20 Abril 2020 Parcerias para o DesenvolvimentoSociedade Civil

Comunicar para a prevenção da Covid-19 na Guiné-Bissau

Fundação reforça projeto da ONGD VIDA para sensibilizar para a pandemia

Grupo de agentes de saúde comunitária que dinamiza a comunicação Covid-19 © VIDA

A Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu um apoio excecional ao projeto de reforço institucional da Direção Nacional de Saúde Comunitária e Medicina Tradicional, na Guiné Bissau. O projeto, levado a cabo pela ONGD VIDA, aposta na manutenção de recursos humanos para ações de comunicação e sensibilização na prevenção da Covid-19.

Com esta pandemia, a VIDA teve que reajustar as atividades e a equipa no terreno para fazer face à nova realidade. É o caso dos agentes de saúde comunitária que têm um papel fundamental nas tabankas (aldeias). Vistas como pessoas de confiança na comunidade, que dominam as línguas, os agentes acompanham as famílias e fazem recomendações articuladas com as orientações nacionais de saúde.

 

O papel dos agentes de saúde comunitária 

No contexto da Covid-19, os agentes de saúde comunitária estão a fazer prevenção junto dos agregados familiares, a encaminhar casos suspeitos para as equipas de Resposta Rápida e fazem pequenas dramatizações em público em locais de risco (com grandes aglomerações de pessoas: bancos, mercados, etc.)

Pedro Silveira tem 29 anos, é bioengenheiro, e trabalha como coordenador do projeto na região de Cacheu há quase dois anos. O seu trabalho consiste em formar e capacitar os técnicos e agentes de saúde comunitária em áreas como coordenação, acompanhamento e avaliação. Nos próximos três meses, vai coordenar o projeto, a nível nacional, na disseminação, em tempo real, de mensagens de prevenção e de conhecimento sobre o novo coronavírus junto das direções regionais de saúde e dos responsáveis das áreas sanitárias dessas regiões.

Pedro Silveira considera que é fundamental continuar e consolidar o trabalho feito e que “esta fase complicada é o momento certo para o apoio e a continuação das atividades”. Neste momento, os serviços estão abertos das 7h às 11h e há limitação à circulação, por isso, Pedro recomenda que “as pessoas se mantenham pelos bairros e pelas tabankas. Também há torneiras de água e lixívia à entrada dos serviços e dos edifícios públicos.”

A 27 de março foi declarado o estado de emergência na Guiné Bissau devido à pandemia do Covid-19.