25 September 2019 Inflamação

IGC with “la Caixa” Foundation Grant

"Can we cure sepsis by regulating metabolism?" is the main research question of the project funded.

Laboratorio
Laboratório

Miguel Soares, investigador principal do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), é um dos quatro investigadores cujos projetos foram distinguidos, em 2019, pela Fundação “la Caixa” e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, em Portugal. Cada investigador vai receber até 1 milhão de euros, por três anos, para desenvolverem os seus projetos nas áreas de doenças infeciosas, regeneração e imunoterapia. 

Miguel Soares, recebe 500.000 € para liderar o projeto que conta com a colaboração do Grupo de Investigação de Michael Bauer, do Center for Sepsis Control and Care, na Alemanha. O projeto centra-se na pergunta científica fundamentada por uma necessidade mundial: “Podemos curar a sépsis através da regulação do metabolismo?”. A sépsis é uma resposta desregulada à infeção, a mortalidade associada a esta doença ainda é inaceitavelmente alta e as terapias de tratamento urgem uma mudança completa de abordagem. Estudos “que temos vindo a desenvolver, demonstram que a reprogramação metabólica do hospedeiro é central no estabelecimento da tolerância à sépsis”, explica Miguel que estuda esta problemática há mais de 10 anos em conjunto com investigadores de todo o mundo. “Importa, agora, compreender que genes operam fora do domínio da imunidade para regular o metabolismo do ferro e da glucose no organismo e assim estabelecer a tolerância à sépsis.” Este financiamento vai permitir “avanços significativos na compreensão desta patologia e simultaneamente vai abrir caminho para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas de combate a uma doença infeciosa com impacto mundial” conclui Miguel Soares.

Bruno Silva-Santos, Leonor Saúde e Marc Veldhoen, todos do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, iMM, são os restantes investigadores a quem foram entregues os financiamentos  da Fundação “La Caixa”.

A segunda edição do concurso de projetos de investigação em saúde da Fundação “la Caixa” recebeu 632 propostas divididas por cinco áreas temáticas, tendo sido atribuído financiamento a apenas 22 projetos, em toda a Península Ibérica, com uma taxa de sucesso de 3,5%.