Dalila Belaza, finalista do SEDA em 2024, apresenta-se no CAM
Já em criança, Dalila Belaza não dançava, escutava. A narração de histórias, transmitida pela tradição oral no seio da sua família, continua a alimentar a sua imaginação. E essas histórias ganham vida, em palco. A sua dança não será nem um meio de sedução, nem uma fábrica de imagens espetaculares, nem uma válvula de escape, mas antes um mistério em movimento, orientado inteiramente para a escuta, dando substância ao invisível e ao inquieto, ao que existe dentro de si. Ao voltar o olhar para o interior, Dalila Belaza trabalha as memórias profundas do corpo, transformando a intimidade num universo a descobrir.
O espetáculo Orage, que a bailarina e coreógrafa franco-argelina Dalila Belaza vai levar ao Estúdio do CAM, será apresentado a 30 de abril, no âmbito da Transborda – Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada, que entre 29 de abril (Dia Mundial da Dança) e 23 de maio traz a Lisboa e a Almada espetáculos, laboratórios, oficinas e performances.
Dalila Belaza foi, com a marroquina Bouchra Ouizguen, a portuguesa Catarina Miranda, a anglo-ruandesa Dorothée Munyaneza e o moçambicano Idio Chichava, finalista da primeira edição do Salavisa European Dance Award (SEDA), em 2024.
Sobre o SEDAImagem: © Tanja Kernweiss for Haus der Kunst