19 Fevereiro 2020 Parcerias para o Desenvolvimento

Projeto de oncologia em Moçambique referenciado em publicações científicas

Hospital Central de Maputo
Hospital Central de Maputo © Yassmin Forte

Os resultados do projeto desenvolvido no Hospital Central de Maputo são referidos nas publicações “Encyclopedia of cancer” e “Cancer in sub-saharan Africa”, nomeadamente, no que diz respeito à introdução de novas técnicas cirúrgicas, à criação da consulta multidisciplinar para o cancro e à implementação de um sistema de registo hospitalar, que fazem parte deste projeto apoiado pela Fundação Gulbenkian desde 2013.

O livro “Encyclopedia of cancer” publicado pela Elsevier, dá destaque à formação multidisciplinar na área oncológica. Nele pode ler-se “A Fundação Calouste Gulbenkian tem prestado apoio aos profissionais de saúde moçambicanos em diferentes áreas da oncologia (cirurgia, radioterapia, oncologia médica, enfermagem oncológica e patologia, entre outras) no âmbito de bolsas de especialização de curto prazo em Portugal, o que permite uma formação eficaz no tratamento oncológico multidisciplinar. Isto conduziu à implantação de novas técnicas cirúrgicas oncológicas em Moçambique e à criação da primeira consulta oncológica multidisciplinar do país.”

O projeto, que aposta ainda na aplicação de um sistema de registo hospitalar, tem vindo a capacitar 26 serviços e unidades dos três hospitais centrais moçambicanos – Maputo, Nampula e Beira. O projeto não esquece a formação em Portugal – 76 profissionais especializados na área oncológica-, com o apoio dos hospitais de S. João, Pedro Hispano, Garcia da Orta, Santa Maria, os IPO do Porto e Lisboa, e os institutos de investigação IPATIMUP e ISPUP.

Em Moçambique, o projeto foca-se em áreas como a gestão da dor, cuidados paliativos, radiologia, enfermagem, cirurgia, anatomia patológica e registo hospitalar. Esta última área foi referenciada na publicação “Cancer in sub-saharan Africa” de 2019 da International agency for research on cancer, da Organização Mundial de Saúde. De acordo com a publicação, o registo hospitalar foi implementado em 2014 no HCM, em parceria com o ISPUP, o que permitiu aumentar o conhecimento sobre a situação epidemiológica real do cancro em Moçambique.

O projeto em Moçambique é apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, com a Cooperação Portuguesa, Fundação Millennium BCP e Millennium bim.