Mozart para todos

Concertos de Domingo

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As bodas de Figaro, Don Giovanni e A flauta mágica são três das mais notáveis e populares óperas de Mozart. A unir as duas primeiras, respeitantes ao seu período de óperas italianas, encontramos os libretos assinados por Lorenzo da Ponte, numa das mais felizes colaborações na história da música. Mas em qualquer uma das obras constatamos as marcas da fulgurante inventividade melódica do compositor austríaco e a inteligente capacidade de unir o seu discurso musical às necessidades e exigências narrativas. Com A Flauta Mágica, a sua derradeira criação no género, Mozart acentuaria a enorme contribuição que deu para o desenvolvimento futuro da ópera em língua alemã.

 

Música e Ciência: Moisés Mallo

A sinfonia do começo da nossa vida

Como se relacionam a música e a ciência? Numa parceria com o Instituto Gulbenkian de Ciência, em cada Concerto de Domingo um investigador é convidado a apresentar um tema que relaciona as duas áreas.

Já que o tema deste concerto é "Mozart para todos", podemos focar-nos no estudo do mistério da vida e da genialidade precoce e rara do compositor, que ainda hoje permanece por compreender. A partir do dueto entre Papageno e Papagena em "A Flauta Mágica", vemos o encontro entre dois amantes, o prelúdio na partitura que guia o desenvolvimento embrionário e culmina em novos seres, que ainda têm muitos segredos por desvendar. Moisés Mallo, investigador da Gulbenkian, tem dedicado a sua carreira ao estudo embrionário em fases muito precoces. Neste concerto vai falar sobre o que já descobriu, o que estuda e como tem contribuído para mais conhecimento e mais saúde.


Programa

Orquestra Gulbenkian
Diogo Costa Maestro
Cecília Rodrigues Soprano
André Henriques Barítono
Vera Dias Comentadora

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
As bodas de Figaro, K. 492
Abertura
“Crudel! Perché finora”
“Tutto è disposto… Aprite un po’ quegl’occhi”

Don Giovanni, K. 527
Abertura
“Là ci darem la mano” (Dueto)
“Per queste tue manine”

A flauta mágica, K. 620
Abertura
“Ach! Ich fühls”
“Bei Männern, welche Liebe fühlen” (Dueto)
“Papageno, Papagena” (Dueto)

Sinfonias, concertos para piano, sonatas, obras de música de câmara, missas ou óperas, não há género musical que Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) não tenha dominado e não tenha marcado profundamente com a sua escrita exaltante. Tanto assim que o seu reportório se tornou de referência obrigatória para os compositores que vieram depois do génio austríaco, nascido em 1756 – e cuja curta vida é mascarada pelas mais de 600 criações que nos deixou.

O talento precoce de Mozart rapidamente se manifestou nas mais variadas composições. Aos 11 anos completou a sua primeira abordagem a um dos géneros mais complexos do cânone clássico: a ópera. Apollo et Hyacinthus (Apolo e Jacinto) não será a mais prodigiosa das suas obras, mas revelava já o quanto a sua sensibilidade se adequava especialmente às artes dramáticas. As três óperas das quais escutaremos alguns excertos são, por sua vez, extraordinários exemplos do brilhantismo de Mozart na exploração das regras deste género particular. As bodas de Figaro (1786) e Don Giovanni (1787) são duas óperas-bufas (de teor cómico, embora a segunda apresente também características melodramáticas), enquanto A flauta mágica (1791) aponta para um outro registo, próximo do fantástico.

A ópera As bodas de Fígaro nasceu do desafio lançado por Mozart ao libretista italiano Lorenzo da Ponte para se basear num texto de Beaumarchais e criar um divertimento em torno das peripécias e do potencial cómico que existe nos desencontros amorosos nos aposentos da nobreza. O sucesso foi imediato e tão entusiástico que Mozart logo voltou a socorrer-se dos serviços de Da Ponte para abordar a personagem desmedida de Don Giovanni, conquistador incorrigível, sedutor e manipulador em doses iguais, capaz de escapar a qualquer embaraço graças a um discurso elegante e meloso. De todos consegue fugir – menos da morte. Se a personagem de Don Giovanni (ou Don Juan) continuou a intrigar e a fascinar compositores séculos afora, a extraordinária densidade oferecida pela música de Mozart havia de merecer de Richard Wagner – outro notável criador do género – o epíteto “a ópera das óperas”.

Em A flauta mágica, Mozart constrói o cenário musical onde se dá a paixão súbita que acomete Tamino, um príncipe perdido numa terra estranha, fulminado pelo amor assim que vê num retrato de Pamina. E de pronto se entrega à venturosa missão de salvar Pamina das mãos do maléfico Sarastro. As notas musicais, como sempre acontece com Mozart, fazem depois avançar a ação, dão-lhe corpo e intriga, levando-nos a viver dentro destas histórias e a vibrar com cada uma das cenas. Por mais fantasiosas que possam ser.


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