lo no mosteiro de São Yuste. Declara que está feliz por ter sacrificado a sua vida por um homem que se tornará o salvador de Espanha. Filipe chega para fazer as pazes com Carlos. Quando um grupo espanhol vem buscar Carlos à cela, o rei oferece-se numa tentativa de reprimir a sua raiva. Carlos escapa e a multidão para quando o Grande Inquisidor entra e ordena que todos fiquem de joelhos. Na sua presença aterrorizante, a paz é restaurada.

Ato V
Élisabeth veio para o mosteiro desejando apenas a sua própria morte. Quando Carlos aparece ela encoraja-o a continuar a busca de Posa pela liberdade da Flandres, e eles têm esperança na sua felicidade no outro mundo. Quando se despedem, chegam Filipe e o Grande Inquisidor. À medida que os agentes da Inquisição se aproximam de Carlos, o imperador Carlos V materializa-se na escuridão para declarar que o sofrimento é inevitável e só cessa no paraíso.


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