Pli selon Pli
Ciclo Pierre Boulez
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Data
- 19:00 / Cancelado 19:00 / Esgotado sexta, 19:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste Gulbenkian- Maestro
- Soprano
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Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
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Pedro Amaral
Maestro
Compositor e chefe de orquestra, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente. Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, tendo concluído um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.
Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.
Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.
Em cada temporada, dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.
Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20). É, desde 1 de setembro de 2025, Diretor Artístico do Teatro Nacional de São Carlos.
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Camila Mandillo
Soprano
A soprano Camila Mandillo é atualmente artista em residência na Queen Elisabeth Music Chapel (Bélgica), sob a orientação de Sophie Koch e Stéphane Degout.
Formada pela Hochschule für Musik Hanns Eisler Berlin, completou a licenciatura e o mestrado com distinção, sob a orientação de Martin Bruns e Uta Priew, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Recebeu também bolsas de mérito, como: Deutshland Stipendium, Yehudi Menuhin Live Music Now Berlin e.V, Vladimir Piontkovsky Memorial Scholarship, Bernbeck Stiftung, Freunde Junger Musiker e.V Berlin, e o prémio DMR Stipendienprogramms 2022 im Rahmen von Neustart Kultur.
Participou em masterclasses com artistas como Sabine Devieilhe, José van Dam, Deborah York, Jill Feldman, Janet Williams, Scott Weir, Robert Dean Smith e Sarah Maria Sun, entre outros.
Iniciou os seus estudos musicais na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, onde se formou em canto e guitarra clássica. Foi também membro fundador, solista e assistente de direção artística do Coro Infanto-Juvenil da Universidade de Lisboa. Apresenta-se regularmente em recitais de música de câmara, Lied, óperas e música contemporânea, área que tem vindo a explorar com crescente reconhecimento.
No ramo da ópera, interpretou papéis como Susanna em Le nozze di Figaro (Mozart), Donna Anna e Zerlina em Don Giovanni (Mozart), Pamina em A flauta mágica (Mozart), Giulia em La Scala di Seta (Rossini), Morgana em Alcina (Händel), Belinda em Dido e Eneias (Purcell), Ser I em A Laugh to Cry (Miguel Azguime) – ópera premiada, em digressão nacional e internacional desde 2022.
Estreou ainda os papeis de Hana em Blown off course (Pedro Rebelo), Penélope em O Regresso (João Quinteiro), e Eurydike IIb em Eurydike (Feliz Anne Reyes Macahis) – parte da produção Neuen Szenen IV na Deutsche Oper Berlin.
No campo da música contemporânea, destaca-se a atuação como solista nos workshops ENOA Composing for Voices and Orchestra com os compositores Kaija Saariaho (2023) e Luca Francesconi (2024), com a Orquestra Gulbenkian; a performance como representante Portuguesa no evento Art’s Birthday - Euroradio Ars Acustica Special Evening 2023, com transmissão ao vivo para rádio internacional; a abertura do Festival Música Viva 2024, com uma performance de Mysteries of the Macabre de György Ligeti com a Orquestra Metropolitana de Lisboa; e a interpretação de Reinaert Fantasie de Hans Vercauteren no Antwerp Spring Festival 2025, com a Orchestre National de Lille.
Camila tem colaborado com diversos ensembles, incluindo, Il Gardellino Orchestra, Orchestre de l’Opéra Royal de Wallonie-Liège, Philharmonische Orchester des Staatstheaters Cottbus, Preußisches Kammerorchester, IEMA Ensemble, Echo Ensemble e Concrète {LAB} Ensemble, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Orquestra Barroca da Casa da música. Desde 2020 participa ativamente em projetos com o Sond’Ar-te Electric Ensemble.
Figura como uma das intérpretes principais nos World New Music Days 2025 em Lisboa, com destaque para o concerto de abertura com a Orquestra Metropolitana de Lisboa no Centro Cultural de Belém.
Após nomeação conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música e BOZAR, foi selecionada pela rede ECHO como uma das seis Rising Stars para a temporada 2026–2027, com uma digressão por prestigiadas salas europeias.
Pierre Boulez
Pli selon Pli é a peça mais longa de Pierre Boulez e uma das grandes obras-primas que legou ao mundo. É apresentada num concerto de entrada livre, integrada no ciclo dedicado ao compositor francês. Composta entre 1957 e 1962, esta é uma ambiciosa criação para soprano e orquestra, baseada em poemas de Stéphane Mallarmé, constituindo um exemplo maior da prodigiosa criatividade de Boulez. Nesta apresentação de Pli selon Pli, a Orquestra Gulbenkian é dirigida por Pedro Amaral e conta com a voz de Camila Mandillo, jovem soprano em franca ascensão.
Mecenas Gulbenkian Música
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