Amazônia
Sebastião Salgado / Simone Menezes / Orquestra Gulbenkian
Slider de Eventos
Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado quinta, 20:00
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado sexta, 20:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
- 19,00 € – 35,00 €
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Direção musical
- Fotografia
- Soprano
-

Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
-

Simone Menezes
Maestra
Atualmente radicada em França, Simone Menezes estabelece pontes entre as diferentes tradições musicais e disciplinas artísticas. Nasceu no Brasil, com raízes italianas, e o seu repertório abrange compositores do cânone clássico europeu, como Beethoven e Brahms, a Tchaikovsky e aos impressionistas franceses, combinando-os com obras do repertório latino-americano.
Nos últimos anos, os seus compromissos permitiram-lhe colaborar, entre outras, com a Filarmónica de Los Angeles, a Sinfónica Escocesa da BBC, a Philharmonia Orquestra, a hr-Sinfonieorchester, a Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia, a Sinfónica de Osaka, a Orquestra de Câmara de Viena, a Sinfónica da Rádio ORF e a Orquestra de Câmara de Paris. Apresentou-se em importantes salas de concertos internacionais como a Philharmonie de Paris, o Konzerthaus de Viena, a Sala Pierre Boulez de Berlim ou a Filarmónica de Colónia. Estreou várias obras de compositores contemporâneos, incluindo John Adams, Thomas Adès, Philip Glass, Arvo Pärt, Toru Takemitsu e Gabriela Ortiz. Mantém uma estreita colaboração com Fazıl Say, Gautier Capuçon, Thomas Adès, Kaija Saariaho, Philippe Hersant e Paavo Järvi. Em 2025, encomendou o concerto para piano Mother Earth, de Fazil Say.
Um dos focos do trabalho de Simone Menezes reside na curadoria e na realização artística de programas interdisciplinares. Com o seu Ensemble K, que fundou e dirige, desenvolveu o projeto de concerto documental Metanoia, apresentando obras de Puccini, Bach e Pärt, e foi premiada nos International Classical Music Awards 2023 com o prémio para “Best Video in Performance & Documentaries”. Em 2020, criou o projeto Amazônia em colaboração com o fotógrafo Sebastião Salgado e a Philharmonie de Paris, que combina as fotografias de Salgado com composições de Heitor Villa-Lobos e de Philip Glass. Apresentou e dirigiu Amazônia com mais de 15 orquestras em todo o mundo.
As suas gravações dos últimos anos têm recebido grandes elogios da imprensa especializada internacional. Por exemplo, o seu projeto Ravel de 2023 – incluindo uma gravação com o pianista François-Xavier Poizat e a Filarmónica de Londres – recebeu o prémio "Editor’s Choice" da revista Gramophone. Em 2024, o álbum Scheherazade, a Tale, foi nomeado para o Prémio da Crítica Discográfica Alemã.
Simone Menezes estudou em São Paulo e Paris, bem como na Royal Academy of Music, em Londres, com Colin Metters. No início da sua carreira, teve como mentor Paavo Järvi. Inicialmente, foi maestra titular e convidada na América Latina, estabelecendo-se posteriormente na Europa. Desde então, tem atuado em grandes eventos internacionais como as Exposições Universais do Dubai e de Osaka, bem como em colaborações com marcas como a Cartier e a Zurich Insurance, criando formatos de concertos com um amplo impacto.
-

Sebastião Salgado
Fotógrafo
Sebastião Salgado nasceu em 1944 no estado de Minas Gerais, no Brasil. Estudou economia e iniciou a sua carreira como fotógrafo profissional em Paris, em 1973. Trabalhou com agências fotográficas até 1994, altura em que fundou, com a sua mulher Lélia Wanick Salgado, a Amazonas Imagens, estúdio dedicado exclusivamente ao seu trabalho.
Até 2025, ano da sua morte, em Paris, Sebastião Salgado visitou mais de 120 países no âmbito dos seus projetos fotográficos. Para além de publicações na imprensa internacional, o seu trabalho foi publicado em livros temáticos como Other Americas, 1986; Sahel: L’homme en détresse, 1986; Sahel: el fin del camino, 1988; Un Uncertain Grace, 1990; Workers, 1993; Terra, 1997; Migrations, 2000; Africa, 2007; Genesis, 2013; The Scent of a Dream, 2015; Kuweit, 2016; Gold, Serra Pelada, 2019; e Amazônia, 2021.
Exposições itinerantes das suas obras foram, e continuam a ser, apresentadas em museus e galerias de todo o mundo. A maioria delas tem curadoria de Lélia Wanick Salgado, que também desenhou e editou os livros. Sebastião Salgado foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNICEF e membro honorário da United States Academy of Arts and Sciences. Em 2016, foi eleito membro da Académie des Beaux-Arts do Institut de France. Em 2021, recebeu um doutoramento honorário em artes pela Universidade de Harvard (Cambridge, EUA) e foi galardoado com o Praemium Imperiale da Japan Art Association, considerado o "Nobel das Artes".
Desde a década de 1990, Lélia e Sebastião trabalharam juntos na restauração de parte da Mata Atlântica no Vale do Rio Doce, no estado de Minas Gerais, Brasil. Em 1998, transformaram esta área numa reserva natural e criaram o Instituto Terra, dedicado à missão de reflorestação, conservação e educação ambiental.
-

Camila Provenzale
Soprano
A soprano ítalo-brasileira Camila Provenzale nasceu em São Paulo e atualmente reside em Zurique. Estudou Canto Lírico na Universidade de São Paulo e aperfeiçoou a sua arte no Estúdio de Ópera e na Academia de Ópera do Theatro São Pedro, também em São Paulo, e no Centre de Perfeccionament do Palau de les Arts de Valência. Interpretou recentemente a Condessa de Almaviva (As bodas de Figaro) na Ópera de Toulon, Donna Anna (Don Giovanni), no Festival de Ópera de Garsington e no Théâtre des Champs-Élysées, Donna Elvira (Don Giovanni), no Festival de Bregenz, Micaëla (Carmen), com a Opera North, e Mathilde (Guilherme Tell), em Linz. Mais recentemente, estreou-se no papel de Madama Butterfly.
O seu percurso europeu começou com o prestigiado concurso Neue Stimmen, na Alemanha, onde conquistou reconhecimento internacional. Seguiram-se outras competições de prestígio, incluindo o Concurso da Ópera de Paris, o Concurso Belvedere, o Concurso Maria Callas, o Operalia e o BBC Cardiff Singer of the World.
Camila Provenzale é também reconhecida pela sua musicalidade singular no repertório de concerto. Interpretou as sinfonias e os Rückert Lieder de Mahler, os Vier Letzte Lieder de R. Strauss, Carmina Burana e muitas obras de Beethoven, Mozart e Villa-Lobos, bem como de compositores contemporâneos como Edino Krieger e João Guilherme Ripper. É a atual solista do projeto Amazônia, criado por Simone Menezes e Sebastião Salgado. O projeto já foi apresentado em mais de quinze cidades e continua em digressão internacional. Inclui a sua aclamada gravação da suite A Floresta do Amazonas, de Villa-Lobos, com a Philharmonia Zürich (Alpha Classics).
Camila Provenzale apresenta-se regularmente nos mais prestigiados palcos internacionais, incluindo, entre outros, a Philharmonie de Paris, o Barbican Centre de Londres, a Ópera de Zurique, o Auditório Nacional de Madrid, a Philharmonie Luxembourg, a Alte Oper Frankfurt, a Ópera de Bordéus e o Gran Teatre del Liceu de Barcelona. Estreou-se também no Carnegie Hall de Nova Iorque com outro projeto inspirado na Amazónia, apresentado por Marin Alsop e interpretado com a Orquestra Sinfónica de São Paulo.
Orientada pelo seu mentor Jack Li Vigni, Camila Provenzale tem um compromisso contínuo com o crescimento artístico, continuando a evoluir como artista e cativando o público com a sua versatilidade vocal e profundidade emocional.
Heitor Villa-Lobos
Philip Glass
Heitor Villa-Lobos
Durante seis anos, Sebastião Salgado percorreu a Amazónia brasileira e fotografou a sua beleza incomparável: a floresta tropical, os rios, as montanhas, os povos que ali vivem. Este tesouro insubstituível da humanidade, onde a imensa força da natureza se faz sentir como em nenhum outro lugar da Terra, ganha agora vida num espetáculo único que une música e imagem. Mais de 200 impressionantes fotografias de Salgado, selecionadas pelo próprio, dialogam com a suite Floresta do Amazonas, para orquestra e soprano, de Heitor Villa-Lobos.
Com direção musical de Simone Menezes, o programa inclui ainda as obras Águas da Amazónia, de Philip Glass, e Bachianas Brasileiras n.º 4, de Villa-Lobos. Apresentada em algumas das mais prestigiadas salas do mundo, esta experiência imersiva transforma o palco numa viagem visual e sonora pela natureza que apela à preservação do planeta.
Este concerto integra as comemorações dos 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian.
Fotografia © Sebastião Salgado
Mecenas Gulbenkian Música
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.