Fundação Gulbenkian vai financiar a criação de novas Comunidades de Energia Renovável

20 jul 2026
O concurso Comunidades de Energia Gulbenkian dirige-se a organizações da sociedade civil, essenciais para o desenvolvimento sustentável dos territórios onde operam. Candidaturas até 16 de setembro.

Destinado a associações de desenvolvimento local, cooperativas e outras entidades sem fins lucrativos a operar em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian lançou um concurso com o objetivo de criar dez novas Comunidades de Energia Renovável e acelerar a transição energética do país, com o envolvimento dos cidadãos.  

As Comunidades de Energia Renovável são fundamentais para a redução de custos com eletricidade, o reforço da autonomia energética dos territórios e o envolvimento dos cidadãos na produção de energia limpa. No entanto, Portugal conta com menos de uma dezena de Comunidades licenciadas. Um dos entraves à sua disseminação tem sido a falta de capacidade financeira das associações locais e dos cidadãos para investir neste tipo de projetos.   

Para eliminar essa barreira e apoiar a sociedade civil no acesso às Comunidades de Energia Renovável, a Fundação Calouste Gulbenkian lança uma nova iniciativa, em parceria com a Coopérnico — Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável, que permitirá financiar dez entidades com um apoio que pode chegar aos 30 mil euros por projeto. 

Ao permitir que as populações produzam, partilhem e consumam a sua própria energia verde, as Comunidades de Energia Renovável geram impactos positivos imediatos: 

  • Maior autonomia energética para os territórios locais; 
  • Benefícios económicos reais com poupanças na fatura de eletricidade; 
  • Combate à pobreza energética nas comunidades; 
  • Redução da pegada carbónica. 

Para Luís Jerónimo, diretor do Programa Equidade e Sustentabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian, “este concurso irá permitir a criação de Comunidades de Energia Renovável, uma solução com enorme potencial, mas ainda com pouca expressão no nosso país. Com esta iniciativa queremos demonstrar que a transição energética pode ser feita a partir das comunidades, fomentando uma maior participação dos cidadãos nos seus bairros, freguesias e municípios. As entidades vencedoras terão acesso a financiamento para a criação destas comunidades, mas também a formação e capacitação, de modo a melhor garantir a sua sustentabilidade”. 

Por seu lado, a coordenadora executiva da Coopérnico, Ana Rita Antunes, reforça a relevância do apoio da Gulbenkian na ativação dos cidadãos para uma transição energética justa e participada: “Acreditamos que este concurso terá um impacto muito positivo no país. Será o ponto de viragem para a multiplicação de novas Comunidades de Energia Renovável em Portugal”. 

A Fundação Calouste Gulbenkian e a Coopérnico promovem uma sessão de esclarecimento online, no próximo dia 21 de julho, para explicar o contexto, objetivos e todo o processo de candidatura.

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