Maria Paz Aires. Assembleia Lésbica

Programa de Residências Abertas

Slider de Eventos

Data

28 mar – 25 mai 2026
  • sáb,
  • Encerra Terça

Local

Espaço Engawa Centro de Arte Moderna Gulbenkian
Maria Paz Aires (1998, Porto) apresenta «Assembleia Lésbica» como uma cenografia viva que se transforma ao longo da residência.

«O que significa o encontro enquanto experiência estética, simultaneamente sonora, corporal e política?

O ensaio «The Gender of Sound», de Anne Carson, sobre a voz da mulher ao longo da história, é aqui reinterpretado sob um ponto de vista transfeminista. O ponto de partida é um poema de Alkaios (século VI a.C.), que descreve a sua experiência ao ser ostracizado e expulso da cidade. À margem, aterrorizado, o poeta ouve um grupo de mulheres naturais de Lesbos que riem e conversam sobre a sua própria beleza. Alkaios compara o som destas mulheres ao de uma alcateia. Na Grécia Antiga, o lobo simbolizava uma força selvagem e descontrolada que carecia da domesticação do homem para se tornar “civilizada”. Também hoje, a dissidência feminina e queer permanece como uma ameaça latente à ordem estabelecida.

A Assembleia Lésbica constitui-se como uma cenografia viva que se transforma ao longo do tempo da residência. Propõe-se como um lugar de visibilidade, liberdade e descoberta – um espaço onde é possível brincar, descansar, ler, pensar, conversar e flirtar.

No início do percurso, surgem três monstras que evocam não-binaridade e fluidez, remetendo para figurações ancestrais ligadas à magia e ao ritual. Estas figuras aludem a outras presenças no meu trabalho, sendo aqui ressignificadas e transformadas num trio de madames lésbicas. Regressadas de um tempo ancestral para reivindicar o seu espaço de fala, reúnem-se num ato de alegria e autodescoberta.

Ao longo do processo da residência, estas figuras podem transformar-se e multiplicar-se. Têm o potencial de gerar novas monstras ou de trocar partes dos seus corpos, em gestos contínuos de experimentação da identidade e da expressão de género. Podem, igualmente, desaparecer, decompondo-se e abraçando outras formas de vida.»

— Maria Paz Aires

Concebida por Diana Correia, em colaboração com Maria Paz Aires, uma instalação sonora está disponível no espaço. Uma voz distinta é atribuída a cada uma das três esculturas metálicas – as Monstras.

Programa da residência em colaboração com um grupo de alunos do Lisbon Consortium da Universidade Católica Portuguesa.


Biografias


Ficha técnica

Imagem principal

Maria Paz Aires (1998)
dentro de nós, 2025
Lápis de cor sobre papel Fabriano 200g
Cortesia de artista

Coordenação curatorial e académica

Luísa Santos

Curadores

Estudantes do The Lisbon Consortium, Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Católica Portuguesa

Amal Abu Nafisah
Constança Mafra
Margarida Fonseca
Vitor Fonseca

Coordenado por

Colaboração

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.

Definição de Cookies

Definição de Cookies

Este website usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação, a segurança e o desempenho do website. Podendo também utilizar cookies para partilha de informação em redes sociais e para apresentar mensagens e anúncios publicitários, à medida dos seus interesses, tanto na nossa página como noutras.