10.ª impr. da 1.ª ed.

Crítica da Razão Pura

Immanuel Kant

A Crítica da Razão Pura, de que apresentamos esta tradução em língua portuguesa, é um monumento único na história da filosofia, traduzindo uma verdadeira revolução no pensamento ocidental, e resultado de uma longa e profunda meditação.

Tradicionalmente, divide-se a actividade filosófica de Immanuel Kant (1724-1804) em duas fases. Na fase inicial, designada por pré-crítica, as reflexões incidem predominantemente sobre problemas da física e, naturalmente, também sobre questões estritamente metafísicas dentro dos cânones racionalistas de Leibniz-Wolff; embora já se note, para o final do período, a influência da leitura de Hume e, com ela, aflorarem aspectos de uma nova atitude filosófica. […]

Mas é na pequena dissertação latina, De mundi sensibilis atque intelligibilis forma et principiis (1770), expressamente elaborada para concorrer à cátedra de lógica e metafísica, que se apresentam nitidamente pontos de vista anunciadores da segunda fase, a época de maturidade, que se inicia com o «opus magnum» da Crítica da Razão Pura.

A meditação kantiana não vai demorar três meses, mas dez longos anos e a obra que a condensa, a Crítica da Razão Pura, redigida apressadamente em quatro ou cinco meses, foi editada em Riga, por Hartknoch, no ano de 1781.

A revolução operada no campo do saber, graças à qual foi possível a constituição da nova ciência da natureza, consiste, para Kant, em que a natureza não se encontra dada como um livro aberto onde apenas bastará ler. A ciência constitui-se e desenvolve-se por um projecto adequado, que nos torne possível interrogar a natureza e forçá-la a uma resposta. Algo de semelhante tem que se operar em filosofia para esta se colocar no caminho seguro da ciência, para obter no seu domínio resultados tão certos como os obtidos nas diferentes disciplinas científicas.

(Do Prefácio de Alexandre Fradique Morujão)


Ficha técnica

Outras Responsabilidades:

Tradução: Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão

Introdução e notas: Alexandre Fradique Morujão

Idioma:
Português
Editado:
Lisboa, 2025
Dimensões:
140 x 220 mm
Páginas:
708
ISBN:
978-972-31-0623-7
Atualização em 14 maio 2025

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