Barbican apresenta programa pan-africano apoiado pela Gulbenkian
O projeto leva ao Barbican uma temporada de eventos centrados neste movimento e no papel dos artistas na construção da cultura pan-africana. O programa explora o Pan-Africanismo enquanto movimento social, político e filosófico, bem como temas como revolução, género e identidade, através da música, do cinema, das artes visuais e de conversas públicas. Reúne artistas, pensadores e comunidades de todo o continente africano e das suas diásporas globais.
A exposição reúne mais de 300 obras, incluindo artistas dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), como Bertina Lopes, Malangatana e Kiluanji, assim como figuras intelectuais e poetas ligados ao movimento cabo-verdiano Claridade. A exposição foi desenvolvida em conjunto pelo MACBA, em Barcelona, e o Art Institute of Chicago, onde foi apresentada pela primeira vez, tendo sido reinterpretada no Barbican, de acordo com o contexto britânico.
A exposição é acompanhada por um programa de três meses de eventos comunitários, música e cinema, incluindo sessões do documentário O Regresso de Amílcar Cabral, de Sana Na N’Hada (1976), e o filme Caminho para as Estrelas, de Mónica de Miranda, bem como o concerto da Orquestra Cesária Évora com a presença especial da cantora Mayra Andrade.
A Delegação do Reino Unido da Fundação atribuiu um apoio financeiro destinado ao programa e à inclusão de artistas dos PALOP nesta importante instituição cultural.
Com abertura a 11 de junho, o programa decorre até ao início de setembro em vários espaços do Barbican Centre.
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