Orquestra Sinfónica Simón Bolívar © D.R.

Gulbenkian Música

Regressa em setembro

A programação do mês de setembro da Gulbenkian Música anuncia já algumas das principais linhas de força da temporada: grandes intérpretes, atuações da Orquestra Gulbenkian dentro e fora de portas e uma forte aposta nos jovens músicos, com programas que abarcam um vasto reportório, do clássico ao contemporâneo.

Gustavo Dudamel e a Orquestra Sinfónica Simón Bolívar, em residência na Gulbenkian Música, assumem um natural destaque neste princípio de temporada. O primeiro concerto envolverá a formação de câmara, a Simón Bolívar String Quartet (5/9, 19h), que tocará obras de Brahms, Chostakovitch e Ginastera. Seguem-se dois grandes concertos com a formação sinfónica dirigida pelo carismático maestro venezuelano, também ele formado nas escolas de El Sistema. O primeiro concerto (7/9, 21h) contará com o Coro Gulbenkian e terá um programa com obras de Heitor Villa-Lobos (Bachianas brasileiras n.º2 e Choros n.º10, Rasga o Coração), Maurice Ravel (Daphnis et Chloé, suite n.º2 e La Valse) e Paul Desenne (Hipnosis Mariposa). Para o segundo concerto (8/9, 21h), o pianista Jean-Yves Thibaudet junta-se à Orquestra para tocar uma obra com uma forte dimensão mística: a sinfonia Turangalila de Olivier Messiaen.

Neste princípio de temporada haverá lugar para mais jovens talentos: a Orquestra XXI, formada por músicos portugueses a estudar ou a tocar no estrangeiro e liderada por Dinis Sousa, dará um concerto no Grande Auditório (4/9, 19h). O ator Ricardo Pereira junta-se a este concerto para assumir a narração da peça Sonho de uma noite de verão de Mendelssohn. Obras de Stravinsky (suite Pulcinella) e de Andreia Pinto-Correia (Acanto) completam o programa.

Mais cedo do que o habitual, realiza-se também o Festival Jovens Músicos, uma iniciativa da RTP – Antena 2 com a colaboração da Fundação Gulbenkian (23-25/9). No ano em que o Prémio Jovens Músicos celebra três décadas de vida, será uma edição especial que terá, pela primeira vez, para além da eleição do Jovem Músico do Ano, um prémio destinado a distinguir um jovem maestro.

Quanto à Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo maestro Hervé Niquet, vai protagonizar na sua primeira noite no Grande Auditório (9/9, 19h30) um concerto totalmente dedicado a Mendelssohn (As Hébridas, Salmo 42 e A Primeira Noite de Walpurgis). Participam neste concerto o Coro da Rádio Flamenga e os cantores Anne-Catherine Gillet, Denzil Delaere, Leon Kosavic e Bertrand Duby. Este espetáculo será o ponto de partida para uma digressão, realizada em parceria com a Queen Elisabeth Music Chapel, que levará estes intérpretes com este programa a Sevilha, Granada e Minorca.

Fora de portas, a Orquestra Gulbenkian tocará ainda na Praça do Município no certame Lisboa na Rua promovido pela CML (3/9, 21h) e nas Ruínas do Carmo (15/9, 21h) no âmbito do Festival Cantabile.

Destaca-se ainda, este mês, a presença sempre saudada do barítono norte-americano Thomas Hampson (30/9, 21h), que, pela primeira vez, vai cantar e, simultaneamente, assumir a direção da Orquestra Gulbenkian. Hampson interpretará o ciclo de canções de Gustav Mahler, A Trompa Maravilhosa do Rapaz, numa noite em que também dirigirá duas obras de Richard Strauss (Abertura da ópera Capriccio e Serenata para sopros, op. 7).

 

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