7.ª impr. da 1.ª ed.

Riqueza das Nações II

Adam Smith

Durante um século, na opinião erudita, nos círculos da política e dos negócios, nos meios académicos em que a Economia buscava lugar e estatuto como ramo autónomo do conhecimento social, nenhuma obra económica igualou o impacto da Riqueza das Nações.

Fonte de inspiração para quase todos, matriz de tendências e correntes em que a análise económica se foi ramificando, os seus admiradores disseram-na a bíblia (ou o evangelho) dos economistas; e honraram o seu autor como «pai» da ciência económica. Outros, menos entusiastas, quase o reduziam ao papel de compilador e divulgador de obra alheia.

A questão, no fundo ociosa, da originalidade de Smith (como a de Marx, a de Keynes, ou de qualquer outro dos grandes balizadores do pensamento económico) deve centrar-se naquilo que faz a sua genuína grandeza como cientistas: a capacidade para projectar uma luz nova sobre a inteira paisagem económico-social.

(Do Prefácio de Hermes dos Santos)

Embora o encorajamento à exportação e o desencorajamento à importação constituam os dois principais instrumentos através dos quais o sistema mercantil propõe enriquecer os países, contudo, em relação a determinadas mercadorias, parece ter seguido um plano oposto: desencorajar a exportação e encorajar a importação. Todavia, segundo parece, o seu objectivo último é sempre o mesmo — enriquecer o país através de uma balança comercial vantajosa.

Desencoraja a exportação de materiais de manufactura e dos instrumentos de comércio, a fim de beneficiar os nossos trabalhadores, permitindo-lhes revender a um preço inferior em relação ao das outras nações em todos os mercados externos e, ao restringir assim a exportação de algumas mercadorias, de preço baixo, propõe-se provocar uma muito maior e mais valiosa exportação de outras. Encoraja a importação de matérias de manufactura a fim de que as nossas as possam trabalhar mais barato, impedindo, por esse meio, uma maior e mais valiosa importação de mercadorias manufacturadas. […] Sempre que as manufaturas atingem um certo engrandecimento, o fabrico de instrumentos de comércio torna-se no objeto de um grande número de importantes manufacturas.

(Riqueza das Nações, Vol. II, Livro IV, «Dos Sistemas de Economia Política»)


Ficha técnica

Outras Responsabilidades:

Prefácio: Hermes dos Santos

Tradução e notas: Maria Teodora Pereira Cardoso, Luís Cristóvão de Aguiar

Idioma:
Português
Coordenação editorial:
Fundação Calouste Gulbenkian
Editado:
Lisboa, 2025
Dimensões:
220 x 145 mm
Capa:
Encadernado
Páginas:
814
ISBN:
978-972-31-0610-7
Atualização em 14 maio 2025

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