Academia Botânica no Jardim Gulbenkian

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Data

  • 17:30 / Cancelado 17:30 / Esgotado 17:30 – 19:30
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Local

Sala 1 e Sala 2 Fundação Calouste Gulbenkian

Preço

10,00 € – 45,00 €
A Academia Botânica, parceria entre o Jardim Calouste Gulbenkian e a Cátedra UNESCO em Etnobotânica, é um espaço dedicado à descoberta e ao estudo das plantas, promovendo o encontro entre ciência, cultura e natureza.

Em cada sessão, um convidado especialista abordará um tema específico, proporcionando uma perspetiva científica, histórica, cultural ou artística sobre o universo vegetal.

Ao longo do programa, serão exploradas diversas dimensões da biologia das plantas, desde a sua morfologia, anatomia, fisiologia, diversidade e ecologia, até às múltiplas formas como têm marcado a história das sociedades humanas, através da alimentação, da medicina, das artes, das tradições e de outras expressões culturais.

Partindo do conhecimento especializado dos seus convidados, a Academia Botânica propõe um espaço de partilha e reflexão sobre a importância das plantas nas paisagens, nos ecossistemas e na cultura, revelando histórias, relações e descobertas que ajudam a compreender melhor o mundo que nos rodeia.

As sessões serão moderadas por Luís Manuel Mendonça de Carvalho, titular da Cátedra UNESCO em Etnobotânica.

Estas sessões poderão ter momento de visita ao Jardim. Os participantes devem trazer vestuário e calçado adequados

Idioma: Português

Biografias


Programa

10 nov / Folhas – Estruturas, Funções e Usos

Luís Mendonça de Carvalho
As folhas serão o ponto de partida para conversarmos sobre a diversidade das plantas. Observaremos a sua arquitetura, composição e principais funções, da fotossíntese às trocas gasosas. Conheceremos, também, algumas das suas adaptações a diferentes condições ambientais e perceberemos como a forma e a estrutura se relacionam com o meio. Por fim, veremos como, ao longo da história, os seres humanos têm utilizado folhas na alimentação, na medicina e na cultura material.

16 fev / Líquenes e Humanos

Joana Mendonça Marques (Universidade do Porto)
Durante a sessão, falaremos sobre diferentes aspectos da relação entre os líquenes e as sociedades humanas, desde os usos históricos à evolução do conhecimento científico sobre estes organismos, incluindo a descoberta da sua natureza simbiótica. Serão ainda discutidas as diversas vertentes da colonização do património cultural pelos líquenes, das questões estéticas ao seu papel na degradação dos monumentos e à forma como a ciência tem vindo a questionar se a sua presença poderá, em determinadas circunstâncias, contribuir também para a sua proteção.

18 mar / Agricultura em Portugal

João Pedro Tereso (Universidade Nova de Lisboa)
A história da agricultura em Portugal será o ponto de partida para uma viagem através de milhares de anos de relação entre plantas e sociedades humanas. Partindo das primeiras culturas introduzidas na Península Ibérica durante o Neolítico, acompanharemos a chegada e transformação de plantas e práticas agrícolas ao longo da Idade do Ferro, do período romano e da Idade Média. Veremos como estas mudanças se inserem numa história mediterrânica mais ampla, até ao momento em que, na Época Moderna, o Atlântico passa a assumir um papel determinante. A sessão incluirá a observação de material arqueobotânico (cereais e leguminosas) e exemplares atuais silvestres e cultivados.

20 mai / A Vida Amorosa das Plantas

Sílvia Castro (Universidade de Coimbra)
Quando caminhamos pela natureza, é difícil não reparar na extraordinária diversidade de formas, cores, tamanhos e odores das flores. Mas esta diversidade não existe por acaso. Nesta sessão vamos descobrir o papel das flores no ciclo de vida das plantas, explorar a sua morfologia e perceber como diferentes estruturas florais estão relacionadas com a reprodução e com as interações que as plantas estabelecem com os seus polinizadores. Entre adaptações engenhosas, estratégias reprodutivas e algumas histórias e curiosidades surpreendentes, iremos desvendar o que se esconde dentro de uma flor. No final, fica o desafio de olhar para as flores que nos rodeiam com outros olhos e descobrir a enorme diversidade de soluções que as plantas desenvolveram para se reproduzir.

17 jun / Jovens, Deuses e Plantas: Metamorfoses no Mundo Antigo

José Pedro Serra (Universidade de Lisboa)
Na mitologia grega, a fronteira entre o humano e o vegetal era surpreendentemente permeável. Jovens perseguidos, amados ou vencidos pela dor transformavam-se em árvores ou flores, perpetuando, na natureza, a sua memória. Dafne tornou-se loureiro, Narciso uma flor, Ciparisso um cipreste e Adónis associou-se à anémona. Nesta sessão, percorreremos algumas destas metamorfoses, descobrindo como os mitos explicaram e deram novas histórias às plantas que permanecem entre nós.

Ficha técnica

Conceção e orientação

Luís Manuel Mendonça de Carvalho - Titular da Cátedra UNESCO em Etnobotânica

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