Diogo Pimentão. Força Transitória das Coisas
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Data
- sáb,
- Encerra Terça
Local
Sala de Desenho Centro de Arte Moderna GulbenkianPreço
- Entrada gratuita
A prática experimental na redefinição do desenho é o eixo central do trabalho de Diogo Pimentão (Lisboa, 1973). Utilizando principalmente papel e grafite, por vezes em combinação com cimento, gesso acrílico ou madeira, e realizando também vídeo e performance, as obras do artista desafiam os limites tradicionais da disciplina.
Diogo Pimentão entende o espaço expositivo como um desenho prévio, uma estrutura que já carrega muita informação. Cada gesto que nele ocorre deixa uma marca no espaço e na pessoa que o atravessa. É no movimento, no confronto, na troca e na ação que se produz saber e conhecimento. Mais do que um registo estático, o desenho torna visível a sua natureza poética no encontro entre materiais e intenções.
Interessa ao artista o instante de tensão em que algo está prestes a transformar-se, o ponto delicado e tangencial em que duas formas se tocam, o acidente, o momento liminar entre nascer e quebrar. Como um ovo: quando se parte, já não é o mesmo, mas é através desse gesto que comunica, vive e «morre».
O papel, supostamente frágil, revela capacidades que só existem porque é levado para lá da sua função expectável. Tudo isso decorre também de um entendimento alargado da natureza da matéria. O artista fala do seu prazer profundo na descoberta da matéria filosófica do desenho, na densidade da experiência que pode tornar algo visível. As peças são e não são objetos; transportam consigo a ideia «leonardiana» do desenho como extensão sem largura: são cruas, vulneráveis, desprotegidas recusam a lógica da moldura fixa no espaço, preferindo habitar a fronteira do possível.
Em Força Transitória das Coisas, a Sala de Desenho acolhe obras que resultam, em parte, de ações performativas protagonizadas por Diogo Pimentão em colaboração com o bailarino e coreógrafo francês Emmanuel Eggermont.
Biografias
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Diogo Pimentão
Diogo Pimentão (Lisboa, 1973) vive e trabalha em Londres. Estudou no Ar.Co., Lisboa, no Sculpture Seminar, Gotland, e no Centro Internacional de Escultura Pêro Pinheiro em Portugal. Mais conhecido pelos seus trabalhos experimentais em papel, a prática e a redefinição do desenho são o eixo central do seu trabalho. Utilizando principalmente papel e grafite, por vezes em combinação com betão, vídeo e performance, as suas obras desafiam os limites tradicionais da disciplina. O seu trabalho é representado pela galeria Encounter, Lisboa, galeria Presença, Porto, Galeria Rocio Santa Cruz, Barcelona e Persons Projects, Berlim. A sua obra encontra-se em coleções privadas e institucionais, na Europa, Estados Unidos, Ásia e Austrália.
Ficha técnica
Curadora
Leonor Nazaré
Apoio
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